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Itália

Região

Veneto

A região de Veneto, localizada no nordeste da Itália, é a terra natal de algumas das mais conhecidas denominações italianas, como Valpolicella, Bardolino e Prosecco. São vinhos da Itália que podem ser muito bons, se forem elaborados por bons produtores. 


O encorpadíssimo Amarone é um dos maiores exemplares italianos produzidos nessa região. Mas o Veneto produz também inúmeros outros ótimos vinhos tintos e brancos, como o Campofiorin, o Brolo e o Rosso dell’Abazia, capazes de encantar quem os degusta graças às sensações sublimes que trazem ao paladar.

A economia local é bastante ligada à elaboração de excelentes vinhos italianos, haja vista a quantidade de vinhedos existentes na região. Localizada em uma área de planície bastante fértil, o Veneto é próximo de outras regiões mundialmente conhecidas quando o assunto são vinhos de qualidade e prestígio, como Trentino e Alto Adige.


Apesar de as uvas mais cultivadas no Veneto serem da casta Merlot e Prosseco, as videiras que deram origem aos vinhos com certificação de Denominação de Origem Controlada (DOC) são, na verdade, das castas Pinot Grigio, Riesling, Garganega, Pinot Nero, Barbera e Corvina, atualmente, as uvas de maior importância para a produção dos vinhos do Veneto apreciados e cultuados mundo afora.

Formado pelas sub-regiões de Veneza, Belluno, Verona e Rovido, o Veneto extrai a maior parte de sua produção de Verona, contabilizando anualmente cerca de dois milhões de hectolitros de vinhos italianos. O destaque dessa sub-região vai além do volume de produção local, Verona é o berço dos reverenciados, famosos e cultuados exemplares de Bardolino e Valpolicella.


Uma curiosidade a respeito do Veneto é sua forte ligação com a vinicultura do Brasil, que recebeu muitos imigrantes italianos desta região na Serra Gaúcha, hoje a melhor área de elaboração de vinhos do nosso país. Não por acaso, a maioria das vinícolas de sucesso do Vale dos Vinhedos, na Serra Gaúcha, pertence a famílias de descendentes desses imigrantes de Veneto, no nordeste da Itália. 

Produtor

Bruno Giacosa

Bruno Giacosa é simplesmente um dos maiores nomes do vinho italiano, um artista incrivelmente talentoso, produtor de fantásticos Barolo e Barbaresco. Trata-se do maior representante da escola tradicional piemontesa. Sua história começa de forma simples, com as variedades nativas das regiões Langa e Roero.

O Azienda Agricola Falletto Winery compreende 20 hectares de vinhas nas regiões de Serralunga d'Alba, La Morra e Barbaresco. Os processos de viticultura e da produção de vinho são aplicadas com cuidado do início ao fim, culminando com a vinificação meticulosa e envelhecimento dentro da adega de Neive em barris de carvalho, que resultam em reservas inesquecíveis.

A produtora de Bruno Giacosa tem como princípio a ideia de que grandes vinhos começam na vinha, com profissionais altamente treinados que trabalham de acordo com o tempo e o rítmo da natureza, em uma vinificação cultivada de acordo com as tradições locais e total respeito ao meio ambiente. As adegas combinam o passado e o presente de forma harmoniosa, unindo o que há de mais moderno em tecnologia sem abandonar as tradições e o respeito pelas características da uva. Resultado: um vinho que mantém sua identidade desde a videira até a garrafa.

Os vinhos produzidos são incrivelmente complexos e longevos e sempre está entre os melhores do país. Mesmo antes da chegada das inúmeras inovações técnicas que transformaram os vinhos da região, ele já produzia fantásticos Baroli e Barbareschi, de uma classe, elegância e complexidade incomparáveis. A técnica: usar apenas uvas de vinhedos de excepcional qualidade, além de seu mítico talento como enólogo. Literalmente venerados pela crítica especializada, recentemente seus vinhos tintos ocuparam os primeiros lugares do painel de piemonteses da Wine Spectator, incluindo a primeira colocação.

Durante os anos 1980, a vinícola iniciou a produção de um espumante branco com método tradicional que se revelou muito bem sucedida - prova de que as escolhas mais difíceis podem dar os melhores resultados.

 

Produtor

Coppo

Coppo é o rei do Barbera, tendo levado esta casta a seu ponto máximo com seus fantásticos tintos. O Pomorosso é um dos maiores vinhos tintos da Itália, tendo recebido diversos "tre bicchieri" do famoso guia Gambero Rosso.

Localizado na cidade de Canelli, no Piemonte, Coppo é uma das mais antigas vinícolas familiares da Itália, com uma história que remonta às adegas subterrâneas do século XVIII, reconhecidas como patrimônio histórico da humanidade pela Unesco.

A maior parte da produção da Coppo é de vinhos espumantes Barbera Metodo Classico, Chadornnays e Moscato d’Asti, mas em suas famosas “catedrais subterrâneas” também são elaborados excelentes DOCG do Piemonte como os Gavi e Barolo.

Com mais de 52 hectares de vinhedos cultivados, a maioria na parte sul do Piemonte, em Monferrato, Coppo dá grande ênfase na plantação das variedades Muscat Blanc e Pinot Noir, utilizadas na fabricação de seus espumantes. Toda a propriedade é trabalhada segundo rigorosas práticas de baixo impacto ambiental.

Desde 1800 a vinícola produz seus vinhos Gavi com a casta Cortese e é a única autorizada a produzir vinhos Barolo DOCG fora da região determinada pela MiPAAF ou Ministero delle Politiche Agricole Alimentari e Forestali (o Ministério da Agricultura Italiano).

Na década de 1980, foi pioneira ao iniciar uma nova era para os vinhos Barbera, até então considerados exemplares tintos inferiores aos Nebbiolo. Mesmo com baixos rendimentos, a variedade foi produzida em grande quantidade, na época. A Coppo utilizou frutos cuidadosamente amadurecidos e envelheceu os vinhos em barricas, criando um resultado final complexo e aromático. O rótulo, batizado como Pomorosso, se tornou referência em vinhos Barbera e do melhor do Piemonte.

Atualmente, Coppo produz mais dois vinhos varietais além do Pomorosso: L'Avvocata e Camp du Rouss.

O Camp du Rouss é concentrado e saboroso, enquanto o L'Avvocatta é muito aromático, mostrando uma ótima profundidade de fruta. A excelente acidez, característica da Barbera, e a exuberância da fruta, tornam este vinho muito fácil de ser combinado com uma vasta gama de pratos. Na boca é fresco, aveludado e saborosíssimo.

Produtor

Marziano Abbona

Sobre Marziano Abbona, o Gambero Rosso cita textualmente: "Está nascendo uma nova estrela no firmamento do vinho doglianese". Abbona é um especialista em Dolcetto di Dogliani, sendo que o seu estupendo Papà Celso é elaborado de velhas videiras com até 60 anos de idade. Também são ótimos os seus Barolo, Barbaresco, Langhe, Barbera e os brancos, inclusive com um raríssimo Viognier italiano.

Localizada na aldeia de San Luigi e banhada por um grande lago artificial, a vinícola de Marziano Abbona é uma ode às colinas de Dogliani. Foi inaugurada em 2006 e se ergueu sobre as fundações de uma antiga quinta chamada Cascina Valle dell'Olmo" em honra da árvore majestosa Elm (Olmo) que cresceu no curral.

Os vinhedos de Abbona se estendem por uma superfície total de 52 hectares sobre os Dogliani, Monforte d'Alba e Novello e visam seguir a gestão de vinha sustentável, utilizando o mínimo de tratamentos sintéticos como pesticidas e herbicidas.

As vinhas são cultivadas e colhidas manualmente seguindo métodos transmitidos por gerações, sendo que algumas videiras cultivadas chegam a 60 anos de idade. Entre as produções da vinícola piemonteza, podemos destacar o Papà Celso, vinho italiano emblemático e dedicado à memória de Celso Abbona, pai de Marziano, que plantou cada videira na vinha Doriolo. O vinho é produzido exclusivamente com uvas desta vinha, as mais velhas da localidade, e resultam em uma bebida agradável, que une elegância, poder e harmonia. 

Outro ponto forte de Abbona, o San Luigi é Feito a partir de uvas cultivadas em vinhedos localizados na região de mesmo nome, que trazem ao vinho um toque frutado e aromático. Surpreendente, a bebida  mantém o excelente corpo e elegância de um importante vinho tinto. Já entre os vinhos brancos, um dos produtos mais marcantes é o Valle dell’Olmo, aromático e cativante, que se distingue pelo aroma floral e frescor, preservados pelo envelhecimento exclusivo em aço inoxidável. Agradavelmente seco na boca, é fácil de harmonizar e vai bem com aperitivos à base de vegetais, peixe e carnes brancas. 

Produtor

Antoniolo

Antoniolo é hoje o melhor produtor de Gattinara, com particular destaque para seus crus como o Osso San Grato. São vinhos de longuíssima guarda que acompanham à perfeição pratos como cabrito, cordeiro, rabada e ossobuco.

Situada em Gattinara, a vinícola Antoniolo dá origem a alguns dos melhores vinhos da região italiana do Piemonte, que podem sobreviver por décadas, tornando suas qualidades ainda mais ressaltadas. Além disso, seus vinhos apresentam bom teor de taninos, responsáveis pelo excelente equilíbrio entre complexidade e estrutura.

O Gattinara, varietal da uva Nebbiolo, é um vinho tinto reconhecido por ressaltar a complexidade e a classe dos vinhos de Barolo e Barbaresco. Certamente, é o vinho de maior prestígio do produtor, e harmoniza-se muito bem com leitão e carnes gordurosas. San Francesco é um vinho cru de longa guarda, um pouco mais delicado que o Gattinara, enquanto o vinho Osso San Grato é um tinto de renome e prestigio, marcado por sua coloração rubi e aromas adocicados.

Gattinara se localiza no norte da zona de Barolo e Barbaresco, próximo ao Lago Maggiore. Nessa região, o solo foi formado a partir de atividades vulcânicas e pela sedimentação dos Alpes ao longo dos anos, resultando em um terreno mais ácido e rico em minerais.

Combinando a composição dos solos com o clima frio e a altitude da região, a vinícola produz vinhos de fragrância acentuada, que atingem sua melhor qualidade em anos mais quentes. O produtor Antoniolo se estabeleceu em Gattinara em 1949, tornando-se o mais dinâmico da região.

Além disso, Antoniolo foi o primeiro produtor a engarrafar vinhos cru, e é um dos únicos a engarrafar vinhos 100% à base da uva Nebbiolo, sem que haja misturas com outras variedades. A proprietária Rosanna Antoniolo tem em seu domínio 14 hectares de vinhedos e seus filhos, Alberto e Lorella, integrantes da terceira geração da família, supervisionam hoje todos os processos de produção dos vinhos.

Produtor

Campagnola

Produtor

Giuseppe Quintarelli

O lendário Giuseppe Quintarelli é simplesmente o melhor produtor de Amarone della Valpolicella e um dos maiores nomes do mundo do vinho. Seus vinhos grandiosos são elaborados no estilo clássico e maturados por vários anos em grandes cascos de carvalho esloveno, ostentando uma elegância impressionante. Totalmente avesso a modismos, Quintarelli elabora vinhos extremamente tradicionais e cheios de personalidade, difíceis de encontrar até mesmo na Itália.

O famoso Valpollicella Quintarelli é completamente diferente dos outros vinhos desta denominação — “simplesmente único e inimitável” para o Gambero Rosso, que lhe concedeu os máximos “tre bicchieri” na última safra avaliada. Segundo Robert Parker, o vinho tinto “tem mais qualidade que a maioria dos Amarones”.

O Rosso del Bepi é o inigualável Amarone de Quintarelli quando desclassificado nas safras em que o perfeccionismo do produtor não permitiu que ele fosse chamado de Amarone. Com uma “gloriosa explosão de fruta e um final soberbo” para Robert Parker, é um dos melhores vinhos tintos da Itália.

O Amarone della Valpolicella Ca’ Paletta é um dos maiores ícones do mundo do vinho, merecendo os “tre bicchieri” do Gambero Rosso, que classifica o vinho tinto como “uma lição de estilo, que tanto produtores quanto consumidores deveriam provar”.

O Alzero, por sua vez, é para muitos o melhor varietal da uva Cabernet Franc de todo o mundo, chamado de “obra-prima” por Robert Parker, que classificou a última safra avaliada com nada menos que 97 pontos. Todos são vinhos fora de série, em estilo único.

Além do excelente Amarone, pode-se destacar também o excelente vinho branco seco Bianco Secco, elaborado com cortes da prestigiosa uva Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Corvina, rotulado como Primo Fiore – frutos da inovação de Giuseppe Quintarelli.

Localizada em Veneto, a vinícola italiana foi fundada em 1924. No entanto, o sucesso só veio após meados dos anos 1950, quando Giuseppe Quintarelli – Bepi – assumiu o comando da adega, dando origem a vinhos mundialmente famosos.

Em uma época em que produzir em grandes quantidades era mais importante que a atenção aos detalhes, Quintarelli optou por elaborar vinhos com alta riqueza e complexidade, utilizando métodos de trabalho intensivo e extrema atenção aos detalhes das vinhas. Não à toa, Giuseppe Quintarelli é reconhecido como um dos maiores produtores de vinho do mundo atual.

Produtor

Speri

Produtor

Inama

Inama revolucionou a denominação Soave ao apresentar vinhos bem mais robustos e encorpados, maturando a casta Garganega em barricas de carvalho. Segundo o Gambero Rosso, “Inama representou um marco divisório na região de Soave e, mais de 10 anos depois, continua a ser, ao mesmo tempo, referência e contradição para toda a denominação”.

Com um território de 30 hectares, a vocação da vinícola Inama volta-se para o plantio de uvas brancas devido à natureza vulcânica que os solos apresentam: a lava de basalto puro, o único com essas características na Itália. Acredita-se que a uva Garganega, única uva utilizada para a produção do Soave Clássico, possua pelo menos 2.000 anos de residência na região vinícola onde encontra-se Inama.

O Soave Clássico, maturado em tanques de aço inoxidável, é “uma escolha perfeita para o dia a dia” segundo o guia Duemilavini, e merece a estrela de excepcional relação qualidade e preço do Gambero Rosso. O Vigneti di Foscarino, por sua vez, é parcialmente maturado em barricas de carvalho, sendo mais potente e encorpado, com um distinto acento mineral. Para Robert Parker, que classificou a safra de 2007 com 90 pontos, “Inama oferece alguns dos brancos mais ricos de todo o Veneto”.

O Vulcaia é um dos vinhos mais particulares elaborados com a uva Sauvignon Blanc, lembrando alguns vinhos do Vale do Loire, enquanto o Chardonnay é gordo e cheio de notas de frutas maduras. Entre os vinhos tintos – “talvez ainda mais interessantes que os brancos” na opinião de Robert Parker – a novidade fica por conta do Carmenère Più, elaborado com a casta Carmènere cortada com pequenas parcelas de Merlot e Raboso Veronese. Logo em sua primeira safra foi descrito como “fantástico” por Robert Parker, que classificou o 2006 com 89 pontos, ressalvando que o vinho poderia facilmente chegar aos 90 pontos.

O Bradissimo, por sua vez, é um corte de Cabernet Sauvignon com 30% de Carmenère. Descrito como “refinado e elegante” por Robert Parker, o exemplar mereceu a máximas “5 grappoli” do Duemilavini na última safra avaliada. O Oratorio di San Lorenzo, “com notável riqueza e densidade”, segundo Robert Parker, é sem dúvida um dos maiores vinhos tintos do mundo elaborados exclusivamente com a casta Carmenère.

Inama também elabora um ótimo vinho doce com a casta Sauvignon Blanc, o exuberante Vulcaia Après -— “delicioso” segundo a revista Wine Spectator.

Produtor

Sacchetto

Sacchetto é uma moderníssima vinícola fundada pela família Sacchetto, no início de 1900, que produz alguns ótimos Proseccos, bastante superiores à maioria dos vinhos desta denominação. São espumantes muito bem feitos, frescos e bem aromáticos, de excelente relação entre qualidade e preço. Seu Prosecco Brut conquistou medalha de ouro no XI “Concorso Enologico Internazionale”, o mais importante concurso italiano de vinhos, realizado durante a feira Vinitaly.

Localizada na região italiana do Veneto, onde as províncias de Treviso, Pádua e Veneza se encontram, a vinícola Sacchetto apresenta uma vasta gama de vinhos produzidos no Veneto e em Friuli e é apreciada tanto no mercado nacional quanto no internacional.

A adega foi criada em 1920 e qualquer inovação ou modernização introduzida sempre foi meticulosamente concebida sob todos os pontos de vistas, a fim de melhorar a qualidade do produto e os processos de produção de cada bebida. Tudo isso para manter a tradição da vinícola, mantendo inalterada as características e a natureza de cada vinho, equilibrando sempre a inovação e a tradição.

A história desta vinícola tem início com o patriarca da família Sacchetto, Sacchetto Sisto. Já na segunda geração da família, no início dos anos 60, esta adega transformou-se em um comércio bem estruturado e produtivo. Ainda hoje, existe um cuidado pela parte de Sacchetto Filiberto e seu filho Paolo para selecionar cuidadosamente os vinhos com base nos valores tradicionais do país.

Sacchetto é um dos melhores produtores da região onde está localizado, conquistando aos mais diferentes paladares ao redor do globo. Enquanto outras vinícolas produzem quase que, exclusivamente, os vinhos Prosecco visando apenas a quantidade e não a qualidade, Sacchetto preza pela excelência. Este produtor utiliza apenas uvas de qualidade superior cultivada na propriedade da família.

O Espumante Brut Rosado, elaborado 100% com a uva Pinot Nero, é um surpreendente rosé frisante, marcado por sua excelente frescura. Trata-se de um espumante repleto de fruta madura e muito cativante, que promete ser um sucesso para os dias de verão, servindo como aperitivo ou acompanhando sobremesas de frutas frescas ou carnes delicadas.


Produtor

Livio Felluga

Livio Felluga é “o patriarca do vinho friulano”, um dos maiores nomes desta região. Produz alguns dos vinhos brancos mais finos e vinhos tintos mais saborosos da Itália.

Os vinhos brancos são irresistíveis, frescos e delicados, com destaque para o maravilhoso "Terre Alte", que recebe sempre os “tre bicchieri” do Gambero Rosso, e para o delicioso Sharjs. O melhor vinho tinto é o reputado Sossò, um grande Merlot, fino e clássico. Já o Vertigo é intenso e saboroso, enquanto o Esperto Merlot é cheio de fruta e charme.

A vinícola foi fundada no ano de 1956, depois que Livio Felluga se mudou da sua terra natal, Istria. No entanto, as tradições vinícolas que ele desenvolveu ao lado da sua família remontam desde meados do século XIX. Na década de 90, o fundador e patriarca Livio Felluga é credenciado pela inovação que trouxe aos vinhos modernos da Itália.

A reputação deste enólogo de criar vinhos excepcionalmente exuberantes e bem equilibrados estende-se muito além da região de Friuli. Os vinhos de Livio Felluga são mundialmente conhecidos e encontram-se entre os melhores em suas categorias, conquistando milhares de paladares ao redor do globo.

A propriedade é formada por 500 acres, onde deste total, 370 são destinados ao cultivo de vinhas na colina de Collio e Colli Orientali del Friuli. O clima temperado da região é proveniente dos Alpes ao norte, responsável por proteger as vinhas, e pelas brisas do mar Adriático ao sul, tornando o clima ideal para qualquer produtor. O solo escasso de margas e composto também por calcário é excelente para o cultivo de uvas brancas, bem como para os complexos vinhos tintos.

Livio Felluga não acredita em estilos vinícolas homogêneos, mas centra-se em expressões sutis e elegantes nos vinhos produzidos a partir de uvas que foram cultivadas em Friuli durante séculos. O equilíbrio e a clareza são a marca registrada dos seus exemplares, que sofrem influência mínima do carvalho e apresentam máximo frescor.

 

Produtor

Tenuta San Leonardo

Segundo a renomada crítica de vinhos Jancis Robinson, “San Leonardo é, com certeza, a mais bem-sucedida vinícola de vinhos Bordeaux do norte da Itália e dificilmente haverá outra propriedade que, por 30 anos, mude tão pouco a qualidade de seus vinhos”.

Com vinhos tintos que estão entre os mais finos e prestigiados da Itália, a Tenuta San Leonardo é um verdadeiro châteaux, cuja inspiração vem das melhores propriedades de Bordeaux. Na propriedade são utilizadas, inclusive, variedades bordalesas como a Cabernet Sauvignon, a Merlot e a Cabernet Franc.

Seus vinhos são incrivelmente finos, classudos e elegantes, com uma grande profundidade de fruta. O estupendo San Leonardo é “um dos melhores tintos da Itália”, segundo o Gambero Rosso, que lhe conferiu os “tre bicchieri” em simplesmente todas as últimas safras. No mesmo estilo cheio de classe é elaborado o Villa Gresti, com 90% Merlot e 10% Carmenère, merecendo “due bicchieri”, assim como o Merlot, que também é bastante saboroso, rico e elegante.

A Tenuta, ou propriedade em italiano, fica em Trentino, - região do Alto Adige, no extremo norte da Italia – e foi comprada pela família Gresti em 1770, depois de um século de trabalho para a igreja católica. No início do século XIX, passaram a produzir variedades internacionais e vinhos para a corte austríaca. Burgundy, Rulander, Chablis e Riesling já eram feitos com grande qualidade na época.

Em 1984, foi construída a Villa Gresti e somente em 1978 foram plantadas as primeiras vinhas de Cabernet Sauvignon, pelo neto da matriarca Gemma de Gresti, Carlo Guerriere Gonzaga, proprietário da Tenuta até hoje.

Atualmente, além da Cabernet Sauvignon, as castas cultivadas em San Leonardo incluem Carmenère, Merlot, Cabernet Franc e Petit Verdot. A Carmenère tem sido cultivada na Tenuta San Leonardo desde o final dos anos 1800, mas foi confundida com a Cabernet Franc até o início dos anos 80. Os vinhos de Sauvignon Blanc e Riesling são produzidos a partir de uvas colhidas e compradas de produtores do norte de Trentino.

Tenuta San Leonardo faz dois vinhos principais: o San Leonardo, uma combinação de Cabernet Sauvignon com Carmenère e Merlot, lançado em 1982, e o Villa Gresti, feito com uvas Merlot e uma pequena quantidade de Carmenère. As uvas são fermentadas com leveduras autóctones e amadurecidas em tanques de cimento, antes do envelhecimento em barrica. O tinto San Leonardo estagia até 24 meses em barricas de carvalho novas e pré-usadas e, no mínimo, 24 meses na garrafa antes de ser lançado no mercado. Villa Gresti é envelhecido em barricas por um período máximo de 14 meses e recebe 12 meses de envelhecimento em garrafa.

Produtor

Alois Lageder

Alois Lageder é um dos maiores nomes da região italiana do Alto Adige, onde possui duas vinícolas irmãs: Alois Lageder e Casòn Hirschprunn. Seus vinhos varietais são há muito tempo grandes referências.

Um de seus maiores destaques é o vinho branco Chardonnay de Löwengang, que possui coloração amarelada e traz um toque de cremosidade ao paladar, junto com um sabor de carvalho e frutas tropicais. Outros vinhos de renome de Alois Lageder são o Pinot Grigio de Benefizium Porer e o Cabernet Sauvignon de Cor Römigberg.

A família Lageder elabora vinhos desde 1823, quando a vinícola Alois Lageder foi fundada na fronteira do centro histórico de Bolzano. Nos anos seguintes, quatro gerações da família trabalharam para ampliar a fama e a tradição dos bons vinhos italianos Alois Lageder. Para isso, adquiriram diversos vinhedos e vinícolas em algumas das melhores áreas vitícolas do Alto Adige.

O vinho branco seco Pinot Grigio Benefizium Porer é um dos destaques do catálogo, produzido em um vinhedo único. O vinho apresenta elevado nível de complexidade, além de ser encorpado e ter aromas minerais. Já o vinho tinto Cabernet Sauvignon de Cor Romigberg apresenta sabor frutado e aroma complexo, com teor de taninos bem balanceados com a doçura de sua estrutura.

O portfólio de vinhos do produtor Alois Lageder é dividido em três grandes grupos: os vinhos “Classic Varietals”; os “Terroir Selections”; e os “Grands Crus”. Os varietais clássicos são elaborados para expressar a grande variedade encontrada no Alto Adige, além da ampla gama de variedades de uvas cultivadas.

Os vinhos “Terroir Selections” possuem foco sobre a seleção de vinhedos de primeira classe cultivados em locais específicos, demonstrando o reflexo da extraordinária diversidade de condições encontradas na região. Por fim, os vinhos “Grands Crus” de Alois Lageder são elaborados a partir de uvas cultivadas nos melhores vinhedos da propriedade, cultivados de acordo com os métodos biodinâmicos. Estes vinhos atendem as mais altas exigências de qualidade, contando a excepcional história do seu lugar de origem.

Produtor

Biondi Santi

Verdadeira lenda do vinho italiano, Biondi Santi é o criador e consagrador do grande Brunello di Montalcino, e um dos maiores nomes da Itália e de todo o mundo. Historicamente, Biondi Santi é um dos produtores de maior reputação e importância no desenvolvimento e consagração internacional do vinho italiano. Ferruccio Biondi Santi foi o criador do reputado Brunello di Montalcino — que hoje sem dúvida é um dos maiores tintos da Itália — e o primeiro a engarrafá-lo com este nome, em 1888.

Desde sua origem, o Brunello di Montalcino Biondi Santi tem sido considerado um dos maiores, mais extraordinários e mais raros vinhos da Itália. Até o fim da Segunda Guerra Mundial, Biondi Santi era o único produtor a engarrafar Brunello di Montalcino com este nome, que foi criado pela família.

Recentemente, o respeitado Master of Wine Nicholas Belfrage conferiu sua nota máxima para a safra de 1891, com mais de 100 anos de idade. Os vinhedos “Il Greppo”, de Biondi Santi, possuem uma das mais privilegiadas localizações da Toscana, resultando em vinhos tintos únicos que demandam anos para mostrarem todas suas qualidades e que figuram entre os maiores e mais famosos vinhos de todo o mundo.

O celebrado Brunello di Montalcino Biondi Santi Riserva 1955, por sua vez, foi eleito como um dos “12 Melhores Vinhos do Século” pela Wine Spectator, ao lado de maravilhas como Château Margaux 1900, Hermitage La Chapelle 1961 e Penfolds Grange 1955. A revista acrescenta: “O primeiro grande vinho italiano veio da Toscana. Onde estaria a Itália sem os grandiosos e antigos vinhos de Biondi Santi? A família toscana foi a primeira a provar ao mundo que os vinhos italianos merecem ser comparados aos melhores do mundo.

Eles produziram estupendos Brunello em diversas safras, mas o 1955 permanece sendo o melhor (…) Ele continua sendo um fabuloso vinho tinto para beber até hoje. Possui uma opulência de frutas maduras e uma elegância de taninos aveludados que, mesmo hoje em dia, muito poucos dos melhores vinhos da Toscana podem equiparar. A simetria dos taninos, fruta e acidez é próxima da perfeição para um Sangiovese”. Para o inglês Michael Broadbent, considerado o palato mais experiente do mundo, os Brunello di Montalcino de Biondi Santi podem ser comparados aos melhores vinhos de Bordeaux.

Para o Gambero Rosso, “os Brunello Il Greppo podem ser considerados os arquétipos da denominação”. O guia premiou com os máximos “3 bicchieri” o sensacional Riserva da safra de 1999. São vinhos de longuíssima guarda e de enorme estrutura, que podem durar um século (como comprovam as referências acima) e que demandam tempo para amadurecer e mostrar todas suas qualidades únicas. Biondi Santi está no topo do estilo tradicional e aristocrático de Brunello di Montalcino — criado pela família, mais de um século atrás — e produz alguns dos mais cultuados, reverenciados e colecionados tintos de toda a Itália.

Na Itália e no mundo, muitos dos admiradores da casa compram os reputados Riserva safra após safra, deixando-os amadurecer na adega por um longo tempo — por vezes décadas. As safras mais antigas costumam alcançar preços altíssimos em leilões. Biondi Santi também é responsável por vinhos italianos modernos, carnudos e saborosos, que encantam a todos, como o consagrado Sassoaloro, de ótima relação qualidade/preço. Trata-se de um vinho de enorme sucesso e muito apelo, altamente recomendado. Biondi Santi é sem dúvida de uma das maiores e mais célebres referências de toda a Itália, que com muito orgulho acolhemos em nossa seleção de vinhos.

Produtor

Pieve Santa Restituta / Gaja

Pieve Santa Restituta foi a primeira vinícola toscana adquirida por Angelo Gaja, em 1993, bem no coração de Montalcino, onde produz dois excelentes Brunello com a mesma filosofia de altíssima qualidade de seus vinhos no Piemonte.

Localizada na subzona sudoeste da denominação Brunello di Montalcino, a propriedade abrange 16 hectares e produz uma clássica mistura de Brunello di Montalcino e dois vinhos originados dos vinhedos da propriedade: Brunello di Montalcino Sugarille e Brunello di Montalcino Rennina.

Essa histórica vinícola abriga uma adega situada abaixo do nível do solo, abrangendo 4.000 metros quadrados, que foi incorporada à adega já existente. Foi concebida e construída de forma a impactar o mínimo possível o meio ambiente, tornando as instalações de vinificação totalmente inseridas no ecossistema local.

Devido à fortes chuvas e temperaturas muito altas no verão, a vinícola teve sua produção interrompida nos anos de 2002 e 2003. Em 2004, considerado um excelente ano de colheita na região onde Pieve de Santa Resituta Gaja está localizada, foram produzidos os dois vinhos emblemáticos desse produtor.

Já na safra de 2005, a família Gaja decidiu produzir seu primeiro "blended" Brunello di Montalcino, feito a partir de castas cultivadas na propriedade misturadas às provenientes da região de Torrenieri, subzona situada a nordeste da denominação Brunello di Montalcino.

Pieve Santa Restituta Gaja consegue produzir seus excelentes Brunnelo com uma qualidade altíssima, colocando-o entre um dos melhores produtores italianos.

O poderoso, rico e opulento Brunello di Montalcio Rennina é produzido com uvas de três vinhedos diferentes, responsável por adicionar enorme complexidade ao exemplar. Já o vinho Sugarille é elaborado apenas com uvas do extraordinário vinhedo Sugarille, um terroir único, conhecido por produzir vinhos de enorme estrutura e muita longevidade. É ainda mais poderoso, denso e profundo. Ambos trazem a classe, a elegância e o toque aveludado, uma marca que ao longo do tempo tornou-se a assinatura de Gaja.

Produtor

Andrea Costanti

Historicamente, a família Costanti esteve envolvida na formação da República de Siena em 1555 e, a partir deste ponto, tornou-se uma presença-chave na área de Montalcino, na Itália. A família ganhou destaque no século XIX quando Tito Costanti foi um dos primeiros produtores de Montalcino a fazer vinhos com o nome de “Brunello”.

Tito apresentou dois vinhos Brunello di Montalcino na Exposição da Província de Siena em 1870, oferecendo um vinho de cinco anos chamado Brunello, bem como outro vinho Brunello produzido em 1869. Hoje, a responsabilidade de vinificação em Conti Costanti é de Andrea Costanti, que assumiu o negócio familiar em 1983.

Andrea Costanti atingiu a perfeição em Brunello di Montalcino, também com cotação máxima de Robert Parker. Seu Brunello é extremamente fino e elegante, muito classudo, enquanto o Rosso é deliciosamente fresco e saboroso, uma delícia. O Vermiglio fica em um meio termo entre os dois. O ótimo Ardingo Calbello, recém-lançado, é um corte de 75% da casta Merlot e 25% da uva Cabernet Sauvignon, também muito rico, intenso e concentrado.

A propriedade abrange cerca de 25 hectares de terra, com 12 hectares destinados ao cultivo das vinhas e mais 4 hectares de oliveiras. A maioria das vinhas são plantadas com a Sangiovese, com videiras de idades que variam entre 6 e 25 anos. Estas vinhas foram suplementadas com uma pequena parcela de 3 hectares de Merlot e Cabernet Sauvignon. As uvas são tipicamente colhidas no início de outubro e fermentadas em suas cascas, em cubas de aço inoxidável por, aproximadamente, duas a três semanas, dependendo da safra.

O Brunello di Montalcino e Brunello di Montalcino Riserva DOCG são envelhecidos por 18 meses em tonéis e mais 18 meses em barris de carvalho eslavo. Os vinhos Brunello di Montalcino são envelhecidos também em garrafa por mais 12 meses. Os Brunello Riserva são feitos apenas nos melhores anos da safra e projetados para ter uma vida muito longa.

Produtor

Fuligni

A vinícola Fuligni se estende por cerca de cem hectares integralmente cultivados em uma faixa territorial quase contínua, que atravessa o lado leste de Montalcino, região vinícola localizada na Toscana, onde são produzidos alguns dos melhores e mais prestigiosos vinhos italianos, como o Chianti Classico, o Brunello de Montalcino, Vino Nobile de Montepulciano e os famosos supertoscanos, além dos doces Vinsanto e tantas outras especialidades da Itália.

Uma grata surpresa de Brunello de Montalcino, a Fuligni elabora minúsculas quantidades de vinhos no melhor estilo clássico, com vinhedos localizados na área considerada a mais aristocrática desta comuna. Os vinhos são maturados em grandes barricas de 500 e 2.000 litros, originando vinhos tintos que, na opinião de Jancis Robinson, são “certamente dotados de uma grande finesse, ao contrário de alguns Brunello mais opulentos e menos tradicionais”.

Segundo Robert Parker, que sempre concede notas muito altas aos vinhos tintos, os exemplares de Fuligni são “excepcionais, realmente maravilhosos, de cair o queixo”. Para o crítico, embora os vinhos sejam incrivelmente elegantes, também mostram bastante fruta, sendo “sempre bastante convidativos”. Estes vinhos especiais são maravilhosas descobertas – daquelas garrafas que um amante se alegra em conhecer e só apresenta aos seus melhores amigos.

A origem da Fuligni remonta ao século XVI, quando Luigi Fuligni, de origem veneziana, se estabeleceu na Toscana, na região de Maremma. Mas foi apenas em 1900 que Giovanni Maria Fuligni iniciou em Montalcino a sua produção de vinho.

O vinho Fuligni Brunello di Montalcino fica cerca de 30 meses estagiando em grandes barris de carvalho e é então envelhecido por mais 18 meses em garrafa. Os rótulos Riserva, feitos apenas nos melhores anos, passa 36 meses em barril e dois anos em garrafa antes de sua liberação. A Fuligni também faz o Rosso di Montalcino, o Ginstreto, a partir de partes selecionadas dos vinhedos, bem como um IGT Toscana elaborado a partir de uma mistura da Sangiovese e Merlot.

Produtor

L'Oca Ciuca

L'Oca Ciuca é uma descoberta italiana da Mistral que você não pode perder. Localizada entre Florença e Pisa, em uma belíssima paisagem de Cerretto Giudi, na zona de Chianti Montalbano, conta com um clima bastante particular. Os vinhedos de face sul e o clima mais quente que o de outras regiões de Chianti, garantem que a uva Sangiovese renda vinhos repletos de notas de frutas silvestres, mas com um invejável frescor, graças ao solo rico em argila e calcário, que garante uma reserva de água no solo. Além da Sangiovese, a vinícola conta com vinhedos de Syrah e Merlot, plantados em pequenas parcelas onde o terroir é ideal para estas castas. O nome L'Oca Ciuca - o ganso bêbado - é uma divertida referência aos gansos que migram das regiões mas frias no outono e ficam até a primavera na Toscana. Como é impossível estar na região sem aproveitar os vinhos locais, voltam para o leste "embriagados" pela beleza de Cerretto Giudi.

Os três vinhos são deliciosos: O L'Oca Ciuca tinto é um corte de Sangiovese com Syrah e Merlot, vinificado sem passagem por barricas. As generosas notas de fruta são perfeitamente equilibradas pela ótima acidez da Sangiovese. O Chianti é fresco e fácil de gostar, com um belo acento gastronômico. O Chianti Riserva é mais encorpado, maturando 15 meses em barricas. Combina as notas de fruta com aromas de couro e especiarias em um conjunto bastante elegante. São todos vinhos deliciosos, que merecem ser conhecidos!

Produtor

Poliziano

De propriedade da Azienda Agricola Poliziano, o vinhedo Asinone (ou “grande asno”, em português) está localizado a 8 quilômetros da adega da empresa, na área rochosa da estrada que desce de Montepulciano para Torrita di Siena, na região da Toscana, na Itália.

Segundo os moradores da região, Asinone recebeu esse nome por causa de sua silhueta que, de longe, lembra as costas de um burro. O vinhedo começa a uma altitude de 380 a 400 metros acima da linha do mar e conta com exposição ocidental. Caracteriza-se pelo grande declive e também pelo solo de origem pliocênica e franco-argilosa, com áreas mistas de solo turfáceo, de baixa capacidade hídrica e pouco rendimento.

A casta que caracteriza o vinhedo de Asinone é a Prugnolo Gentile, também conhecida como Sangiovese, plantada na região desde 1961 quando. Destas uvas autóctones – com pequenos bagos e casca mais grossa na cor violeta - surgiram as uvas que até hoje são as mais plantadas e mais importantes da região.

A técnica de extração adotada na fabricação do Nobile Asinone é o pisoamento (também conhecido como maceração). A temperatura de fermentação é mantida em torno de um máximo de 30 ° C e a duração e a condução de maceração ficam, em média, entre 18 e 25 dias. Depois disso, o Vino Nobile Asinone é colocado parcialmente em toneis e parcialmente em barricas de carvalho francês, onde acontece a fermentação malolática.

O período de permanência em madeira do Vino Nobile Asinone é de cerca de 18 meses, seguido de um período de envelhecimento na própria garrafa de, no mínimo, 12 meses antes do lançamento.

Segundo o Gambero Rosso, Poliziano é hoje o produtor de vinho mais importante da região e tanto os "crus" Vigna Asinone e Vigna Caggiole, como os vinhos envelhecidos em carvalho (Elegia e Le Stanze, este 100% Cabernet Sauvignon) recebem sempre os "tre bicchieri .

O Vigna Asinone tem o "sole" do Veronelli. O Vigna Caggiole 94 recebeu 4 estrelas da Decanter. O Rosso di Montepulciano e o Chianti tem excelente relação entre custo e benefício.

Produtor

Le Macchiole

Le Macchiole é uma produtora de vinhos da região de Bolgheri, na Toscana. Particularmente conhecida por três variedade de excelentes vinhos da denominação Toscana IGT – Paleo, Messoria e Scrio, considerados, por muitos, como ícones e sinônimo de excelentes vinhos italianos.

Com 24 hectares de vinhedos localizados em Bolgheri, seu solo se alterna entre argiloso e calcário. A diversidade de seu terroir oferece as condições ideais para o cultivo de diversas castas, que vem sendo plantadas e cultivadas organicamente desde 2002.

A propriedade foi fundada em 1983 por um jovem casal: Eugenio Campolmi e Cinzia Merli. Em 1989, sua primeira safra foi lançada sob o rótulo Paleo que, na época, tratava-se de um Bordeaux blend, mas que já no ano seguinte caminhou para se transformar em um vinho varietal. No ano de 2002, Cinzia assumiu a vinícola após o falecimento de Eugenio.

Atualmente, seus Paleo são produzidos com 100% da uva Cabernet Franc e se tornou um dos vinhos mais famosos do mundo dentro de sua categoria. É um exemplar fermentado em tanques de aço inoxidável, envelhecido por 20 meses em barricas predominantemente novas.

Seu outro rótulo, o Messoria, é um varietal da uva Merlot, também fermentado em tanques de aço e cimento, bem como envelhecido da mesma forma. Scrio é composto por uvas da casta Syrah, envelhecido por 20 meses em barricas de carvalho novo.

Verdadeiro superstars toscanos, os vinhos da Le Macchiole estão entre os vinhos dos melhores produtores de todo o mundo para Robert Parker. Além disso, o produtor encontra-se entre os mais festejados, cultuados e premiados da Itália segundo todas referências.

Para o Gambero Rosso, “Le Macchiole está sempre no ponto máximo para vinhos de qualidade” e é “uma das vinícolas que soube melhor mostrar o terroir de Bolgheri, exprimindo o território através de vinhos varietais”.

Produtor

Il Carnasciale

Uma lenda entre os grandes conhecedores de vinhos toscanos, Podere Il Carnasciale elabora um vinho único no mundo a partir da uva Caberlot, um provável cruzamento entre a Cabernet Sauvignon e a Merlot, que surgiu espontaneamente em um vinhedo próximo de Verona, há mais de 50 anos, e nunca mais pôde ser reproduzido, apesar de inúmeras tentativas. Os vinhos do Podere Il Carnasciale são os únicos autorizados a serem elaborados com uvas desta preciosa linhagem da uva Caberlot, uma das mais raras do mundo.

Produzido apenas em garrafas Magnum, o vinho é tão raro que, por muitos anos, mesmo merecendo o prêmio, o produtor não pode o receber, pois a produção do vinho tinto era pequena demais para entrar na listagem do “tre bicchieri”. Recentemente, entretanto, o Caberlot 2008 recebeu, enfim, o merecido prêmio do guia.

Entre as enotecas da Toscana, somente duas têm o privilégio de poder vender o Caberlot. O mesmo se repete com alguns dos mais importantes restaurantes da Europa, são poucos os que conseguem alocações para ter o vinho na carta, entre eles estão o Cibreo em Florença e o L’Amboise em Paris.

Membros de um dos mais prestigiados clubes gastronômicos de Florença (do famoso restaurante Teatro del Sale) podem comprar apenas uma garrafa de Caberlot por ano — essa concessão foi tão valorizada que se tornou hereditária.

Remigio Bordini, o agrônomo que identificou o tipo de uva Caberlot há mais de 40 anos, autorizou que a variedade fosse plantada em apenas 2,5 hectares da propriedade de Wolf e Bettina Rogosky, utilizando a altíssima densidade de 10.000 plantas por hectare e com apenas 5 ramos por planta, garantindo rendimentos reduzidos.

O principal vinho da propriedade é o Caberlot, descrito pelo reputado crítico e enólogo Robert Parker como “soberbo, de excepcional equilíbrio”, recebendo, ainda, 95 pontos para a safra 2006. Para a revista Wine Spectator, o vinho é “inacreditável no palato”, merecendo 97 pontos na safra do ano seguinte.

Rico, potente e refinado, o exemplar não apenas combina as melhores qualidades das duas uvas – Cabernet Sauvignon e Merlot –, como também apresenta personalidade única e singular, característica recorrente em plantas híbridas. O vinho é uma verdadeira raridade, cujo rótulos são numerados a mão pela proprietária.

O segundo vinho elaborado pelo Il Carnasciale é o igualmente raro “Il Carnasciale”, “perfumado, de excepcional equilíbrio”, segundo Robert Parker. Elaborado exclusivamente com a uva Caberlot, é “uma belíssima introdução aos vinhos do produtor” de acordo com a The Wine Advocate, e oferece “uma qualidade excepcional pelo que custa”, completa a revista.

Produtor

Bonacchi

A cantina Bonacchi fica em uma das oito denominações de Chianti. Destaca-se pela relação excelente entre qualidade e custo de seus vinhos. Seus dois vinhos mais populares são o Montepulciano d’Abruzzo e o Chianti Gentilesco. Já seus três melhores vinhos tintos, o Brunello di Montalcino, o Chianti Riserva e o Badesco, são maturados em carvalho.

Fundada em 1965, Bonacchi é uma vinícola familiar situada no coração de Montalbano Hills, entre as cidades de Florença e Pistoia, na Itália. Trata-se de uma propriedade que dá origem a bons vinhos toscanos há mais de três gerações, bem como vinificam uvas cultivadas sob sua supervisão em outras regiões vinícolas do país.

A família possui mais de 40 hectares de vinhas em Chianti Montalbano e Chianti Classico Gallo Nero, além de mais 10 hectares separados entre Sant’Antino DOC, Brunello DOCG e Rosso di Montalcino DOC e 15 hectares de vinhas cultivadas em Montecucco DOC. Seus Brunellos ganham inúmeros prêmios e recebem notas altíssimas da imprensa e de críticos.

O novo edifício da propriedade conta com modernas máquinas de vinificação, duas linhas de engarrafamento automático e uma espaçosa adega para o armazenamento e o envelhecimento dos exemplares em barris. Os vinhos são distribuídos rotulados como “Bonacchi”, tanto no mercado interno quanto no externo.

O envelhecimento em barricas de carvalho francês contribui para que os aromas perfumados dos exemplares sejam liberados. Além disso, os vinhos também podem ser armazenados em caves subterrâneas antigas, apresentando coloração vermelha e taninos perfeitamente equilibrados.

Um dos principais vinhos de Bonacchi é o Brunello de Montalcino elaborado 100% com a uva Sangiovese, cultivada em vinhedos selecionados da região de Montalcino. O mais clássico vinho tinto da Toscana, trata-se de um exemplar robusto, elegante e encorpado. Bonacchi elabora um Brunello bastante gastronômico, com certa austeridade e boa potência, ideal para ser harmonizado com carnes vermelhas.

Produtor

Fontaleoni

Fontaleoni é um dos mais conceituados produtores do famoso vinho branco da Toscana: o Vernaccia di San Gimignano, elaborado com a uva Vernaccia. Um vinho seco, leve e com boa acidez, capaz de agradar aos mais diferentes paladares.

A Azienda Agricola Fontaleoni nasceu em 1959, quando Giovanno Troiani decidiu vender sua parte nas plantações que possuía em Marche e partiu rumo à Toscana, em busca de novos desafios. O que ele descobriu, porém, foi além da oportunidade de fazer fortuna.

Troiani se encantou pelas doces colinas que circundam o vale medieval de San Gimignano e logo adquiriu uma propriedade por lá. Com o passar do tempo, além de criar animais, cultivar cereais, frutas e plantar para o sustento de sua própria família, Troiani começou a se especializar no cultivo, colheita e produção de vinhos Vernaccia di San Gemignano e Sangiovese.

Já no início dos anos de 1980, com o ingresso do seu filho impetuoso e apaixonado aos negócios da família, Franco Troiani, Fontaleoni aumenta a qualidade de seus produtos e decide engarrafar sua primeira safra de vinhos Chianti. Hoje, do total de cerca de 50 hectares, 30 deles são destinados a plantação de uvas específicas para a produção destes vinhos de qualidade internacional.

Os vinhedos da propriedade estão localizados, em sua maioria, na região de Santa Maria, oito quilômetros ao norte da comune de San Gimignano, com exceção de 5 hectares que se encontram abaixo do muro do centro histórico da cidade, ao leste.

A origem vulcânica e marítima da chamada principal pedra da região caracteriza a formação do solo sulcado com forte presença de calcário e argila nas camadas mais profundas que se alternam, favorecendo o lençol freático ao longo da encosta, que se tornam muito propícias ao cultivo. Estas características dos solos transmitem aos vinhos uma mineralidade típica do território que, em conjunto com o clima e escolhas agronômicas adequadas, expressam de maneira única a personalidade de cada colheita.

Desde 2000, a família Troiani oferece também um serviço gastronômico em sua propriedade. No Ristorante Antico Desco, ao lado de sua adega, os visitantes podem degustar de um menu baseado na tradição camponesa da Toscana e em produtos típicos da região. No verão, as refeições são feitas em um terraço com vista para as colinas e, claro, vinhos de sua própria produção para harmonizar pratos como Gnudi al Tartufo e Penne Zucca Gialla e Salsiccia, entre outros.

Seu vinho branco especial Vigna Casanuova 95 recebeu "due bicchieri" do Guia Gambero Rosso. Os seus dois brancos foram respectivamente campeão e vice-campeão da degustação às cegas de todos os Vernaccia 94, pelo Consórcio desta DOC.        

Produtor

Piero Costantini

O vinho Frascati já foi o orgulho dos romanos. Piero Costantini produz o Villa Simone, cuja produção é metade da permitida por lei, trazendo de volta todo o aroma e sabor que um Frascati pode oferecer. Surpreenda-se com seus melhores vinhos, Vigna dei Preti e Vigneto Filonardi, além do vinho doce Cannellino. Como novidade, o gostoso vinho tinto Torraccia.

Localizado na região italiana do Lazio, Piero Costantini lida perfeitamente com os solos vulcânicos ricos em potássio e clima tipicamente mediterrâneo, marcado por invernos rigorosos e verões quentes e secos, atenuados pelas brisas do mar. Diante dessas circunstâncias, o produtor italiano desenvolve seu extenso catálogo, onde encontram-se excelentes vinhos tintos e brancos.

A habilidade de Piero Costantini garante que os vinhos produzidos por ele apresentem as melhores características que a região do Lazio pode oferecer, assim como os maravilhosos vinhos Frascati do Lazio, conhecidos mundialmente.

O vinho Villa Simone é outro destaque do catálogo de Piero Costantini. Trata-se de um excelente vinho tinto composto pelas uvas Cesanese e Sangiovese. Leve, fresco e saboroso, o Villa Simone é uma excelente escolha para harmonizar com massas que contenham molhos leves, pizzas, peixes ou carnes gordurosas.

Já o vinho branco seco Frascati Vigneto Filonardi 2009 é produzido a partir das uvas Trebbiano e Malvasia, cultivadas do vigneto Filonardi. Tal exemplar apresenta um teor alcoólico de 12,5%, além de ser considerado fresco e agradável, tornando-se uma excelente companhia para pratos que contenham mariscos, peixes ou entradas em geral.

O Frascati é um vinho branco produzido com as uvas Trebbiano e Malvasia, tornando-se um dos primeiros vinhos a ser oficialmente reconhecido pelo sistema de denominação de origem na Itália.

A região do Lazio produz vinhos há cerca de 3.000 anos, no entanto, o vinho Frascati perdeu sua reputação no final do século XX. Em anos recentes, porém, autoridades locais e produtores regionais, como o prestigiado Piero Costantini, têm trabalhado para assegurar o renome desse importante vinho, tornando-o um dos melhores vinhos italianos. 

Produtor

Lungarotti

Giorgio Lungarotti, com seus antológicos Rubesco Riserva 1971 e 1975 — que sempre foram comparados aos grandes vinhos de Bordeaux — literalmente colocou a Umbria no mapa da enoviticultura mundial, demonstrando que a região pode produzir alguns dos melhores e mais interessantes vinhos da Itália.

Com a morte de Giorgio, as filhas Teresa e Chiara assumiram a propriedade, que passou a ser a primeira grande vinícola da Itália sob o comando exclusivo de mulheres. Segundo o Gambero Rosso, o trabalho impecável desenvolvido pelas irmãs Lungarotti — que apresentaram rótulos “extraordinariamente fascinantes” — “trouxe de volta o encanto sem fim que colocou esta propriedade em Torigiano entre as mais prestigiosas vinícolas não só da Itália, mas de todo o mundo”.

Na edição de 2010 do guia — que concedeu mais um “tre bicchieri” ao “fantástico” Rubesco Riserva Vigna Monticchio — os editores afirmam textualmente: “Lungarotti mudou para sempre os vinhos da região”. Todos os vinhos combinam grande personalidade com um inegável acento regional.

O saboroso Rubesco, elaborado com as castas Sangiovese e Colorino, é um vinho perfeito para combinar com massas, sendo especialmente recomendado para lasanha, segundo a associação italiana de sommeliers.  O Rubesco Vigna Monticchio, por sua vez, é impressionantemente elegante, lembrando um grande Borgonha para Lettie Teague, editora da revista Food&Wine e correspondente de Robert Parker. Verdadeira instituição da região da Umbria, o vinho tinto quase sempre recebe os máximos “tre bicchieri”, com a estrela de ótima relação qualidade e preço, do Gambero Rosso e os “cinque grappoli” do Duamilavini.

O grandioso San Giorgio, criado em 1977, foi a resposta da Umbria para os recém lançados “supertoscanos”. Este corte de Cabernet Sauvignon, Sangiovese e Canaiolo é potente e elegante — “impressionante”, nas palavras de Robert Parker — e merece os cobiçados “cinque grappoli” do Duamilavini na safra de 2004. Por sua vez, o branco Torre di Giano Il Pino é um impressionante corte de Trebbiano e Grechetto, e foi o primeiro vinho branco italiano, ainda nos anos 70, a ser maturado em barricas de carvalho. A safra de 2007 foi para a final dos “tre bicchieri” do Gambero Rosso, que destacou a impressionante relação qualidade/preço do vinho tanto na versão “Il Pino” quanto Torre di Giano “normal”.

O Aurente é um sofisticado Chardonnay fermentado em pequenas barricas de carvalho. Em sua nova propriedade em Montefalco, Lungarotti vem talhando vinhos de grande tipicidade que têm merecido grandes elogios do Gambero Rosso. Utilizando como base as castas autóctones italianas, os vinhos mostram ótima fruta e muita personalidade, com um estilo perfeito para acompanhar comida e preços inacreditáveis por sua grande qualidade.

Produtor

Saladini Pilastri

A história de Saladini Pilastri remonta ao início dos anos 1000, quando uma nobre família de Ascoli Piceno, da região do Marche, composta por líderes locais e sacerdotes iniciam sua tradição secular ligada à vinicultura e aos valores da terra. Seu legado: saborosos vinhos tintos italianos de excelente relação entre qualidade e preço.

Há cerca de mais de 300 anos, nos anos de 1700, a família do conde Saladini Pilastri assumiu completamente o controle da fazenda. Antes disso, a propriedade era meada com outros produtores, que lá envelheciam seus vinhos em barris de carvalho.

Já no século passado, na década de 1970, foi construída a adega atual, ao lado da antiga, a fim de centralizar toda a produção de seus vinhos. A partir daí a propriedade passou a combinar sabedoria e tradição com as mais avançadas tecnologias.

Seus vinhos nascidos nesse pequeno pedaço de “terra marchigiana” são distribuídos por toda a Europa e exportados para a América e Ásia. O sabor de seus vinhos traz os perfumes e cores de sua terra natal e são produzidos de maneira única, elaborados com uvas de videiras antigas, denotando grande equilíbrio.

Saladini Pilastri Villa fica a dois quilômetros de Spinetoli, uma linda cidade medieval cujas origens remontam ao século V, cujo nome deriva de uma colina chamada "Spineola", rica em espinhos de rosas. Os castelos antigos que caracterizam a região aparentemente datam do século XIII e tem vista para o vale do rio Toronto, dominando uma das muitas colinas que caracterizam a paisagem.

A cantina fica no coração de uma bela quinta do século XV, enterrada sob um antigo alpendre, na parte de trás do Villa Saladini Pilastri. Vizinho a este local de sonho é importante destacar a atenção dada às instalações da adega, modernizada com o decorrer dos últimos anos de acordo com os mais recentes sistemas tecnológicos, aliando a beleza natural da terra com tecnologia avançada.

Um dos exemplares da casa que demonstra bem esta combinação de tradição e inovação é o Rosso Piceno 2014, um saboroso vinho tinto italiano, elaborado com uvas de videiras antigas, cultivadas organicamente. Marcante e envolvente, é um belo achado em nosso catálogo, em um estilo fácil de beber, que combina muito bem com comida.

Produtor

Barba

Uma das mais históricas e tradicionais vinícolas de Abruzzo, Fratelli Barba se alçou, segundo o guia Gambero Rosso, ao mais alto ponto de qualidade desta emergente região italiana, produzindo vinhos que estão sempre “entre os melhores que se pode encontrar no Abruzzo”, nas palavras do guia mais respeitado da península.

Em sua edição de 2010, o Gambero Rosso coroou nada menos que dois vinhos da cantina com os “Tre Bicchieri”, além de conceder a estrela especial de excelente relação qualidade e preço a ambos os vinhos tintos premiados.

Localizada na “Região Verde da Europa”, a vinícola Fratelli Barba é favorecida por um clima ameno e ensolarado, com dias longos e noites frias. O inverno sofre influência do mar Adriático que se encontra próximo da região, e a temperatura média anual fica entre 12 e 16ºC, com boa precipitação e ventilação, propiciando condições excelentes para que as vinhas atinjam seu ápice qualitativo.

Os vinhedos de Barba são distribuídos por 68 hectares, incluídos em uma das áreas mais frutíferas do território: Colli Morino, Casal Thaulero e Vignafranca, todas pertencentes à DOC Montepulciano e Trebbiano d’Abruzzo e a DOCG Colline Teramane. O número de linhagens encontrados nos vinhedos varia entre 4.000 e 6.500 por hectare, permitindo ao produtor reduzir a produção por planta e resultar em uma maior qualidade das uvas.

O enólogo por trás dos vinhos é o aclamado Stefano Chioccioli, que conta com a impressionante marca de 46 “Tre Bicchieri” acumulados em seu currículo. Provenientes de vinhedos de alta densidade e rendimentos reduzidos, são vinhos cheios de caráter, com taninos deliciosamente maduros e uma saborosa presença no palato.

O Vignafranca é, sem dúvida, uma das maiores expressões da uva Montepulciano — “um vinho ambicioso e repleto de aromas exuberantes”, segundo o Gambero Rosso, que classificou a safra de 2006 com os máximos “Tre Bicchieri”. O Vasari, por sua vez, logo em sua safra inaugural já foi classificado para a final dos “Tre Bicchieri”, e é sem dúvida uma das maiores pechinchas entre os vinhos europeus. Perfeitas companhias para a mesa, são vinhos fáceis de gostar, que dificilmente irão sobrar na garrafa ao final da refeição. São belos achados!

Produtor

Santadi

Santadi é um dos dois melhores produtores da Sardenha, já tendo ganho os cobiçados "tre bicchieri" da Gambero Rosso. Os melhores vinhos tintos (DOC) empregam castas de origem espanhola: a Carignano e a Monica, enquanto os outros vinhos (IGT) misturam a Carignano com a Sangiovese e a Cabernet Sauvignon.

O Terre Brune 95 recebeu "gold medal" na International Wine Challenge de 1999. O Terre Brune já recebeu os "tre bicchieri" dois anos seguidos, enquanto o Araja, o Baie Rosse e o vinho branco Villa Solais receberam "due bicchieri". São todos vinhos de muito alto nível, capazes de apreciar a inúmeros paladares.

Elaborando vinhos da mais alta qualidade, a vinícola Santadi cultiva, especialmente, a tradicional uva Carignan. Os vinhos produzidos a partir dessa variedade de uva possuem aromas ricos, amplos sabores, taninos nobres e um perfeito equilíbrio entre a acidez, o nível de álcool e os polifenóis. Além disso, os vinhos brancos produzidos a partir das uvas tradicionais de Sardenha, como a casta Vermentino, Nasco e Nuragus, são bem apreciados pelos amantes, críticos e especialista do mundo do vinho.

A vinícola Santadi foi fundada em 1960 na península Sulcis, como resultado da união de diferentes produtores de vinhos locais. Após trinta anos estabelecendo uma reputação de excelência e qualidade, os parceiros da vinícola Santadi elegeram Antonello Pilloni como presidente da companhia.

A península Sulcis é a área geológica mais antiga de Sardenha, rica em sítios arqueológicos, marcada por dunas costeiras, colinas, enseadas, montanhas interiores e escarpas. O coração de Sardenha é a cidade medieval de Santadi, uma região que ainda é bastante bucólica.

Os vinhedos de Santadi cobrem cerca de 500 hectares em um terreno suavemente ondulado, que segue em direção ao mar. As vinhas estão localizadas em um raio de até 18 milhas de distância da vinícola, o que garante que as uvas sejam movidas até o local de produção dos vinhos em um período de tempo menor, contribuindo para elevar a qualidade dos vinhos elaborados em Santadi.

Produtor

Mastroberardino

Fundada na década de 1750 pelo enólogo Piero Mastroberardino, essa é a mais conhecida adega da região da Campania, situada no sul da Itália. Piero foi premiado com o título profissional do Mastro como reconhecimento da sua habilidade na produção de vinhos de alta qualidade, mantendo uma tradição que continuou ininterruptamente por 10 gerações e se mantém viva até hoje.

Localizada na cidade de Altripalda, a propriedade da família Mastroberardino está espalhada por várias partes do Irpinia, em áreas que historicamente provaram ser o centro de grande produção de vinho da região, onde são elaborados vinhos da mais alta qualidade e se concentram os melhores produtores.

Em 1980, essa histórica adega foi bastante impactada por um terremoto na região e, posteriormente, recebeu uma renovação completa de sua estrutura. Passou a realizar diversos projetos de pesquisa, incluindo os esforços para detecção e classificação de sabor, plantação poli-clonal, entre outros.

Já em 1996, foi escolhido pelo governo italiano para um projeto especial: reintroduzir a viticultura na antiga cidade de Pompéia, cultivando variedades originais da região da Campania, com as uvas Aglianico, Falanghina, Piedirosso, Frego e Coda di Volpe.

Hoje, Mastroberardino é universalmente reconhecido como guardião mais importante do patrimônio enológico e vitícola. Com um enorme acervo de vinhos brancos e tintos de primeiríssima linha, elaborados com uvas autóctones, sua maior especialidade são os vinhos tintos Aglianico, considerada a mais nobre do sul da Itália — sejam os encorpados e majestosos Taurasi DOCG ou os deliciosos Irpinia IgT (principalmente o Naturalis Historia) e Mastro IgT.

Completando a seleção de tintos, trazemos também o ótimo Lacryma Christi, de 100% Piedirosso. Os excelentes vinhos brancos, cheios de personalidade, são excelentes, com destaque para os famosos Fiano di Avellino DOCG (More Maiorum, Radici e normal) e os Greco di Tufo DOCG (Nova Serra e normal), ambos de castas autóctones. O seco Sannio, elaborado com a uva Falanghina, e o doce Melizie Passito, com uva Fiano, também são excelentes.

Produtor

Montevetrano

A Azienda Agricola Montevetrano é um produtor de vinho situado no Parque Regional Monti Picentini na região da Campania, no sul da Itália. A propriedade, formada por 26 hectares, foi estabelecida em meados da década de 1980 e hoje faz vinhos de uma mistura da uva local Aglianico e variedades internacionais, como Cabernet Sauvignon e Merlot.

Com a incrível marca de 14 avaliações “tre bicchieri” do guia Gambero Rosso, o vinho tinto que leva o mesmo nome da propriedade é o mais cultuado exemplar do sul da Itália elaborado com castas internacionais e um dos mais premiados do país. Robert Parker destaca a complexidade de cair o queixo que o vinho apresenta, concedendo 95 pontos para a safra de 2007. Para a Wine Spectator, que classificou a safra de 2004 com 95 pontos, “trata-se de um vinho maravilhosamente equilibrado, com taninos super sedosos”.

Outro excelente vinho da propriedade é o Colli di Salerno IGT, essencialmente uma versão campana de um supertoscano. Toda a qualidade deste rótulo vem de um vinhedo de 5 hectares que fica localizado nas encostas dos Apeninos Campanos, em um vale protegido por grandes montanhas. A Montevetrano produz cerca de 30.000 garrafas por ano deste vinho, que foi lançado pela primeira vez em 1989.

O segundo rótulo da Montevetrano, o Core, inclui um vinho tinto e um vinho branco elaborados sob as regras e padrões IGT da Campania. Este vinho tinto também é feito a partir da casta Aglianico, enquanto o vinho branco é uma mistura de Greco Bianco e Fiano, uma das mais marcantes uvas brancas da Itália.

Produtor

Cosimo Taurino

Produtor de grande renome, Cosimo Taurino é considerado o “embaixador” da região da Puglia, tendo sido responsável por mostrar ao mundo as virtudes da casta Negroamaro com seu monumental vinho tinto Patriglione.

“Rico, encorpado, com toneladas de personalidade” segundo Robert Parker, o Patriglione é provavelmente o mais prestigioso e premiado exemplar da casta Negroamaro. O Notarpanaro é o saboroso “irmão menor” do Patriglione, mostrando bem o estilo do famoso tinto em uma versão mais macia e mais fácil de ser apreciada jovem.

Há alguns anos, os filhos de Cosimo — Francesco e Rosana — assumiram a vinícola e, segundo o Gambero Rosso, após um período de adaptação, “voltaram a caminhar na estrada do sucesso”. Durante as sete gerações da família Taurino, sempre se sobressaíram o amor pela terra e a paixão pelo cultivo de uvas e produção de vinhos a partir de castas nativas, dando origem a vinhos de qualidade excepcional.

Em poucos anos, Cosimo Taurino foi responsável por dar origem a vinhos tintos, rosés e brancos de acabamento requintado, capazes de conquistar diversos paladares ao redor do mundo. A vinícola italiana se localiza na denominação de origem Salice Salentino, onde as vinhas prosperam com êxito há mais de anos.

Os vinhedos de Cosimo Taurino estão distribuídos por cerca de 90 hectares de terra na zona rural de Guagnano, Salice Salentino e San Donaci, onde a maior parte das vinhas são constituídas pelas uvas Negroamaro e Malvasia Nera - responsáveis por dar origem a excelentes, elegantes e poderosos vinhos, apreciados em todo o mundo.

Os principais vinhos de Cosimo Taurino são o branco do Sierri, produzido a partir da uva Chardonnay; o rosé Scaloti, varietal da casta Negroamaro; o tinto A64 Cosimo Taurino, elaborado com as cepas Negroamaro e Cabernet Sauvignon; e o vinho 7ª estirpe, produzido 100% com a uva Primitivo.

Além disso, os premiados vinhos tintos Notarpanaro e Patriglione são elaborados a partir da uva Negroamaro e são deixados para amadurecer em pequenos barris de carvalho francês durante anos. Em seguida, são passados para tanques vitrificados e, finalmente, passam por um período na própria garrafa antes de serem comercializados, adicionando características complexas e marcantes aos exemplares.

Produtor

Epicuro

Epicuro

Epicuro, uma vinícola familiar que elabora alguns dos mais saborosos vinhos da Puglia

Epicuro é uma vinícola da região da Puglia, no sul da Itália cuja história se mistura com a família Mergè. Na década de 20, Manlio Mergè produzia vinho e azeite na região do Lazio, posteriormente, seu filho Armando Mergè fundou uma empresa familiar nos anos 70, no coração de Castelli Romani, não tardou muito, para seus vinhos de excelente qualidade despontarem no cenário do vinho na região.

 

Após anos examinando o trabalho de importantes vinicultores nacionais e internacionais, seu filho Felice transformou a empresa criada por seu pai, na Femar, o nome é um acrônimo para Felice Mergè Armando. O conhecimento de Felice e sua capacidade de inovação colocaram a Femar entre as maiores e mais respeitadas vinícolas italianas. Com uma filosofia de forte apelo tradicional, o grupo cultiva as uvas mais típicas da região e é proprietário de vinícolas - como a Epicuro - que traduzem muito bem a visão dos Mergè de elaborar vinhos saborosos e fáceis de gostar.

 

Os vinhos da Epicuro são ricos, macios, saborosos, aromáticos e repleto de notas de fruta,  além disso, têm boa capacidade de envelhecimento e excelente relação qualidade e preço. Seus rótulos são produzidos com uvas procedentes da Puglia (localizada no "salto" da bota no mapa da Itália) e do Lazio (região da capital Roma). São utilizadas castas autóctones e internacionais cultivadas nessas regiões há bastante tempo, levando em consideração o respeito pelo meio ambiente. 

 

A maioria de seus deliciosos vinhos são produzido com as variedades Primitivo, Montepulciano, Syrah, Trebbiano e Chardonnay. As uvas Primitivo (Zinfandel), Negroamaro e Fiano vêm da região de Puglia e a castas Montepulciano e Syrah são cultivadas na região do Lazio. 

 

São vinhedos impecavelmente cuidados e equipamentos de última tecnologia permitem uma produção focada na qualidade. Sua adega tem 6.000 metros quadrados com dois setores, um reservado a tecnologia fria para vinificação e armazenamento em recipientes de aço inoxidável com um dispositivo de engarrafamento inovador e a outra seção conta com tradicionais barricas de carvalho da Eslavônia para vinhos tintos e brancos. 

 

Elaborado nas versões tinto e branco, Epicuro é, de longe, o vinho mais emblemático da Femar, inspirado no filósofo grego do período helenístico e romano, cuja sua principal doutrina era o prazer, este magnífico e saboroso rótulo segue à risca o pensamento epicurista garantindo a satisfação logo no primeiro gole. Suas garrafas são feitas com castas de várias regiões e cada uma tem seu estilo único. 

 

O Epicuro Fiano foi avaliado com 97 pontos por Luca Maroni na safra de 2018. O vinho Primitivo di Manduria recebeu a medalha de ouro de Mundus Vini na safra de 2015. O Roma DOC mereceu impressionantes 98 pontos de Maroni na safra recente de 2020. Toda a coleção Epicuro são de Denominação de Origem Protegida (DOP) e Indicação Geográfica Protegida (IGP), selos concedidos somente para produtos com procedência conhecida.

 

O grupo Femar tem uma produção ampla e conta com uma coleção invejável de vinhos pontuados, que constantemente são apontados como grandes achados da Europa, esse belíssimo acervo inclui as famosas marcas Masseria Trajone, Gran Appasso, Montecore, Antico Ceppo, Nero Grande, Urbe Aeterna, Faunus e Anfiteatro Tuscolano. Muitas delas, reconhecidas e admiradas pelos especialistas e enófilos de todo o mundo.

 

Os Vinhos Epicuro estão entre os maiores achados do vinho italiano. Combinando generosas notas de fruta madura e um toque potente e sedoso no palato, mostram um estilo que agrada a todos. 

 

 

Produtor

Librandi

Uma das mais tradicionais e históricas vinícolas da região da Calabria, Librandi elabora vinhos típicos e saborosos, com grande apelo regional, perfeitos para acompanhar comida.

Nicolas Belfrage, o Master of Wine especialista em vinhos italianos, considera Librandi como uma das 10 vinícolas que produzem vinhos de melhor relação qualidade/preço de todo centro e sul da Itália, incluindo regiões como Toscana e Sicília.

Librandi aparece nada menos que 9 vezes no guia Berebene do Gambero Rosso – uma seleção das maiores barganhas da Itália – recebendo 2 “Oscar” de melhor compra. Segundo o Oxford Companion to Wine, editado por Jancis Robinson, Librandi é “o melhor e mais importante produtor de Cirò”, uma denominação de origem controlada (DOC) localizada no extremo sul da Itália, onde a uva autóctone Gaglioppo origina os ótimos Cirò Rosso e Cirò Rosato, e a Grecco bianco é matéria-prima para o fresco e aromático Cirò bianco.

Já o ótimo vinho Duca Sanfelice é um ótimo Cirò Riserva, bastante rico e concentrado, enquanto o Rosso Gravello é um grande vinho, um corte de Gaglioppo (60%) e Cabernet Sauvignon (40%), com bastante personalidade.

Criada em 1950 por Nicodemo e Antonio Librandi, a adega Librandi é uma empresa moderna e, atualmente, é comandada por Nicodemo, seus dois filhos – Paolo e Raffaele –, seu sobrinho Francesco e sua sobrinha Teresa. Hoje em dia, todos permanecem fiéis as tradições passadas de geração em geração, dando origem a vinhos da mais alta qualidade.

Librandi está localizada em Ciro Marina, uma pequena província na região italiana da Calábria, na costa do mar Jônio. O solo desta área vinícola é naturalmente adequado para o cultivo exitoso de uvas, bem como a posição geográfica – entre o mar e as montanhas Sila – garantindo que as vinhas desfrutem de um excelente equilíbrio entre as temperaturas diurnas e noturnas.

Além de vinhos, a família Librandi dá origem a excelentes azeites, onde, com um total de 890 acres, 573 são destinados ao plantio de vinhas, enquanto no restante ocorre o cultivo de oliveiras. Nos vinhedos encontram-se castas locais – como a uva Gaglioppo, Mantonico e Magliocco –, bem como o cultivo de uvas internacionais. Além disso, a vinícola italiana também destina uma parcela de sua terra com o cultivo de antigas variedades locais.  

Produtor

Taverna

Localizada na “sola da bota”, bem próxima ao Mar Jônico, Taverna é uma propriedade familiar com pouco mais de 20 hectares de vinhedos plantados nas colinas da árida região da Basilicata. A região produz vinhos ricos e cheios de camadas de sabores desde a época da Grécia Antiga. Comandada pelo apaixonado Pasquale Lunati, Taverna elabora vinhos que respeitam o terroir e o equilíbrio ecológico da DOC Matera, com vinhedos convertidos para a agricultura orgânica desde 2016. A vinícola recebe ótimas avaliações da imprensa italiana, frequentemente merecendo os “Due Bicchieri” do Gambero Rosso e a estrela pela ótima relação qualidade/preço. A Linha SENSO2 é elaborada sem adição de sulfitos para preservar o frutado exuberante dos vinhos. O branco, que mereceu 91 pontos da International Wine Report, é feito com a uva Pinot Bianco e combina aromas florais e minerais. O tinto é um delicioso Cabernet Sauvignon com suculentas notas de frutos negros e toques mentolados. O San Basile, por sua vez, é um surpreendente branco elaborado com a casta Greco sem passagem por barricas, que foi classificado com 92 pontos pela International Wine Report na safra 2018. O I Sassi é um Primitivo surpreendente, repleto de notas de frutas maduras, mas bem seco e fresco no palato. Ele mereceu 91 pontos da International Wine Report na safra 2017, confirmando sua excelente relação qualidade/preço. São todos vinhos deliciosamente gastronômicos e fáceis de gostar. 

Produtor

Flam

Flam é uma vinícola boutique familiar que produz quantidades artesanais das melhores surpresas da atualidade entre os vinhos israelenses. A família Flam é a maior autoridade do vinho israelense. O patriarca da família, Israel Flam é o mais famoso enólogo do país e a primeira pessoa a se formar em enologia em uma universidade estrangeira (UC Davis). A vinícola foi fundada pelos irmãos Golan e Gilad, filhos de Israel. Após uma viagem à Toscana visitando algumas das melhores vinícolas da Itália, eles decidiram colocar em prática a ideia de elaborar grandes vinhos em Israel.

Gilad e Golan Flam contaram com a ajuda de toda a família para viabilizar a Flam. Com vinhedos escolhidos a dedo nas melhores parcelas na Galileia Superior e nas Colinas da Judeia, Flam elabora pequenas quantidades de vinhos surpreendentes, que combinam frescor, elegância e complexidade com o melhor estilo mediterrâneo, suculento e repleto de notas de frutas maduras. A madeira é usada com muito cuidado, para garantir a melhor expressão dos terroirs de Israel.


Os impecáveis tintos, brancos e o rosado são todos certificados Kosher, mas são ótimas escolhas para qualquer amante de vinhos. Elaborados com uvas francesas, combinam ótima fruta com um notável frescor. O grandioso Noble é concebido para ser o melhor vinho do país e é capaz de envelhecer por muitos anos. O Flam Blanc é uma grande especialidade, elaborado com Sauvignon e Chardonnay sem passagem por madeira, é cítrico e mineral. O rosado, por sua vez, além da destacada mineralidade, mostra apetitosas notas de especiarias. O Flam Classic é o vinho mais emblemático da vinícola, é elaborado com as uvas Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc, Petit Verdot e Syrah. Combina aromas de frutas maduras com especiarias típicas do mediterrâneo com um toque gastronômico no palato. O Cabernet Sauvignon Reserve lembra um grande vinho de Bordeaux, com grande classe e complexidade. O delicioso Syrah Reserve é macio, suculento, com várias camadas de frutas maduras. São todos vinhos surpreendentes, que merecem ser conhecidos. L'chaim!

Produtor

Berta (Grappa)

A destilaria piemontesa Berta é uma das melhores da Itália, elaborando fantásticas Grappas de enorme qualidade e prestígio. São líquidos preciosos, muito superiores à maioria das Grappas encontradas no mercado brasileiro.

Para avaliar a excelência deste produtor, basta considerar que ele foi o escolhido para produzir a Grappa do projeto Quorum, que reúne os melhores produtores da região do Piemonte.

Suas Grappa di Nebbiolo da Barolo Tre Soli e Grappa di Barbera d’Asti Roccavino são envelhecidas por 10 anos em barricas de carvalho francês, o que lhes confere uma incrível maciez e complexidade. A melhor Grappa envelhecida que já provamos!

A destilação é a uma arte exigente de extrair e concentrar tudo o que é encontrado na matéria-prima, ou seja, o bagaço das uvas. A qualidade de uma boa Grappa irá depender, especialmente, do caráter do próprio fruto – que deve ser totalmente fresco e natural. A fim de garantir a conservação ideal do bagaço das uvas, não apenas quando armazenadas, mas também quando transportadas, a família Berta introduziu um inovador sistema de coleta de bagaço, aumentando ainda mais a qualidade dos exemplares.

Uma vez que a fermentação é concluída, um processo totalmente artesanal é iniciado na vinícola, com cuidados meticulosos. O bagaço da uva fermentado chega diretamente aos alambiques, para que as caldeiras sejam preenchidas. Uma vez que é preenchida, o profissional permite que o vapor da água passe pelas peles das uvas, garantindo que este caminho seja realizado até o topo, extraindo do bagaço o álcool produzido anteriormente durante a fermentação.

Uma vez feita, as bebidas descansam em recipientes de aço inoxidável, mas quando começa a expressar suas principais características, elas são colocadas em barris de diversas essências para dar início ao seu longo caminho de maturação.

O tempo gasto nestes tonéis de madeira é a chave para elaborar a distinção fundamental entre a Grappa refinada e a Grappa idade. Muitas abrangem períodos de tempo que podem durar entre três meses até doze meses, dependendo do estilo que o exemplar apresentará.

A Tre Soli Tre Grappa di Barolo é uma fantástica Grappa, elaborada a partir da uva Nebbiolo cultivada na região de Tre Soli, em Barolo. Trata-se de uma Grappa que permanece oito anos em barris de carvalho francês, responsável por adicionar um caráter extremamente complexo e macio.

Produtor

Agricola Masi

Produtor

Ca De Medici

Produtor

Argiano

Produtor

Cantine Del Notaio

Produtor

La Querciolina

Produtor

Regio Cantina

Produtor

Le Vigne Di Eli

Produtor

Contratto

Produtor

La Valentina

Produtor

Cavit

Produtor

Conte D Attimis-maniago

Produtor

Col Vetoraz

Produtor

Podere Monastero

Produtor

San Michele Appiano

Produtor

Bera

Produtor

Valiano

Produtor

Rocca Di Frassinello

Produtor

Argiolas

Produtor

Cavallotto

Produtor

Feudi Del Pisciotto

Produtor

Castellare Di Castellina

Produtor

Casanova Della Spinetta

Produtor

Guerrieri-rizzardi

Produtor

Adami

Extraordinário produtor de Proseccos de altíssima qualidade, premiado pela quinta vez consecutiva com o Oscar qualidade/preço do Gambero Rosso e considerado um dos maiores nomes em Prosecco pela revista Decanter: esse é o histórico desse famoso produtor de vinhos italianos, fundada por Franco Adami. Seus espumantes são frescos, finos e deliciosamente aromáticos. Nada têm a ver com os piores exemplares desta denominação. O melhor de todos é o fino e elegante Vigneto Giardino, elaborado com uvas do famoso vinhedo de mesmo nome.

Adriano Adami continuou a tradição familiar e os passos de seu pai, fazendo um nome forte para os Proseccos no mercado local. A década de 1980 viu a chegada da terceira geração, com os enólogos recém-formados Armando e Franco Adami, combinando tradições familiares com especialização e tecnologia. Utilizando modernas instalações para produção do vinho espumante, a marca mudou-se para novos mercados e adquiriu uma sólida reputação.

O Prosecco daqui recebeu o status Superiore graças à sua alta qualidade, resultado do exclusivo microclima da região e da circulação de ar natural da lagoa de Veneza para o sul, favorecendo uma faixa de temperatura ideal para o amadurecimento de uvas riquíssimas em aroma e frescor.

Adami produz cerca de 750.000 garrafas com uvas provenientes de 50 hectares de vinhas, 12 da sua terra e o restante em parcerias com outros pequenos produtores, que partilham o seu compromisso com a qualidade.

A diferença entre o bom e o ótimo Prosecco é resultado do equilíbrio entre a acidez, o gás e o açúcar, e Franco Adami e sua família dominam a alquimia desses três elementos em seus espumantes. A produtora tem focado seu trabalho no seco e "amanteigado" brut, mas o Vigneto Giardino, macio e com características florais, continua sendo um clássico desta vinícola familiar.

Um dos destaques da vinícola é o Prosecco di Valdobbiadene Giardino 2011, um espumante delicado e perfumado, com boa intensidade.  Frutado e agradável, é muito superior a outros espumantes dessa natureza.

Produtor

Tenuta di Capezzana

Tenuta di Cappezzana é o mais importante e respeitado produtor de Carmignano, produzindo vinhos há nada menos do que 12 séculos. Para o Gambero Rosso, a região de Carmignano “tem sua identidade e território conservados, graças, em grande parte, ao mérito da família Contini Bonaccossi, que com o alto nível dos vinhos produzidos, conseguiu manter elevada a credibilidade de Carmignano nos mercados nacional e internacional”.

O Barco Reale di Carmignano é uma versão um pouco mais leve do Carmignano, classificado como “um vinho de fantástica relação qualidade/preço” por Robert Parker. O sedoso Carmignano Villa di Capezzana é o vinho tinto mais emblemático da casa, elaborado com a tradicional combinação das uvas Sangiovese (80%) e Cabernet Sauvignon. Frequentemente recebe as “super 3 estrelas” do guia Veronelli, tendo recebido 90 pontos de Parker na safra de 2005.

Já o Trefiano é uma verdadeira referência, esbanjando finesse, com um sofisticado toque sedoso no palato. A revista Wine Spectator já descreveu o vinho tinto como “extraordinário”, concedendo-lhe 92 pontos. O Ghiaie della Furba, apontado como “fantástico” pela Wine Spectator, é um dos mais aclamados supertoscanos, tendo merecido 93 pontos na safra de 2003.

O monumental Capezzana 804, por sua vez, é um suntuoso vinho elaborado a partir da uva Syrah, de minúscula produção. Os vinhos brancos são também excelentes. O Vin Santo, levemente oxidativo, é um dos melhores que existem, “uma beleza, com toneladas de estilo” segundo Robert Parker.

As videiras da região de Carmignano foram cultivadas a cerca de 3 mil anos atrás, com evidências encontradas em tumbas etruscas. Em alguns documentos em Florença, as videiras de Carmignano foram datadas em um pergaminho que data de 804 a.C., demonstrando a importância da área vinícola onde localiza-se Tennuta di Cappezzana.

No início do período renascentista, Monna Nera Bonaccorsi construiu a primeira “casa da Signori” e mais 9 casas de fazendas que serviam como edifícios de vinificação, em 1475. As outras gerações da família deram continuidade ao projeto e hoje Tenuta di Cappezzana tornou-se a mais importante vinícola da região de Carmignano.

Produtor

Fattoria Fèlsina

Um “exemplo de classe e elegância”, segundo o Gambero Rosso — com nada menos que 24 “tre bicchieri” do famoso guia — a Fattoria di Fèlsina é um dos ícones do vinho italiano e uma das maiores referências em Chianti Classico.

Domenico Poggiali comprou a propriedade de Fèlsina em 1966 e, num ato corajoso para a época, quando a viticultura italiana passava por um momento difícil, decidiu investir na qualidade dos vinhos e no talento de alguns jovens enólogos.

Apaixonados pelo universo dos vinhos e grandes empreendedores, Domenico e seu filho Giuseppe Poggiali modernizaram as diretrizes da propriedade sem deixar de lado as tradições. Em alguns anos, os hectares cultivados se multiplicaram e transformaram toda a organização e a alma dos negócios da Fattoria.

Em meados dos anos de 1970, Giuseppe Mazzocolin, genro de Domenico, se uniu ao time da vinícola com a missão de desenvolve-la comercialmente. Sua base e cultura humanista e consciência da responsabilidade e papel das pessoas nos afazeres da empresa contribuíram para o crescimento e propagação da cultura italiana do vinho pelo mundo, obtendo grande reconhecimento internacional.

A amizade com Luigi Veronelli e a colaboração com o enólogo Franco Bernabei traçaram os caminhos que norteariam a empresa rumo ao futuro. Com grande coerência em seus exemplares, a Fattoria chegou ao ano de 1983 lançando os rótulos Fontalloro e Rancia, que seguem até hoje entre seus melhores vinhos.

Em 1998, Giovanni (neto de Domenico) e seu pai Giuseppe Poggiali inovam mais uma vez e investem na tecnologia de vinificação em tanques de aço inoxidável, técnica que permite um trabalho muito mais preciso de enólogos e viticultores em matéria de equilíbrio, coerência e estilo. Essa grande transformação na forma de elaborar e envelhecer os vinhos e a colaboração constante com grandes enólogos e técnicos não influenciaram na tradição da cantina, mas trouxeram ainda mais qualidade à produção.

Qualidade que se sente ao provar um Fèlsina Chianti Classico 2010, um dos mais belos exemplares desta denominação, profundo e repleto de notas de fruta madura segundo Robert Parker. Uma das mais saborosas e encantadoras expressões da casta Sangiovese, combina um frutado cativante com um belíssimo frescor perfeito para acompanhar comida.

Produtor

Castello di Farnetella (Fèlsina)

Castello di Farnetella é a segunda propriedade do dinâmico Giuseppe Mazzocolin, da Fattoria di Fèlsina, localizada na região de Colli Senesi, quase na fronteira da zona do Vino Nobile de Montepulciano.

A propriedade de Castello di Farnetella é formada por 432 hectares, onde deste total, 56 são destinados ao cultivo das vinhas na comuna de Sinalunga, na província de Siena. Comprado em 1981 pela família Poggiali, proprietários da Fèlsina, a vinícola encontra-se em um nicho bem distinto – a sudeste da zona de Chianti Classico e ao norte de Montalcino. Desse modo, a propriedade encontra-se totalmente dentro de uma DOCG.

Além de vinhas, Castello di Farnetella possui também alguns olivais, cultivados perto da Aldeia Medieval, em altitudes que variam entre 220 e 560 metros. As vinhas mais representativas, que expressam melhor as qualidades do terroir estão situadas em um planalto bem exposto, com elevação de 520 a 540 metros. Seus solos são compostos por arenitos estratificados, com índices também de argila misturada com sedimentos marinhos ricos em minerais, aumentando ainda mais a qualidade das uvas.

A partir do início dos anos 80, as vinificações foram aprimoradas com o objetivo de extrair todo o potencial da uva Sangiovese – variedade ícone da região que transmite impressões de alcaçuz. As vinhas da propriedade foram reestruturadas para uma plantação mais densa e com novas técnicas de poda, a fim de reduzir a quantidade por hectare.

Estas mudanças possibilitaram que a uva Sangiovese crescesse com uma qualidade superior, em um caráter único, que poderia ser encontrado apenas na área de Sinalunga. O compromisso de Castello di Farnetella é desenvolver ainda mais as qualidades e o potencial de vinificação desta casta. Apesar da Sangiovese ser a estrela da casa, cultivam-se também as uvas Cabernet Sauvignon, Merlot, Syrah, Chardonnay, Pinot Noir e Sauvignon Blanc que encontraram em Farnetella suas condições de crescimento ideais.

Produtor

Badia a Coltibuono

Badia a Coltibuono, ou "Abadia da Boa Colheita", foi fundada pelos monges de Vallombrosa cerca de mil anos atrás, como um local de culto e meditação. Hoje, é a sede de um dos melhores produtores da região da Toscana.

Seu vinho Cancelli é um Sangiovese muito agradável, já o vinho Chianti Classico é bem típico. O Riserva é rico e complexo e o Cetamura mostra ótima relação entre qualidade e preço. Já o Sella del Boscone é um Chardonnay de classe, enquanto seu fantástico Sangioveto é um vinho de referência, entre um dos melhores supertoscanos, que costuma receber os "tre bicchieri" do Gambero Rosso.

No século XV, Coltibuono se desenvolveu rapidamente sob o patrocínio de Lorenzo de Medici, diplomata e político renascentista, no entanto, em 1810, sob o governo de Napoleão, os monges foram forçados a deixar Coltibuono. Nos anos seguintes, a propriedade foi vendida pela primeira vez através de um sorteio e, em 1846, foi comprada por Michele Giuntini, um banqueiro florentino e antepassado dos atuais proprietários.

Após a guerra, foi Piero Stucchi Prinetti, filho de Michele Giuntini e Maria Luisa Giuntini Stucchi, quem assumiu a propriedade e, graças à sua inteligência, energia e habilidades gerenciais, transformou-a em uma empresa moderna.

Sob a orientação de Piero, a fazenda foi transformada em uma empresa que atua em toda a Itália e no exterior. Foi ele quem começou a engarrafar e vender, no mercado nacional e internacional, as melhores safras Chianti Classico da propriedade até agora preservada nas adegas antigas da abadia como uma reserva da família. Foi Piero também o primeiro a perceber o potencial de outro produto tradicional da área, o azeite extra virgem.

Ao longo dos anos, uma outra geração começou a fazer parte dos negócios. Emanuela, Roberto e Paolo, deram continuidade ao trabalho empreendido por seus antepassados. Emanuela Stucchi Prinetti começou há cerca de vinte anos, como relações públicas e marketing. Em julho de 2000, foi a primeira mulher a ser eleita presidente dessa marca histórica. Badia a Coltibuoino recebeu certificação orgânica em 1994, e depois, em 2000. Desde 2010 Roberto voltou a dirigir a empresa e mais uma vez assumiu a responsabilidade pela produção.

Produtor

Dal Forno Romano

“Inquestionavelmente o maior líder em Valpolicella e Amarone” para Robert Parker, Dal Forno Romano elabora — com assombroso perfeccionismo — vinhos que certamente mudaram para sempre a história do Amarone della Valpolicella.

Os vinhedos são plantados com precisão cirúrgica, contando com quase 13.000 plantas por hectare (altíssima densidade), e os rendimentos são ridiculamente baixos, demandando as uvas de quase 12 videiras para produzir uma única garrafa de Amarone.

Eleito um dos melhores produtores de todo o mundo pelo crítico Robert Parker, Dal Forno Romano conta com uma impressionante coleção de notas estratosféricas de toda a imprensa especializada. Entre os cultuados Amarone della Valpolicella avaliados por Parker até hoje, apenas o da difícil safra de 2002 – classificada “apenas” com 94 pontos – não recebeu uma nota superior a 95 pontos.

A Wine Spectator, por sua vez, não ficou muito atrás, classificando a última safra avaliada com 96 pontos — a mais alta nota já concedida pela revista a um Amarone. Já o Gambero Rosso é categórico ao afirmar que o Amarone de Dal Forno é “simplesmente maravilhoso”, concedendo sempre os cobiçados “tre bicchieri” ao vinho.

Já o impressionante Valpolicella é uma verdadeira revelação para quem só provou os exemplares mais leves deste clássico vinho tinto do Veneto. Elaborado com uvas 100% passificadas, é realmente melhor que a grande maioria dos Amarones das outras vinícolas, sendo capaz de evoluir por mais de 15 anos em garrafa. A safra de 2004 recebeu nada menos que os “tre bicchieri” do Gambero Rosso e 93 pontos de Robert Parker, que afirma que os enófilos “precisam redefinir o conceito que têm de Valpolicella para compreenderem a grandiosidade deste vinho”.

O fantástico e raríssimo vinho Vigna Seré é um Recioto della Valpolicella que não pode ser chamado oficialmente de Recioto por ser elaborado com 10% da casta Oseletta. Rico, denso e bastante complexo, é uma sofisticada companhia para sobremesas com chocolate.

Produtor

Ca' del Bosco

Ca' del Bosco faz parte da vanguarda que engloba os novos produtores de vinho italianos. Idealizada por Maurizio Zanella, a vinícola foi fundada em 1968 e se consolidou no exigente mercado de vinhos com os espumantes de Franciacorta.

Com mais de 230 hectares, a propriedade está situada entre as colinas da Brescia, sul do Lago Iseo, uma região historicamente mais conhecida por sua produção de armas de fogo do que pelos vinhos. No entanto, Maurizio Zanella mudou tudo isso e seus talentos na vinificação têm colocado Franciacorta no mapa das regiões vinícolas italianas mais importantes. Suas vinhas possuem varidedades de Chardonnay, Pinot Bianco, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot, Pinot Nero e outras castas originárias da região.  

A reputação de Ca ‘del Bosco para os espumantes tem sido assegurada pela excelência dos seus vinhos de base. Zanella tem trabalhado para garantir que a palavra "Franciacorta" indique um tipo específico de vinho espumante de uma região específica, e não ser confundido com o "método champenoise" ou "espumante". Em 1995, Zanella finalmente conquistou esse feito e o vinho espumante de Franciacorta foi classificado como D.O.C.G., passando a ser comercializado como "Franciacorta". Como as normas para obtenção dessa classificação requerem um mínimo de dois anos de envelhecimento antes do lançamento, os primeiros Ca 'del Bosco Franciacorta D.O.C.G. foram liberados para o mercado internacional em 1997. 

Desde então, Ca ‘del Bosco vem sendo considerado um dos maiores nomes da Itália, eleito "Vinícola do Ano" pelo Gambero Rosso em 2003. Trata-se do segundo maior colecionador de "tre bicchieri" no país (20 até 2002), merecedor das duas "stelle". Seu fantástico Chardonnay equivale a um grande Borgonha, enquanto seus Franciacorta são os melhores espumantes da Itália, ao nível dos bons Champagne. O Maurizio Zanella é um tinto espetacular, que rivaliza com os grandes Médoc, enquanto o Pinerò é um excelente Pinot Noir. Todos recebem notas altíssimas de todos os autores.

Produtor

Ca’ Marcanda / Gaja

Ca’ Marcanda é a propriedade de Angelo Gaja em Bolgheri, na região de Maremma, com seu terroir e clima ideais para Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc e Syrah. Aqui, Gaja produz três vinhos de muita estirpe e personalidade, no mesmo estilo cheio de classe e elegância de seus piemonteses.

O saboroso e intenso Promis é um corte de Merlot (55%), Syrah (35%) e Sangiovese (10%), bastante equilibrado e muito charmoso, com ótima acidez. O Magari - um delicioso corte de Merlot (50%), Cabernet Sauvignon (25%) e Cabernet Franc (25%) - é mais profundo e clássico, combinando riqueza, concentração e elegância. Por sua vez, o Ca’ Marcanda é um vinho tinto extraordinário, talhado para competir com os melhores exemplares de Bordeaux.

A vinícola encontra-se na província de Livorno, embora não esteja muito longe de Bolgheri, Gaja pretende combinar a alta qualidade dos exemplares com quantidades um pouco maiores do que eram produzidas no passado por outras adegas.

A área de Maremma, na Toscana ao sul de Livorno, é uma das regiões vinícolas mais dinâmicas de toda a Itália. Ca’ Marcanda é a mais nova propriedade da família Gaja, onde os dias quentes de verão, as noites frias e a brisa marítima contribuem para a formação de um clima ideal para o cultivo de diferentes castas.

A propriedade é caracterizada também por dois tipos de solos distintos – o solo escuro, onde o barro é o principal componente, e o solo branco, conhecido como Chiare terre, rico em calcário, com bastante pedras e seixos. Ambos contribuem para que as uvas atinjam o ápice qualitativo, concentrando melhor seus aromas e sabores.

Como na região do Piemonte, Angelo Gaja tem como principal objetivo produzir vinhos que sejam fieis às suas origens, capazes de refletir as qualidades distintivas do terroir de cada região, assim como em Ca’ Marcanda.

Produtor

Castello di Montepò / Jacopo Biondi Santi

Em uma das mais belas e privilegiadas localizações do Sul da Toscana, o talentoso Jacopo Biondi Santi, herdeiro do mítico Brunello Biondi Santi “Il Greppo” em Montalcino, prosseguiu com seu próprio projeto: a produção de vinhos que atendem às necessidades do mercado especializado mas que não conflitem com a imagem de Brunello, a qual seu nome está intimamente ligado.

A vinícola de Jacopo está localizada em Scansano, uma fortaleza de grande encanto arquitetônico e valor verdadeiramente monumental, no coração da extraordinária paisagem rural de Maremma (terra extremamente adequada para a produção de vinho e que agora é chamada de "California da Itália").

Jacopo tem produzido alguns dos melhores e mais deliciosos vinhos da região — supertoscanos de grande prestígio. Da  colheita de 1991, Jacopo Biondi Santi produziu o famosíssimo Sassoalloro, feito a partir das mesmas uvas de Brunello, mas vinificado de forma inovadora para criar um vinho de prontidão instantânea sem perder a longevidade característica dos grandes vinhos da Toscana. É um vinho de enorme sucesso e muito apelo, com seu sabor macio, aveludado, elegante e aroma frutado fresco, unido classe e equilíbrio com todo o sabor da Sangiovese.

Outros crus têm seguido o primogênito, como o profundo Schidione, um conjunto de grande escala entre a Sangiovese, Cabernet Sauvignon e Merlot. Este excelente exemplar teve sua primeira safra em 1993 e é um dos mais bem avaliados supertoscanos, recebendo sempre altas notas da imprensa especializada, enquanto o ótimo Montepaone safra 1997, um Cabernet puro e o primeiro vinho feito inteiramente na vedação Scansano e rotulado "Castelo Montepò", é outra especialidade da casa.

A composição do solo, a variedade de microclimas e o mar da região fazem a vedação adequada para a produção de vinhos do mais alto nível, que expressam totalmente o grande potencial e qualidade dos vinhos produzidos na Maremma.

Produtor

Masciarelli

Apontado como o “anjo da guarda do Abruzzo” pela revista Wine Enthusiast, o produtor Masciarelli revolucionou a produção de vinhos na região, “alcançando o ponto máximo não apenas entre os vinhos do Abruzzo, mas de toda Itália”, na opinião do Gambero Rosso.

Entre os inúmeros prêmios que recebeu, a vinícola Masciarelli mereceu o cobiçado título de Produtor do Ano, do Gambero Rosso, além de notas altíssimas de toda a imprensa especializada.

Ainda na década de 1970, Gianni Masciarelli desafiou as normas da denominação de origem de Abruzzo ao mudar o método de condução e a densidade dos vinhedos. Os resultados foram rendimentos muito inferiores aos praticados na região e vinhos concentrados e cheios de caráter. As mudanças foram tão impressionantes, que, inicialmente, especialistas locais criticaram Masciarelli pela opulência dos vinhos quando comparados aos produzidos em Abruzzo.

Hoje, os produtores da região, focados em qualidade, seguem os passos de Masciarelli, e a região de Abruzzo produz vinhos belíssimos com a uva tinta Montepulciano e a variedade branca Trebbiano.

Os feitos de Masciarelli atravessaram as fronteiras da Itália e foram reconhecidos por Michel Bettane – o mais importante crítico francês da atualidade –, que incluiu os vinhos em sua seleção dos 100 melhores de todo o mundo. Robert Parker aponta Masciarelli como “a grande referência para vinhos ricos e concentrados na região do Abruzzo”.

Villa Gemma Montepulciano d’Abruzzo, o mais reputado vinho do portfólio de Masciarelli, é provavelmente o melhor vinho de Abruzzo. Recebeu 92 pontos de Robert Parker, 95 pontos da Wine Enthusiast e uma invejável coleção de “Tre Bicchieri” do Gambero Rosso. “Extraordinariamente rico e exuberante”, é um vinho tinto que impressiona pela combinação de potência e cremosidade.

A linha Marina Cvetic mostra vinhos igualmente intensos, de grande profundidade de fruta. O Trebbiano é reconhecido como um dos mais grandiosos vinhos elaborados com esse tipo de uva e recebeu nada menos que 92 pontos de Robert Parker na última safra avaliada – a mesma impressionante nota concedida pelo crítico ao “luxuriante” Chardonnay de Mascierelli. São todos vinhos cativantes e deliciosos, que merecem ser descobertos.

Produtor

Castello di Ama

O produtor Castelo di Ama é um dos maiores clássicos da Toscana, com seus vinhos elegantes, finos e complexos. Merece a cotação máxima de Parker e “due stelle” do Gambero Rosso, por seus 23 “tre bicchieri”, é uma das melhores qualificações em toda a Itália. Esta paixão pela Toscana e pelos vinhos de Chianti levaram o produtor Castello di Ama a obter resultados impressionantes, sendo quase um sinônimo de grande Chianti Classico.

Segundo o guia Gambero Rosso, “entre as vinícolas mais confiáveis e significativas de todo o universo de Chianti Classico, Castello di Ama oferece todos os anos e sempre, produtos de um caráter extraordinário, fortemente radicados no terroir de onde nascem”.

Robert Parker concedeu nada menos que 96 pontos aos dois prestigiosos Chianti Classico de vinhedo único – Bellavista e Casuccia em 2006 e 2007 – a mais alta nota já concedida pelo crítico a um Chianti Classico.

O Gambero Rosso resume o prestígio deste incomparável produtor em poucas palavras: “se tivéssemos que dizer qual foi o produtor na Itália que, nos últimos cinco anos, mais nos impressionou pela consistência nos vinhos de mais alto nível, talvez não pudéssemos deixar de indicar o Castello di Ama. Ninguém se saiu melhor do que eles nos últimos anos”. Marco Pallanti, que já foi eleito o “Enólogo do Ano” pelo guia Gambero Rosso, é o atual presidente do Consorzio del Marchio Storico Chianti Classico.

Castelo di Ama é composto por quatro diferentes áreas de cultivo, todas localizadas a altitudes entre 450 e 550 metros. A maior delas chama-se Vigneto Bellavista, possuindo mais de 23 hectares e solos compostos predominantemente por argila rochosa e calcário. Nela, são produzidos os prestigiosos Chianti Classico Cru Vigneto Bellavista, cuja elaboração só acontece em anos espetaculares, assim como o tradicional vinho L'Apparita.

A área chamada de Vigneto La Casuccia ocupa cerca de 18,5 hectares com solos ricos em argila e uma pequena quantidade de seixo e cascalho. Uvas cuidadosamente selecionadas são cultivadas nesta propriedade e são responsáveis por produzir o prestigioso Vigneto La Casuccia, outro Chianti Classico Cru.

Em Vignet San Lorenzo, área que ocupa cerca de 19 hectares, os solos são compostos por calcário com uma leve quantidade de xisto. Já Vigneto Montebuoni é a menor área de cultivo do produtor Castelo di Ama, e também a mais recente propriedade, comprada em 1997. Com pouco mais de 14 hectares, apresenta solos variados, ricos em argila nas partes mais baixas e com forte presença de calcário e encostas pedregosas nas áreas mais altas.

Produtor

Femar

Femar é um dos mais dinâmicos produtores do sul da Itália. Com tecnologia de ponta e a parceria de pequenos produtores familiares, Femar elabora vinhos deliciosos – suculentos, macios e repletos de notas de fruta – que são verdadeiras pechinchas. Os premiados vinhos Epicuro traduzem o melhor estilo dos Primitivo di Manduria e da região da Puglia, localizada no “salto da bota”. Além dos tintos elaborados com a uva Primitivo, famosa por seus vinhos potentes e repletos de notas de frutas maduras, Epicuro produz um excelente tinto da DOC Roma na região do Lazio que mereceu nada menos que 98 pontos de Luca Marioni na safra 2018. Para fechar a seleção de Epicuro, trouxemos um convidativo branco elaborado com as uvas Fiano e Chardonnay sem passagem por barricas. Todos os vinhos são ótimos achados de excelente relação qualidade/preço, em um estilo suculento e fácil de gostar.

Produtor

Ferrandes

Talvez o melhor artífice de Passito di Pantelleria, de uma tradicional família da ilha. Só produz este vinho, comercializado em meias garrafas. Elaborado com 100% de Zibibbo ou Moscato di Alessandria, de videiras com 40 anos de idade. As uvas são apassivadas ao sol, antes de serem vinificadas. É um clássico vinho de sobremesa ou de meditação siciliano.

Produtor

Cantina Terlano