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Espanha

La Mancha

A região de La Mancha tem despontado nos últimos anos, com alguns vinhos tintos de excelente relação qualidade/preço. La Mancha, terra do personagem de Miguel de Cervantes, Dom Quixote de La Mancha, é a maior Denominação de Origem Controlada (DOC) da Espanha e também a maior região delimitada para a produção de vinhos no mundo inteiro.

Localizada no centro da Espanha, a comunidade autônoma de Castilla-La Mancha é a grande área que abriga a região de La Mancha, compondo metade de todo o seu território.

Com cerca de 200.000 hectares destinados ao cultivo de uvas, a região apresenta clima continental e temperaturas extremas. Nas noites de inverno as temperaturas chegam a -15ºC, já nos dias de verão, a máxima é de 45ºC.

Aproximadamente 30% das uvas cultivadas na região espanhola são tintas e os 70% restantes são castas brancas. A uva branca Airén é a mais presente em La Mancha, seguida pela cepa tinta Cencibel. Outras variedades de uvas que se destacam na região são as brancas Verdejo e Macabeo, seguida pelas tintas Cabernet Sauvignon, Garnacha e Syrah.

A diversidade de vinhos encontrada em La Mancha é extremamente alta. É possível encontrar vinhos leves espumantes, passando por rosés e brancos de alta qualidade, e indo até maravilhosos exemplares tintos. A característica comum encontrada em todos esses rótulos é a riqueza de nuances aromáticas, graças ao baixo rendimento das vinhas.

Desde que La Mancha foi reconhecida internacionalmente pelo seu grande potencial vinícola, foram implementadas novas e modernas técnicas de vinificação, com foco na produção de vinhos de qualidade. As uvas brancas, por exemplo, começaram a ser colhidas mais cedo, obtendo vinhos com fresca acidez e baixo teor alcoólico. Tanques de aço inoxidável com controle de temperatura começaram a ser utilizados, tornando os vinhos tintos produzidos na região espanhola frutados, frescos, aromáticos e encorpados.

Em 2014, a produção total de vinhos DOC em La Mancha chegou a mais de 63 milhões de garrafas, sendo que, 20 milhões foram destinadas à exportação. Os maiores importadores de vinhos produzidos em La Mancha são os norte-americanos, os chineses, os alemães e os holandeses.

Produtor

  • Bollinger

Verdadeira lenda no mundo do vinho, Bollinger é um dos maiores nomes da região de Champagne, dispensando apresentações. Fundada em 1829, é uma das poucas vinícolas a receber as máximas cinco estrelas do crítico Robert Parker, que indica a Maison entre os melhores produtores do mundo todo, em seu livro “The World’s Greatest Wine Estates”. É também um dos únicos dois produtores a merecerem as máximas e raras três estrelas do guia Bettane & Desseauve.

Bollinger produz apenas duas assemblages: a Special Cuvée e a Grande Année. A famosa Spécial Cuvée Brut é talvez a melhor dentre todas as cuvées não-safradas de Champagne, merecendo nada menos do que 93 pontos da Wine Spectator (único Champagne indicado entre os “100 Melhores Vinhos do Mundo” pela revista no ano passado). Por sua vez, a reputadíssima Grande Année, de minúscula produção, é incrivelmente complexa e refinada, elaborada apenas nos grandes anos.

O cultuado e poderoso R.D. (Récemment Dégorgé) é um vinho francês à parte, realmente raríssimo — um Grande Année que matura durante muitos anos com as borras, antes de ser degolado, combinando a complexidade de um Champagne maduro com o frescor da juventude. Indicada como “número 1 em Champagne” pela conceituada revista Revue du Vin de France, Bollinger é o Champagne preferido de James Bond, aparecendo em diversos de seus filmes.

Bollinger criou alguns dos vinhos espumantes de maior prestígio ao redor do mundo, com excelente caráter e que se distinguem pela elegância e complexidade que apresentam, desde 1829. Champagne Bollinger são resultados de uma rigorosa atenção aos detalhes.

As vinhas de Bollinger abrangem, cerca de, 160 hectares – a maioria classificada em Grand ou Premier Crus. A uva Pinot Noir predomina na região, variedade exigente e com caráter intenso, demonstrando bem a personalidade dos vinhos franceses elaborados na vinícola.

O produtor possui uma excepcional coleção com mais de 700.000 garrafas Magnum reserva, tornando Bollinger a única casa de Champagne com uma vasta e precisa paleta de aromas para seus blends. Além disso, os exemplares da casa amadurecem o dobro de tempo exigido pela denominação, isso porque, segundo Bollinger, grandes vinhos precisam de tempo para desenvolver seu caráter completo.

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Produtor

  • Pol Roger

Simplesmente um dos maiores nomes em Champagne artesanal de altíssima qualidade, a prestigiosa maison Pol Roger foi fundada em 1849 em Épernay. Seus grandes Champagnes são admirados por especialistas, chefes de estado, reis e rainhas. Pol Roger é um dos maiores proprietários de vinhedos em Champagne, algo raro entre as maisons da região, e produz a cada ano pouco mais de 1,5 milhão de garrafas de Champagnes exclusivos, reconhecidos internacionalmente por sua excelência e estilo único. A produção mantém-se artesanal desde o início, incluindo o processo de girar as garrafas, conhecido por rémuage, que é executado por um pequeno time de profissionais, um dos poucos ainda encontrados em Champagne especializados nesse tipo de trabalho. 


Além de seu charme particular, as caves subterrâneas de Pol Roger são outro dos fatores que contribuem para a excepcional qualidade dos vinhos. Localizadas a mais de 30 metros abaixo do solo, essas caves proporcionam condições perfeitas para que o Champagne se desenvolva na garrafa, permitindo que a segunda fermentação aconteça devagar para gerar uma perlage delicada e cremosa. Elas também são ideais para a longa maturação dos vinhos, conferindo-lhes complexidade e dando origem a Champagnes fantásticos, como a Cuvée Sir Winston Churchill. Criada para homenagear um de seus mais ilustres admiradores, essa cuvée é elaborada apenas nas melhores safras com um blend secreto de Pinot Noir e Chardonnay de vinhedos grands crus, envelhecendo por vários anos nas caves profundas e frias de Pol Roger. A safra 2015 chegou ao mercado em março deste ano, e foi descrita pelo produtor como o vinho mais encorpado e maduro já lançado pela maison, aquele que “melhor reflete o estilo vintage de Pol Roger que Sir Winston Churchill desfrutou por quase 60 anos.”


O famoso Pol Roger Réserve Brut é um blend de partes iguais de Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier selecionadas dos melhores terroirs de Champagne, complementado com 25% a 30% de vinhos reservas de três safras anteriores. Após quatro anos de maturação, combina complexidade, equilíbrio e elegância. Em 2019, Pol Roger foi eleita a marca de Champagne mais admirada no mundo por um júri de especialistas da revista Drinks International, confirmando o prestígio da maison, que como poucas segue colecionando gerações de apreciadores.

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Produtor

  • Joseph Drouhin

Joseph Drouhin é um dos mais antigos e reputados produtores da Borgonha. A maison foi fundada em 1880 e pertence até hoje à família Drouhin, com uma longa e consistente tradição de vinhos que se destacam entre os melhores de cada denominação. Suas caves são consideradas patrimônio histórico da França e incluem a antiga adega dos Cardeais de Beaune (século 13), as adegas dos Duques da Borgonha (século 14) e as adegas dos Reis da França em Beaune (século 16). Capitaneada atualmente pela quarta geração da família — representada pelos irmãos Philippe, Laurent, Frédéric e Véronique, enóloga-chefe da vinícola — a maison continua a escrever sua história de excelência. A Mistral tem o orgulho de representar Drouhin no Brasil há nada menos que 50 anos.


Drouhin é proprietário de vinhedos em toda a Borgonha, incluindo muitas das mais prestigiosas parcelas da Côte de Nuits, Côte de Beaune, Côte Chalonnaise, Mâconnais e Chablis. Os atuais 93 hectares do domaine estão classificados em sua maioria como Grand Cru e Premier Cru, e são plantados de maneira biodinâmica com as duas uvas icônicas da Borgonha: Pinot Noir e Chardonnay. 


Seus vinhos, nas palavras da revista inglesa Decanter, são “puros e elegantes, muito finos, tanto os tintos quanto os brancos”. Com um estilo próprio e muito refinados, são simplesmente deliciosos, desde jovens mostrando um charme característico, além de estrutura e complexidade para seguir evoluindo em garrafa por décadas. Entre os destaques estão os mais cobiçados Grands Crus, como o Montrachet Marquis de Laguiche e o Musigny, e também especialidades como o Premier Cru Clos de Mouches. Um dos primeiros vinhedos adquiridos pela família Drouhin, o Clos des Mouches está situado bem ao sul de Beaune e produz um tinto e um branco que recebem ótimas avaliações. O Chambolle Musigny de Drouhin é outro grande achado, assim como o Côte de Beaune e o Gevrey-Chambertin, três maravilhosos tintos de excelente relação qualidade/preço.

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Produtor

  • Faiveley

Um dos nomes mais reverenciados do vinho francês, o Domaine Faiveley está entre as “mais fantásticas fontes de vinhos de alta qualidade em toda a Borgonha”, nas palavras do Master of Wine Clive Coates, o maior especialista nos vinhos desta região.


Com sede em Nuits-Saint-Georges, no coração da Côtes de Nuits, Faiveley é o maior proprietário de vinhedos Grand Cru e Premier Cru da Borgonha, incluindo diversos monopoles (vinhos elaborados com exclusividade pelo produtor) e autor de vinhos com um estilo marcante, raramente igualado – opulentos e classudos, muitas vezes engarrafados sem filtração. Incrivelmente limpos e equilibrados, possuem uma profundidade que lhes garantem enorme longevidade, especialmente nas melhores safras.


Os tintos da Côte de Nuits são a grande especialidade de Faiveley, incluindo uma gama impressionante de vinhos dos mais celebrados terroirs — e, entre eles, diversos Grands Crus. Conquistam com frequência ótimas notas da crítica, mesmo os vinhos de denominação regional ou os Villages, como o Nuits-Saint-Georges, um vinho sedutor, que já entrou para o ranking dos Top 100 melhores vinhos do mundo da Wine Spectator. Os saborosos Mercurey, uma das principais denominações da Borgonha, são famosos pela excelente relação qualidade/preço.


Fundada em 1825, a maison mantém sua tradição de vinhos de altíssima qualidade há sete gerações. Em 2005, Erwan Faiveley assumiu o controle da vinícola, trazendo ainda mais refinamento e elegância para os vinhos, evoluções que têm sido notadas a cada safra. Sua irmã Eve se juntou a ele no comando da vinícola alguns anos depois. Para Bruce Sanderson, editor-sênior da Wine Spectator, agora “os vinhos têm a mesma pureza de fruta e transparência que permitem revelar os diferentes terroirs, mas são mais sedosos na textura e mais acessíveis na fase inicial de sua evolução”.

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Produtor

  • Domaine Comte Georges de Vogüé

Ao contrário de muitas propriedades na região de Borgonha, a Vogüé apresenta em sua estrutura as antigas origens, tanto na arquitetura quanto na viticultura, que remontam à época de sua fundação, em 1450. A fazenda conta atualmente com 7,25 hectares dedicados ao seu lendário Le Musigny, um clássico desse produtor, além de 2,75 hectares para o cultivo do Bonne-Mares e 1,8 para o Premier Cru Chambolle-Musigny.

Após diversas gerações de administradores, em 1925 foi herdado por Comte Georges de Vogué, que dirigiu a fazenda por 52 anos. Atualmente, considerado como a maior propriedade em Chambolle Musigny, a adega está sob a administração de suas netas Marie Claire e Causans Ladoucette. O responsável técnico é François Millet – para quem o cultivo de vinhas é uma arte semelhante a um autor escrevendo um poema ou maestro levantando sua batuta.

A filosofia na Vogüé tem como principal objetivo misturar a tradição com a modernidade. Nada é feito sistematicamente ou em largas escalas, tanto nos processos realizados nas vinhas quanto nas adegas. Há uma adaptação constante às condições e particularidades da vinha, o que limita a Vogüé a ver-se como intermediários no processo entre o cultivo e a vinificação - a natureza é a chefe e os produtores são os guardiões do vinho.

De Vogüé representa para Chambolle Musigny o que o Domaine Romanée Conti representa para Vosne Romanée. Todos são vinhos de "domaine" soberbos, de longa guarda. Já o Musigny foi o melhor Borgonha da lista dos 100 melhores de 1995 da Wine Spectator. Hugh Johnson o considera em muitas safras o melhor borgonha tinto. O Musigny Vieilles Vignes, por exemplo, é uma das mais incríveis expressões da variedade Pinot Noir, com sua delicada profundidade e capacidade de envelhecimento,

Todas as classificações recentes concedem cotação máxima a Vogüé, que obteve enorme sucesso na grande safra de 1996 e continua produzindo esplêndidos exemplares.

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Produtor

  • Domaine de Montille

Domaine de Montille é um espetacular domaine da Côte de Beaune e vem produzindo nos ultimos anos algumas das mais puras expressões de Pinot Noir da região da Borgonha. Foi desenvolvido Hubert de Montille, um advogado proeminente de Dijon, que herdou 2,5 hectares de vinhas em Volnay, em 1951. Ao longo dos anos ele adquiriu novas parcelas em Volnay, bem como 4 hectares em Pommard, tendo então aumentado seu domínio para cerca de 17 hectares.

 A propriedade foi recentemente ampliada novamente graças às compras dos vinhedos em Beaune, Corton e Cote de Nuits, incluindo alguns maravilhosos em Vosne Romanée Les Malconsorts. Há também algumas belas participações de vinhas de vinho branco, especialmente Puligny Montrachet Les Caillerets, totalizando agora cerca de 20 hectares dedicados ao cultivo.

 Atualmente, o vinhedo está sob administração de seu filho Etienne, que mantém o enorme prestígio dos vinhos idealizados por seu pai, considerado um dos verdadeiros “heróis do terroir”, retratados pelo diretor Jonathan Nossiter no recente filme “Mondovino”. As técnicas tradicionais de produção foram mantidas - desengace parcial seguido por um período de maceração relativamente longo. Os vinhos são envelhecidos em barricas de carvalho (20-30% novo) e são engarrafados sem filtragem, priorizando a ideia do “não-intervencionismo na produção”. O resultado são vinhos vinhos extremamente finos e elegantes, de grande tipicidade, que expressem plenamente o ótimo terroir em que são produzidos. Esses exemplares exigem pelo menos cinco anos de envelhecimento em garrafa para mostrar todo seu potencial.

 Além do ótimo Bourgogne rouge — vinificado com engaço para metade das uvas e maturado em apenas 1/3 de carvalho novo, o produtor dispõe também de uma conceituada gama de Premiers Crus nas denominações de Pommard e Volnay, além de um ótimo branco “Premier Cru” em Puligny-Montrachet. Suas fantásticas e cultuadas criações estão sem dúvida nenhuma entre os melhores, mais complexos e mais autênticos vinhos da Borgonha e, mesmo na França, são por vezes difíceis de encontrar, devido à pequena produção e à grande procura.

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Produtor

  • Deux Montille

A Maison Deux Montille Soeur et Frère é uma pequena e fantástica “maison”, formada pelos irmãos Alix e Etienne de Montille, filhos do famoso Hubert de Montille. A talentosa Alix elabora os vinhos da Maison Deux Montille usando uvas selecionadas e não mostos comprados de terceiros, como a maioria dos negociantes. A gama de vinhos foi classificada como de “excepcional qualidade” pela Burghound, a mais importante revista sobre vinhos da Borgonha na atualidade.

O domaine está instalado em Volnay, desde meados do século XVIII e, atualmente, conta com uma propriedade onde as vinhas estão cultivadas em mais de 20 hectares, divididas em Premiers e Grands Crus em Côte de Beaune. Além disso, encontra-se o cultivo de vinhas também em Côte de Nuits, onde são produzidos vinhos em mais de 20 denominações de origem (AOC).

As vinhas são cultivadas em altitudes elevadas, dando origem a vinhos de grande terroir, autenticidade e extrema elegância. A chegada de Stephen em Deux Montille marca uma “mudança na continuidade”, não nos valores da casa e sim, na autenticidade, pureza, guarda e elegância dos exemplares.

O estilo atual da adega permanece fiel a abordagem natural e idealista proposta por Hubert Montille, que exigiu muita paciência entre as melhores safras. Etienne, no entanto, assumiu a tarefa de produzir vinhos com maiores expressões aromáticas e melhores texturas para os vinhos tintos, sem comprometer sua capacidade de guarda.

Os vinhos brancos de Deux Montille são conhecidos pela sua notável pureza aromática. Tais exemplares são favorecidos entre o equilíbrio e a elegância sobre o poder de extração, onde podem ser comparados como expressões clássicas de Borgonha.

Os métodos utilizados na elaboração dos vinhos brancos Montille têm como objetivo evitar influências externas excessivas, a fim de trazer sempre o equilíbrio que pode ser encontrado facilmente no terroir da Borgonha.

O vinho tinto Corton Renardes Grand Cru, elaborado 100% com a uva Pinot Noir, é “impressionantemente complexo”, segundo a Burghound que concedeu 90 pontos na safra de 2004. Trata-se de um vinho encorpado e com uma grande presença no palato, combinando um toque terroso, taninos marcantes e notas de especiarias.

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Produtor

  • Domaine du Comte Liger-Belair

O Domaine du Comte Liger-Belair é o único produtor da Borgonha a elaborar o Grand Cru La Romanée, a menor denominação de toda a França e berço de um dos mais grandiosos e disputados vinhos de todo o mundo — uma parcela localizada literalmente ao lado do famoso Domaine de la Romanée-Conti, mas com uma produção ainda mais limitada.

Louis-Michel adota uma abordagem não intervencionista, procurando cuidar dos vinhedos para que eles produzam uvas de excepcional qualidade. Na maior parte emprega-se o cultivo biodinâmico e o cavalo da família é usado no lugar de tratores para trabalhar a terra, limitando a compactação do solo.

Todos os vinhos têm produção limitada e são grandes exemplares de suas respectivas denominações. “São alguns dos mais especiais e atrativos entre os que têm sido elaborados na Borgonha”, disse o famoso e prestigiado crítico Robert Parker. “Há uma indescritível mágica neste Pinot Noir que revela porque, historicamente, é um dos mais reverenciados do mundo”, comentou sobre o Grand Cru La Romanée.

O vinho tinto Nuits Sant Georges 1er Cru “Aux Cras”, elaborado com uvas de uma parcela minúscula de apenas 0,3 hectares, é embalado em mineralidade. Um vinho complexo e capaz de evoluir por muito tempo, a safra de 2009 recebeu 95 pontos do famoso enólogo Robert Parker e 93 pontos da BH Burghound.

O Échézaux Grand Cru é “um dos mais elegantes da denominação”, segundo a Burghound, enquanto o Vosne Romanée 1er cru Aux Reignots é um vinho realmente superior a muitos Grands Crus. O vinhedo fica logo acima ao de La Romanée e as vinhas são muito antigas.

O profundo e potente “Les Cras” – um dos mais reputados 1er Crus de Nuits Saint Georges – é elaborado com uvas de vinhas com mais de 75 anos de idade. O Vosne Romanée Clos du Château, por sua vez, é um “monopole” do Domaine du Comte Liger-Belair. O Vosne Romanée é talhado com uvas de 11 parcelas diferentes, mostrando um bouquet repleto de notas de especiarias, bem típico dos vinhos desta charmosa denominação. São todos vinhos raríssimos e maravilhosos, desejados no mais alto grau por aqueles que amam os refinados vinhos da Borgonha.

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Produtor

  • Domaine Dugat-Py

Com a melhor coleção de vinhas velhas plantadas em Grands Crus e Premier Crus da Côte de Nuits, o Domaine Dugat-Py está no mais alto pódio dos vinhos da Borgonha. Os Dugat-Py elaboram alguns dos melhores Pinot Noir do mundo há 13 gerações, respeitando até hoje o estilo potente, refinado e elegante dos vinhos, que demandam vários anos para começarem a mostrar suas qualidades. As vinhas do Domaine, com idade média de 65 anos, são todas manejadas por seleção massal de plantas centenárias. A combinação dos melhores terroirs de Gevrey-Chambertin, vinhas muito antigas e rendimentos minúsculos – abaixo de 20Hl/hectare – resulta em alguns dos mais profundos e complexos vinhos da Borgonha. Provar um dos vinhos do Domaine Dugat-Py é uma das mais gloriosas maneiras de descobrir os encantos dos melhores e mais tradicionais vinhos da Borgonha.

Os vinhos são envelhecidos na cave histórica construída pela abadia de Saint-Bénigne, que já envelheceu mais de 900 safras de grandes vinhos. Segundo a Wine Spectator, “provar os vinhos do Domaine Dugat-Py nas caves milenares da vinícola é uma experiência transcendental.” As uvas são colhidas rapidamente e particularmente cedo, para garantir uma boa acidez e evitar o caráter sobremaduro que poderia mascarar o privilegiado terroir. Os vinhedos são de cultivo orgânico há quase 20 anos os vinhos são vinificados com mínima intervenção.

A região de Gevrey-Chambertin é famosa por seus vinhos potentes, com taninos abundantes e um toque terroso que combina perfeitamente com as notas de frutas do bosque que os tintos mostram enquanto jovens. Dugat-Py mostra como ninguém este caráter robusto dos vinhos de Gevrey-Chambertin, sempre acompanhado de grande elegância e complexidade.

Elaborados sempre em minúsculas quantidades, os vinhos do Domaine são disputados por amantes dos vinhos da Borgonha em todo o mundo. A produção do lendário Grand Cru Chambertin, por exemplo, é tão pequena, que a tanoaria François Frères precisou fazer uma barrica sob medida para comportar as pouco mais de 200 garrafas produzidas a cada ano.

Os vinhos “Villages” do Domaine Dugat-Py são incrivelmente concentrados e complexos, demandando mais de 5 anos para começarem a mostrar todas suas qualidades. São vinhos que competem facilmente com os Premier Crus da grande maioria dos produtores da Borgonha. O Gevrey Chambertin Vieilles Vignes é o vinho do produtor mais encontrado nos melhores restaurantes do mundo. Denso, concentrado, com aromas florais de frutas silvestres, é “realmente delicioso” para a Burghound, que sempre concede o cobiçado “Coup de Coeur” ao tinto. O Gevrey-Chambertin Les Evocelles é elaborado com uvas de vinhas muito antigas até para os padrões do Domaine Dugat-Py, sendo ainda mais denso, complexo e concentrado. O Gevrey-Chambertin Les Evocelles, por sua vez, é produzido com uvas de vinhas de até 100 anos de idade dos “lieux-dits” Epointures, Combe du Dessus, Jouise, e Les Marchais, mostrando um estilo sofisticado, austero e longevo. O Pommard La Levriere é firme e terroso, com um interessante toque salino. É um livro-texto dos vinhos desta denominação.

Trouxemos pequenas quantidades dos disputados Premier Cru de Gevrey-Chambertin do domaine. São vinhos tão complexos e profundos que demandam mais de 10 anos para mostrarem toda a complexidade que são capazes. O Petite Chapelle, elaborado com uvas de uma parcela de 0,32 hectare é “simplesmente fantástico” nas palavras da Burghound, que sempre coloca o tinto na lista de vinhos “imperdíveis”. O Champeaux é vizinho do famoso Les Cazetières, combinando como talvez nenhum outros 1er Cru graça e potência. A parcela de apenas 0,33 hectares rende poucas garrafas por ano. O Les Corbeaux, produzido com uvas de uma parcela de 0,08 hectare é uma verdadeira raridade. As notas de frutas negras escondem os abundantes taninos, que garantem uma evolução em garrafa por décadas.

Os Grands Crus do Domaine Dugat-Py estão entre os vinhos mais disputados por colecionadores em todo mundo. São verdadeiros exemplos de como os vinhos feitos com a uva Pinot Noir pode envelhecer – e melhorar – por décadas. O espetacular Mazoyeres Chambertin é elaborado com 70% de engaço, combinando a potência deste Grand Cru com uma finesse admirável. O Charmes Chambertin inclui parcelas centenárias, que conferem uma complexidade impar ao vinho.

Todos os vinhos  do Domaine Dugat-Py são grandiosos, potentes e muito complexos, mostrando um pouco da mágica que têm os melhores vinhos da Borgonha.

 

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Produtor

  • Domaine Jean-Marc Millot

O Domaine Jean-Marc Millot é uma das maiores descobertas entre os vinhos da Borgonha.

Desde que Alix Millot, filha de Jean-Marc, assumiu a enologia do Domaine, os vinhos que já eram ótimos ganharam uma nova dimensão. Os vinhedos da família, que incluem nada menos que 3 Grands Crus, são cuidados planta a planta. A agricultura orgânica e a cantina de vinificação naturalmente fria contribuem para originar vinhos puros e precisos, com cativantes notas de frutas e um delicioso frescor.

São vinhos que impressionam desde cedo, mas que têm um grande potencial de envelhecimento. As criações do Domaine Jean-Marc Millot estão sendo descobertas pouco a pouco pelos colecionadores da Borgonha. Um produtor que merece ser conhecido.

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Produtor

  • Domaine Robert Groffier

O Domaine Robert Groffier é um dos grandes nomes da Borgonha.
Proprietário de algumas das melhores parcelas da Côte de Nuits que totalizam 8 hectares, “cultivadas da melhor maneira imaginável” segundo a Burghound, Groffier é o maior proprietário do 1er Cru Les Amoureuses, com a impressionante área de 1 hectare.

Robert Parker classificou o produtor como um dos 4 melhores Domaines da Borgonha na última edição de seu livro Parker's Wine Buyer's Guide. Segundo Clive Coates, um dos maiores especialistas na Borgonha, “se você está procurando um Pinot Noir de verdade – complexo, puro e com finesse – Groffier é o Domaine a ser procurado.”

Os vinhos combinam uma textura incrivelmente macia no palato, com uma impressionante profundidade de fruta. Nas palavras de Clive Coates os vinhos de Groffier são todos “muito puros, sedosos e intensos”. O Bourgogne Passetoutgrain é elaborado com uma pequena parcela de Gamay, sendo muito delicado e cativante, enquanto o Bourgogne Pinot Noir equivale em qualidade aos Villages de muitos dos bons produtores da região. O vinho é elaborado com uvas de uma parcela vizinha a Clos de Vougeot e outra em Morey St-Denis.
O profundo Bonnes Mares e o perfumado Chambolle-Musigny 1er Cru
Les Amoureuses estão entre os maiores vinhos da Borgonha. São vinhos deliciosos, que expressam cada terroir e o melhor estilo dos vinhos da Borgonha.

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Produtor

  • Domaine Simon Bize

Domaine Simon Bize é um produtor de bastante prestígio, cujos vinhos delicados e elegantes são elaborados no mais clássico estilo bourguignon. Seus vinhedos estão situados principalmente em Savigny-les-Beaunes, na Côte de Beaune, e incluem diversos Premiers Crus, como Aux Vergelesses, Les Talmettes, Aux Guettes e Aux Fournaux. São vinhos deliciosos e cheios de charme, leves e perfumados.

A propriedade foi fundada em 1880 pela família Simon Bize, passando de geração em geração. Os primeiros vinhos foram rotulados e engarrafados na adega apenas em 1950. Patrick Bize, pertencente a quarta geração da família, começou a trabalhar na propriedade em 1972, assumindo-a na década de 1980 e desenvolvendo mudanças nas instalações, tais como novos vinhedos e extensão das adegas. Com a morte de Patrick Bize, em 2013, Domaine Simon Bize é gerida por sua esposa e sua irmã.

As uvas brancas são prensadas conforme chegam a adega e, em seguida, o mosto é arrefecido a fim de permitir que a sedimentação ocorra, já que o vinho permaneceu sob borras pesadas durante 12 horas. O suco que permaneceu sob as borras finas é fermentando em barris entre quatro e seis semanas. Tais barris são formados por carvalho novo, onde os vinhos envelhecem por alguns meses a fim de que se tornem exemplares únicos e complexos.

Dependendo da denominação de origem, os vinhos tintos Domaine Simon Bize são produzidos total ou parcialmente a partir de cachos de uvas integrais e fermentados em cubas de madeira. Os exemplares são finalizados em tanques de aço inoxidável antes de irem ao envelhecimento em barris de carvalho – com idades a partir de seis anos.

O Savigny-les-Beaune Les Fournaux é um vinho tinto elaborado 100% com a uva Pinot Noir que em sua safra de 2009 recebeu nada menos do que 91 pontos da BH Burgohound. Produzido com uvas de vinhedos com idade de mais de 40 anos, é um vinho tinto bastante expressivo, que combina um frutado intenso com ótimos notas de madeira tostadas.

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Produtor

  • Domaine Pierre Gelin

Simplesmente o melhor domaine de Fixin na opinião de Clive Coates, Pierre Gelin é o grande nome desta região vizinha a Gevrey-Chambertin que costuma oferecer uma ótima relação entre qualidade e preço.

A propriedade foi criada em 1925 por Pierre Gelin e, desde então, é passada de geração para geração. O método de cultivo das vinhas é totalmente sustentável, a fim de que tudo seja respeitado. A vinificação segue os padrões tradicionais, mas adapta-se para elevar continuamente a qualidade dos vinhos.

O mais emblemático vinho da propriedade é o “monopole” (vinhedo inteiramente pertencente ao produtor) Clos Napoleón, elaborado com uvas de um único vinhedo plantado na década de 50 e totalmente recuperado por Pierre Gelin. Carnudo e terroso, o vinho é classificado como “outstanding” pela Burghound, que aponta o vinho tinto como um dos vinhos da Borgonha que “merecem ser procurados”. O vinhedo recebeu seu nome há mais de 160 anos, quando um aristocrata que havia lutado junto com Napoleão quis homenagear o imperador.

O grandioso Chambertin-Clos de Bèze é elaborado com uvas de duas minúsculas parcelas que totalizam 0,65 hectares, incluindo um lote de vinhedos centenários — uma verdadeira raridade. O Fixin de base foi apontado com “surpreendentemente bom” e “delicioso” pela Burghound, que indica o Domaine como uma elegante descoberta para quem não aprecia o toque de rusticidade encontrado nos exemplos mais comerciais desta denominação.

Pierre Gelin adotou a maceração a frio para a elaboração de seus vinhos, o que deixa os taninos incrivelmente sedosos, mas, sem perder a profundidade de fruta. Entre os robustos Gevrey-Chambertin, o Clos Prieur de Pierre Gelin é produzido com a porção “Premier Cru” deste vinhedo, enquanto o Clos Meixvelle é um outro “monopole” de Pierre Gelin, de qualidade que rivaliza com muitos 1er Crus. O Aligoté, por sua vez, é fresco e aromático – uma das melhores escolhas para acompanhar pratos que contenham escargot.

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Produtor

  • Domaine Cécile Tremblay

Poucos produtores da Borgonha são tão cultuados quanto o Domaine Cécile Tremblay. 
Sobrinha de Henri Jayer, a maior lenda da história recente da Côte d’Or, Cécile Tremblay elabora minúsculas quantidades de vinhos delicados e incrivelmente complexos e cheios de nuances – entre os melhores produzidos na Borgonha na atualidade. Os vinhos são elaborados de maneira não intervencionista e o cultivo das vinhas é biodinâmico. Trata- se de um verdadeiro segredo entre os colecionadores. Vinhedos herdados por Cécile Tremblay, que estavam arrendados e eram matéria-prima de alguns dos mais disputados vinhos da região, voltarão às mãos da família em 2022 e passarão a ser cultivados e vinificados por Cécile, indicando um futuro ainda mais promissor para o Domaine. Raros e únicos, os vinhos deste produtor são chamados de “unicórnios” pelos apreciadores. 

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Produtor

  • Domaine des Comtes Lafon

Segundo atesta o Master of Wine Clive Coates em seu antológico livro "The Wines of Burgundy", o Domaine des Comtes Lafon é simplesmente o melhor produtor de vinhos brancos de toda a região da Borgonha, e também um produtor de vinhos tintos realmente "excelentes".

Para Clive Coates, trata-se de um dos pouquíssimos produtores em toda a Borgonha que merecem as máximas três estrelas. Responsável por vinhos brancos profundos de imensa longevidade, o Domaine des Comte Lafon também é apontado por Robert Parker como um dos melhores produtores de todo o mundo e como “uma verdadeira referência para Borgonha brancos” e “compras obrigatórias” para os colecionadores de vinhos.

Dominique Lafon, que assumiu a propriedade na década de 80, é, nas palavras de Robert Parker, “um sofisticado embaixador da Borgonha e um brilhante enólogo e viticultor”. Segundo a The Wine Advocate, de Parker, “Lafon é famoso por seus primorosos vinhos brancos, mas os enófilos também deveriam prestar atenção a seus soberbos vinhos tintos”.

A ampla coleção de notas altas de seus vinhos tintos e brancos inclui nada menos que 23 pontuações iguais ou superiores a 95 pontos da Burghound e de Robert Parker! Domaine des Comtes Lafon é realmente uma referência absoluta para a região de Borgonha, com preços bastante atrativos se comparados a outros vinhos da mesma categoria.

Domaine des Comtes Lafon construiu uma reputação de produzir, sem dúvidas, alguns dos melhores vinhos brancos encontrados ao redor do globo. Trata-se de uma vinícola com as adegas mais profundas e frias de toda a Borgonha, onde os vinhos – cheios de profundidade e complexidade – são feitos ano após ano.

Um dos principais vinhos da casa é o branco seco Meursault 1er Cru Charmes, elaborado a partir da uva Chardonnay. Trata-se de um vinho branco, “um excelente Meursault, elegante e com um vibrante bouquet floral” segundo Robert Parker, com um ótimo potencial de envelhecimento.

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  • Domaine Billaud-Simon

Um dos mais clássicos e renomados produtores de Chablis, o Domaine Billaud-Simon foi fundado em 1815 por Charles Louis Noël Billaud ao voltar das guerras napoleônicas. Seu prestígio histórico perdura há séculos, e os quase 17 hectares de vinhedos do domaine estão distribuídos por algumas das melhores áreas no coração de Chablis — incluindo uma das mais impressionantes coleções de vinhedos Grand Cru e Premier Cru. Como acontece em toda a Borgonha, o terroir é o verdadeiro protagonista e, no caso de Chablis, os solos de origem Kimmeridgian aportam um caráter único à Chardonnay, a grande estrela dos vinhos da região. 

 

A maior parte dos brancos de Billaud-Simon deliberadamente não passa por madeira, com a intenção de produzir vinhos sofisticados e puros, que encantem pelo frescor, e mostrem um distinto toque mineral, herança do passado geológico de Chablis. Saborosos quando jovens, oferecem enorme potencial de guarda. Seu Grand Cru Les Clos é um belíssimo exemplar do excepcional terroir, mostrando, nas palavras de Robert Parker, "os mais refinados aromas e sabores". Billaud-Simon também elabora adoráveis Premiers Crus, como o Fourchaume, um Chablis “estruturado, com boa concentração e acidez vibrante”, nas palavras de Parker, além de uma encantadora 'cuvée de prestige', a Tête d’Or, talhada a partir de uma mistura das parcelas da mais alta qualidade, e “distintamente superior”, na opinião de Jancis Robinson.

 

Em 2014, Billaud-Simon foi adquirido pelo Domaine Faiveley. Os vinhos então passaram a ser produzidos sob a batuta de Bernard Hervet, uma das maiores autoridades atuais em Chablis. As primeiras safras já demonstraram um potencial de qualidade extraordinário, alcançando notas altíssimas da revista Burghound, especializada em vinhos da Borgonha. São verdadeiras joias, fiéis ao celebrado estilo histórico de Billaud-Simon, que Faiveley faz questão de preservar. 

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  • Domaine Aubert & Paméla de Villaine

Quando se fala em brancos da Borgonha, é natural associá-los à onipresente uva Chardonnay — mas uma pequena porção desse nobre território se especializou também na produção da coadjuvante Aligoté. Bouzeron, uma vila na Côte Chalonnaise, é tida como “o paraíso da Aligoté” e acabou atraindo uma das figuras mais célebres do mundo do vinho: Aubert de Villaine, co-proprietário do Domaine de la Romanée-Conti. Neste recanto da Borgonha, ele e a mulher Pamela fundaram o Domaine A&P Villaine, um projeto ousado, dedicado a recuperar o prestígio desta casta tipicamente borgonhesa. O produtor cultiva videiras de Aligoté nas encostas privilegiadas das colinas, talhando um branco singular, que dá prazer logo nos primeiros anos mas também pode ser guardado por mais de uma década. O Bouzeron Aligoté é um branco perfumado, delicado, cheio de fruta e com mineralidade vibrante, notas discretas de baunilha no nariz e uma textura aveludada no palato. É uma grata surpresa, que demonstra a habilidade dessa uva ainda pouco conhecida em transmitir a essência de seu território. Para quem quer conhecer esta outra face da Borgonha, os vinhos do Domaine A&P Villaine — apontado por Clive Coates como o único produtor notável da região — são o melhor cartão de visitas.

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  • Premier Cru Classé

As denominações Premier Crus se referem a alguns locais ou “climats” - como os franceses às vezes os chamam - que, por sua grande qualidade, foram classificados como “Premier Crus”. Neste caso, o nome do vinhedo também aparece no rótulo, acompanhado do nome da comuna e do termo Premier Cru. É o caso, por exemplo, do Nuit-Saint-Georges Clos de la Marechale Premier Cru.

Na Borgonha, França, o sistema de denominações é amplamente baseado no conceito de terroir. Além da Premier Crus, elas se dividem em denominações Regionais, Distritais, Comunais e Grand Crus. As Regionais se referem a exemplares produzidos com uvas cultivadas em todo o território da Borgonha, como os Bourgogne rouge e Bourgogne blanc, que trazem apenas o termo Bourgogne no rótulo. Já as distritais se referem a vinhos dos subdistritos definidos, com Chablis, Côte de Beaune e Mâcon, que em geral levam no rótulo o nome do subdistrito em questão.

As Comunais se referem a vinhos de comunas ou vilas específicas, como Gevrey-Chambertin, Morey-Saint-Denis, Meursault e Vosne-Romanée, sendo rotulados com o nome da comuna em que são produzidos. Muitas vezes o vinhedo também é mencionado no rótulo.

As denominações Grand Crus são reservadas a alguns vinhedos excepcionais, de grande reputação. É a mais alta categoria no sistema de classificação da Borgonha. No rótulo carregam o nome do vinhedo e o termo “Grand Cru”. Alguns exemplos: Clos de Vougeot, Mazis Chambertin, Charmes Chambertin e Corton Charlemagne. Quanto mais se sobre neste sistema de classificação mais o local definido no rótulo vai ficando especifico e – espera-se – maior é a qualidade do vinho. É claro que, mesmo dentre as diversas denominações, existem produtores muito melhores que outros. Na Borgonha isso é especialmente importante.

De certa forma, os vinhos da Borgonha são uma espécie de pós-graduação para os apreciadores de grandes vinhos. Nem sempre é de imediato que se aprende a apreciar todas as suas sutilezas e nuances, toda sua inimitável classe, elegância e complexidade. Mas, realmente vale a pena, pois trata-se da descoberta maravilhosa de um mundo totalmente novo. 

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  • Cru classé (Médoc/Graves)

Talvez a mais celebrada e conhecida região vinícola do mundo, Bordeaux é a terra dos grandes Châteaux, que em geral fazem jus à fama de produzir vinhos muito elegantes, longevos, encorpados e classudos. Os melhores são realmente excepcionais, enquanto os mais acessíveis apresentam boa relação entre qualidade e preço e são um pouco menos encorpados.

O Château Camensac é uma propriedade do vinho Bordeaux na região de Haut-Médoc, perto da fronteira de Saint-Julien. Foi considerado uma “Grand Cru Classé” na classificação oficial de 1855. Após algumas décadas de relativa obscuridade, seu vinho agora é fortemente respeitado e geralmente são exemplares que combinam solidez e flexibilidade, mas que, ao mesmo tempo, que mostram abundantes notas de frutas vermelhas.

A propriedade tem cerca de 75 hectares de videiras com Cabernet Sauvignon e Merlot plantadas quase que de forma equivalente. Suas vinhas são em grande parte contígua; a linha férrea divide os principais blocos a partir das parcelas “de Lagrange”, que são adjacentes a Château Lagrange em Saint-Julien.

Os solos são compostos predominantemente de cascalho (com uma zona de cascalho de areia) e plantadas com a uva Cabernet Sauvignon; áreas de argila calcária em torno das fronteiras da propriedade são onde a maioria das vinhas da casta Merlot está cultivada.

A colheita é realizada manualmente e, após a separação, a fermentação ocorre em tanques de concreto e aço inoxidável. Após a mistura, o “grand vin” é envelhecido por 17 a 20 meses em barricas de carvalho francês, dos quais cerca de 40% são de madeira nova.

O Château Camensac foi comprado em 2005 pela família Merlaut, também proprietária da Chasse-Spleen e Gruaud-Larose. Antes disso, o Château Camensac sofreu um verdadeiro renascimento a partir de 1964, quando passou para as mãos da família Forner, famosa em Rioja.

Atualmente, sob a consultoria do famoso enólogo Michel Rolland, seus vinhos são modernos e deliciosos. A safra de 2010 é rica em notas de frutas pretas e vermelhas, mostrando um toque de tabaco e especiarias. Um vinho tinto “muito afinado, com pureza e transparência”, nas palavras de Robert Parker.

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  • Cru classé (Pomerol/St. Emilion)

Talvez a mais celebrada e conhecida região vinícola do mundo, Bordeaux é a terra dos grandes Châteaux, que em geral fazem jus à fama de produzir vinhos muito elegantes, longevos, encorpados e classudos. Os melhores são realmente excepcionais, enquanto os mais acessíveis apresentam boa relação entre qualidade e preço e são um pouco menos encorpados.

Oitenta anos antes das denominações de origem serem estabelecidas nas regiões vinícolas francesas, os produtores e negociantes já haviam estabelecido algumas hierarquias para determinar a qualidade dos vinhos produzidos.

A metade do século XIX foi marcada pelo aumento notório de produtores na região e, pela falta de parâmetros estabelecidos, muitos aproveitaram o prestígio da região de Bordeaux para vender vinhos de baixa qualidade, preocupando os donos de châteaux tradicionais.

Saint Emilion criou sua própria classificação no início do ano de 1955, pela iniciativa de um sindicato local. Mais simples do que as estabelecidas nas demais regiões, tal classificação dividia os vinhos em “Premiers Grand Crus” e “Crand Crus” em uma margem.

Estabelecida pelo INAO, a classificação em Saint Emilion deve passar por uma “revisão” de dez em dez anos. A primeira foi estabelecida em 1954, sofrendo alterações no ano de 1958. A classificação que ocorreu em 2006, a quinta, ainda está em curso, isto é, existem dois tipos de AOC na região: Saint-Emilion e Saint-Emilion Grand Cru, onde apenas estes últimos têm direito a ser rotulados como “Grand Cru Classé” e “Premier Grand Cru Classé”.

Em Pomerol, próximo a Saint Emilion, a comuna também possui sua própria classificação – Premier Cru ou Grand Cru Classé. O vinho mais famoso da região é o caríssimo Château Petrus, bem como o prestigiado e tradicional Le Pin, um “vin de garage” de minúscula produção e altíssimo preço. 

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  • Cru Bourgeois

A origem do Cru Bourgeois, na França, remonta à Idade Média, quando os habitantes do burgo de Bordeaux, os chamados burgueses (ou bourgoise) formavam uma cidade de comerciantes e artesãos. Durante o período do governo inglês, adquiriram direitos e privilégios, incluindo a isenção de impostos sobre a venda de vinhos de seus vinhedos, tanto localmente (Guyenne) como no exterior.

Por volta do século XV, enriquecida por seu comércio internacional, o burgo de Bordeaux foi capaz de adquirir as melhores propriedades da região, que foram inicialmente referidos como o "Crus des Bourgeois" e, em seguida, simplesmente o "Crus Bourgeois".

Um texto do ano de 1740 contém a primeira seleção e especificação dos preços dos vinhos do Médoc.

A Revolução Francesa resultou na revogação dos privilégios concedidos ao Bourgeois que sofreu as consequências dessa nova lei durante este período de turbulência. No entanto, ao longo dos séculos, continuaram desempenhando um papel crescente no desenvolvimento das vinhas Médoc através da exportação de seus vinhos.

No século XIX, o Crus Bourgeois (cerca de 300 castelos) era um dos mais poderosos e os seus preços já haviam sido estabelecidos como superiores aos dos Artesãos Crus e Crus Paysans. Já no início do século XX, o Crus Bourgeois cresceu novamente e ocupou um lugar ainda mais importante nos mercados de exportação, principalmente na Alemanha e na Rússia.

A Primeira Guerra Mundial trouxe uma parada abrupta neste crescimento, e a situação tornou-se pior com a Grande Depressão de 1929. Mesmo assim, embora o número de propriedades tenha diminuído, muitos produtores no Médoc mantiveram a tradição do "Cru Bourgeois" viva e em uso até hoje.

Os Crus Bourgeois representam alguns vinhos de qualidade excepcional e muitos de excelente relação entre qualidade e preço. Os melhores são superiores a alguns Crus Classé e capazes de envelhecer em garrafa por muitos e muitos anos.

O Crus Bourgeois formam uma grande família que reúne vinhedos com perfis e terroir muito diferentes como: Médoc, Haut-Médoc, Listrac-Médoc, Moulis en Médoc, Margaux, Saint Julien, Pauillac e Saint-Estèphe, todos conduzidos por uma variedade de produtores, muitos dos quais têm suas origens no Médoc, mas que também vêm de outros países e regiões, trazendo dinamismo e novas ideias.

Esta é a força desta família: diversidade na unidade. As vinhas compartilham a mesma região e da mesma história, mas cada um tem o seu próprio carácter, que oferece ao consumidor diferentes sensações.

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  • Deuxième vin

Os Deuxième Vin de Bordeaux, ou “segundos vinhos de grandes castelos”, tornaram-se marcas fortes e altamente rentáveis para os seus proprietários.

Talvez a mais celebrada e conhecida região vinícola do mundo, Bordeaux é a terra dos grandes Châteaux, que em geral fazem jus à fama de produzir vinhos muito elegantes, longevos, encorpados e classudos. Os melhores são realmente excepcionais, enquanto os mais acessíveis apresentam boa relação entre qualidade e preço e são um pouco menos encorpados.

Esta onda de “segundos vinhos” está há mais de 30 anos no mercado, permitindo que os vinhos de grandes châteaux com altíssimo nível de qualidade sejam vendidos a preços mais acessíveis. Isto é possível pois a montagem é muitas vezes diferente, mas a vinificação e o envelhecimento são realizados pela mesma equipe, beneficiados pelo nome do produtor de elevado prestígio.

A onda dos Deuxième Vin surgiu na França quando o aumento do preço foi tão grande que os vinhos se tornaram inacessíveis. Rapidamente, os grandes produtores perceberam que possuíam milhares de litros para oferecer aos consumidores, litros estes que eram vinificados iguais aos outros e produzidos a partir de grandes colheitas, mas considerados de “segunda linha” para usar os famosos nomes.

O segundo vinho de uma propriedade vem do mesmo solo dos grandes vinhos e desfrutam da mesma atenção durante seu desenvolvimento. Muitas vezes, os Deuxième Vin são comercializados em um período menor de tempo, em vista dos grandes vinhos.

As diferenças entre ambos são encontradas nas suas qualidades intrínsecas: os segundos vinhos não apresentam a mesma potência e complexidade que os exemplares mais velhos, porque a grande parte destes Deuxième Vin são jovens. Trata-se de um modelo em grande escala de produção, com menor capacidade de envelhecimento, menos finesse e menor expressão.

Um exemplo destes vinhos é o Pavillon Rouge du Château Margaux elaborado com as uvas Cabernet Sauvignon, Merlot, Petit Verdot e Cabernet Sauvignon. Trata-se de um vinho tinto que apareceu pela primeira vez no século XIX e assumiu seu nome atual em 1908.

Após desaparecer por um tempo entre os anos de 1930 e 1970, sua produção teve início novamente por André Mentzelopoulos que assumiu a propriedade em 1977. É produzido a partir de vinhos que não foram selecionados a entrar em Château Margaux. Na safra de 2009, o exemplar recebeu 93 pontos de Robert Parker.

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  • Bordeaux - Brancos Secos

Talvez a mais celebrada e conhecida região vinícola do mundo, Bordeaux é a terra dos grandes Châteaux, que em geral fazem jus à fama de produzir vinhos muito elegantes, longevos, encorpados e classudos. Os melhores são realmente excepcionais, enquanto os mais acessíveis apresentam boa relação entre qualidade e preço e são um pouco menos encorpados.

Bordeaux, no sudoeste da França, é uma região que não precisa de introdução para os amantes de vinho. Trata-se de uma das áreas mais prolíferas de todo o mundo, que dá origem a vinhos extremamente famosos e prestigiados. Os segredos de Bordeaux encontram-se em três pilares, isto é, a diversidade, qualidade e quantidade.

A região vinícola de Bordeaux se estende por mais de 120 quilômetros no interior da costa do oceano Atlântico. É o lar de mais de 10 mil produtores que dão origem aos mais diferentes estilos de vinho. São exemplares que variam entre exemplares baratos e de mesa até alguns dos rótulos mais caros e prestigiados do mundo inteiro.

O clima de Bordeaux é moderado, devido sua proximidade com o oceano Atlântico e a presença de diversos rios, como o Dordogne e o Garonne. As temperaturas diurnas do verão oscilam entre 25ºC e 30ºC, raramente ultrapassando esta última. Já no inverno, as temperaturas podem ficar abaixo do 0, mas apenas em raras situações.

A maioria dos vinhos da região francesas são os tintos secos, de corpo médio, que fazem a fama de Bordeaux. No entanto, é possível também encontrar vinhos brancos da mais alta qualidade, tanto os produzidos no estilo seco de Pessac-Leognan, quando os doces, como os vinhos de Sauternes, elaborados com uvas botritizadas. Os vinhos brancos de Bordeaux são, geralmente, produzidos a partir das uvas Sauvignon Blanc, Sémillon e Muscadelle.

O vinho Château Carbonnieux, um branco seco elaborado com as uvas Sauvignon e Sémillon cultivadas em Pessac-Léognan, recebeu 93 pontos de Robert Parker na safra de 2008, considerado como um dos brancos mais aclamados de Bordeaux. Trata-se de um belíssimo vinho, capaz de evoluir na garrafa por mais de 15 anos.

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  • Bordeaux - Brancos Doces

Talvez a mais celebrada e conhecida região vinícola do mundo, Bordeaux é a terra dos grandes Châteaux que, em geral, fazem jus à fama de produzir vinhos muito elegantes, longevos, encorpados e cheios de classe. Os melhores são realmente excepcionais, enquanto os mais acessíveis apresentam boa relação qualidade e preço, embora sejam um pouco menos encorpados.

O segredo do sucesso dos vinhos de Bordeaux está basicamente apoiado em três pilares: diversidade, qualidade e quantidade. A maioria são vinhos tintos secos, de corpo médio, mas seus brancos de qualidade excepcional são considerados verdadeiras iguarias no mundo dos vinhos. Principalmente os doces da sub-região de Grave, a mais continental, que abriga AOCs muito prestigiadas como Cérons, Barsac e Sauternes, este considerado por muitos como o maior vinho branco doce do mundo.

Sauternes fica a 65 quilômetros ao sul da cidade de Bordeaux e é um vilarejo famoso por seus vinhos brancos doces de alta qualidade. Cercado por vinhas, é lá que são produzidos alguns dos mais caros e prestigiados vinhos de sobremesa do mundo, reconhecidos por sua ótima capacidade de envelhecimento.

Os clássicos exemplares de Sauternes tem uma cor intensa e dourada, mais escura do que os outros vinhos brancos de sobremesa. A medida em que envelhecem na própria garrafa, se transformam em vinhos com coloração âmbar profundo e aromas frutados com um toque de flor madressilva - marca registrada dos vinhos botritizados (a chamada podridão nobre) – equilibram doçura e acidez com a mesma elegância que combinam frescor e intensidade.

Dificilmente um Bordeaux branco, seco ou doce, será feito com apenas uma cepa, pois são essencialmente vinhos de corte elaborados a partir das castas Sémillon, Sauvignon Blanc, Muscadelle e, em menor quantidade, da Ugni Blanc e Colombard.

"Lindamente equilibrado, com grande profundidade e precisão" para Robert Parker, o Château Suduiraut 2007 é um dos grandes vinhos de Sauternes. Rico e doce, com grande presença de botritis, é um dos mais aclamados vinhos de sobremesa da França.

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  • Schröder & Schÿler

Estabelecido em 1739, Schröder & Schÿler é o mais antigo e tradicional negociante de Bordeaux. Em 1925, Schÿler se tornou proprietário de um dos mais renomados châteaux de Margaux, o famoso Château Kirwan, classificado como “3ème Grand Cru Classé” em 1855. É um vinho de grande elegância e finesse aristocrática, que envelhece maravilhosamente bem e faz justiça a sua reputação como um dos melhores da denominação. O segundo vinho da propriedade, Les Charmes de Kirwan, é perfumado, redondo e cheio de camadas de frutas, muito elogiado também pela imprensa especializada. 


Com seus vinhedos e conexões em Bordeaux, Schröder & Schÿler também elabora alguns outros vinhos que são compras excepcionais. Os Private Réserve trazem toda a tipicidade de Médoc, Margaux, St. Julien e St. Émilion, sendo introduções perfeitas a cada uma dessas denominações de prestígio em Bordeaux. Os consagrados Bordeaux Signatures são deliciosos Bordeaux para o dia a dia, sendo elaborados com uma seleção das melhores uvas de diferentes zonas da região, com grande qualidade e consistência. A linha Chartron La Fleur também oferece excelente qualidade pelo seu preço — o branco Chartron La Fleur já foi indicado por Robert Parker como um dos melhores ‘wine values’ do mundo. Negociante e produtor de prestígio, Schröder & Schÿler representa o que existe de melhor em Bordeaux.

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  • Château Tour de Mirambeau

O reputado e excelente Château Tour de Mirambeau elabora um Bordeaux intenso e rico, de excelente qualidade e incomparável custo. Ele foi nada menos que “o melhor Bordeaux para o dia a dia” pela revista Decanter, que lhe conferiu suas máximas 5 estrelas. Seu melhor vinho é o Cuvée Passion classificado por Parker como um “amazing accomplishment”. Os vinhos brancos também são excelentes, um dos vinhos “que valem três vezes o preço” segundo a Decanter, para quem é “soberbo”.

Localizada na prestigiosa região de Bordeaux, Château Tour de Mirambeau pertence à família Despagne, que atua na produção de vinhos há mais de 250 anos. Atualmente, a vinícola pertence ao herdeiro da família, Jean-Louis Despagne, que conta com o auxílio do especialista Michel Rolland, um dos enólogos mais influentes da atualidade, que transformou as instalações da vinícola em uma das mais modernas de Bordeaux.

Os vinhos de Château Tour de Mirambeau são altamente procurados e recebem excelentes pontuações da crítica especializada. O vinho tinto Girolate tem batido grandes nomes de Bordeaux em testes cegos, tal exemplar é produzido em Saint Emillion e se beneficia dos excelentes terroirs da região. Além disso, um trabalho meticuloso é feito para explorar melhor os potenciais desse saboroso vinho tinto, extremamente aromático e frutado.

O vinho Girolate concedeu ao Château Tour de Mirambeau notável reconhecimento por ter “quebrado as barreiras” das AOCs, considerado pelos produtores algo impossível. O solo da região contém argila e calcário, ideal para o cultivo da uva Merlot, e a família Despagne trabalha constantemente a fim de garantir o melhor aproveitamento das vinhas.

O Cuvée Passion, outro vinho tinto de destaque no catálogo da vinícola Château Tour de Mirambeau, é considerado um exemplar denso e poderoso, remetendo a um sabor amadeirado potente ao paladar, além de possuir bons taninos. O vinho Cuvée Passion é marcado ainda por estrutura firme, riqueza e fineza subjacentes.

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  • Petits Châteaux

O termo francês que significa, literalmente, “pequenos castelos”, tem um significado muito peculiar na região vinícola de Bordeaux. Estas milhares de propriedades são modestas tanto em sua extensão como em sua reputação e preço.

Mas um petits chateaux não é mera questão de tamanho. Uma simples plantação de uvas ou equivalente não pode ser considerada uma petits châteaux, pois essa denominação está mais ligada à qualidade do que à quantidade dos vinhos produzidos em cada “castelo”.  

A maior parte dos petits, invariavelmente, é de propriedade e administração familiar e estão localizados nas regiões AOC de Bordeaux e Côtes de Bordeaux, embora possam ser encontrados em toda a área. Alguns dos melhores produtores e vinhos de Bordeaux podem ser encontrados nestas pequenas propriedades.

Porém, a região de Bordeaux e seus pequenos chateaux produzem mais vinho do que toda a Austrália. São centenas de produtores que fazem dessa parte da França o lar de alguns dos melhores vinhos elaborados em todo o mundo. Exemplares que são verdadeiras joias e como tal, devem ser “garimpadas” e bem escolhidas na hora da compra.

Aqui na Mistral, você não precisa fazer esta busca, pois nós já selecionamos para você alguns dos melhores Petits Chateaux da França. O Château Saint Florin 2014, por exemplo, é um vinho tinto saboroso e típico, de ótima relação qualidade e preço. Melhora ainda mais algum tempo após aberto, liberando ricos aromas de frutas maduras.

Já o Château Platon 2014 é produzido com uvas de um vinhedo de mais de 40 anos e apenas 11 hectares em Entre deux Mers. O corte é 65% Merlot, 15% Cabernet 15% Cabernet Franc e 5% Petit Verdot. Macio, redondo e super gastronômico, é um verdadeiro vinho de bistrô.  

O Ch. Fayau 2011 é outro ótimo vinho tinto, elaborado com uvas plantadas em uma encosta próxima à antiga cidade dos Ducos de Epernon. A propriedade elabora vinhos desde 1711, quando os monges deram início a uma produção com técnicas tradicionais. Em 1826, os atuais proprietários decidiram elevar o nível dos vinhos, selecionando uvas de um vinhedo de 41 ha de ótima localização. Sem dúvida um dos mais saborosos achados entre os petits chateaux de bordeaux.

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  • Château de Beaucastel

Capitaneado desde 1909 e há cinco gerações pela família Perrin, o Château de Beaucastel é um dos domaines mais lendários no mundo do vinho. Seus icônicos Châteauneuf-du-Pape encantam enófilos e a crítica especializada, e são concebidos para expressar a pura essência de seu terroir, no extremo norte da denominação. O tinto mais emblemático da vinícola, o Château de Beaucastel, é sem dúvida um dos melhores e mais famosos vinhos da França, reputado por sua elegância, equilíbrio e grande potencial de envelhecimento. Ele é talhado com um blend de todas as 13 variedades permitidas na denominação, que são cultivadas de maneira orgânica desde a década de 1960 e colhidas à mão separadamente.

 

Entre os renomados brancos, o Château de Beaucastel blanc é produzido em quantidades muito limitadas, com a uva Roussanne representando 80% do blend de um vinhedo de apenas 7 hectares. Ainda mais raro, com apenas 6 mil garrafas produzidas anualmente, o Châteauneuf-du-Pape Blanc Roussanne Vieilles Vignes é talhado com uvas de vinhas plantadas em 1909, sendo fermentado e maturado em barricas de carvalho — sem dúvida um dos grandes vinhos brancos franceses! Com uvas do Coudoulet, um vinhedo de 30 hectares que fica do outro lado da estrada que o separa do famoso Château Beaucastel, a família Perrin produz dois maravilhosos Côtes-du-Rhône, um branco e um tinto, que estão entre as melhores compras do Rhône.

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  • Famille Perrin

Proprietária do célebre Château de Beaucastel, a família Perrin elabora excelentes vinhos em outras AOCs do sul do Rhône, onde é a grande especialista nos terroirs da região. Uma das grandes famílias do mundo do vinho — pertencente à reputada associação Primum Familiae Vini, ou PFV — os Perrin foram pioneiros no cultivo orgânico e um dos primeiros produtores a aderirem à biodinâmica, ainda em 1970. Esse tipo de abordagem nos vinhedos, aliado a um meticuloso trabalho de seleção das melhores parcelas de cada denominação, permite que cada vinho seja uma expressão fiel de seu terroir de origem. Os vinhos são precisos, elegantes e, acima de tudo, deliciosos. Mostram a complexidade e as particularidades de cada AOC do sul do Rhône – Gigondas, Rasteau, Vacqueyras, Vinsobres, entre outras – e oferecem uma qualidade muito superior ao que custam.

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  • Domaine et Maison Les Alexandrins

Localizada em Tain l’Hermitage, famosa pelos chocolates Valrhona e pelos terraços de vinhedos à beira do Rhône, Domaine et Maison Les Alexandrins é uma vinícola boutique criada pela união de forças de um talentoso trio apaixonado pelo norte do Vale do Rhône: Nicolas Jaboulet, sexta geração da família Paul Jaboulet Aîné; Guillaume Sorrel, filho de Marc Sorrel do Domaine Sorrel, em Hermitage; e Alexandre Caso, um especialista nos terroirs da região, profundo conhecedor das denominações do Rhône e seus admirados vinhos.

 

A vinícola “boutique” já nasceu como um dos mais empolgantes projetos do Rhône, e entusiasmada com a proposta, a família Perrin também decidiu entrar como sócia, trazendo todo seu prestígio e expertise, e ao mesmo tempo complementando seus grandiosos vinhos do Sul do Rhône com o que o norte da região pode produzir de melhor.


O estilo dos vinhos conjuga a tradição vinícola familiar local com uma abordagem contemporânea e moderna, a pureza da fruta com a identidade regional. As clássicas denominações do Norte do Rhône — Hermitage, Côte-Rôtie, Crozes-Hermitage, Saint-Joseph e Cornas — são apresentadas com precisão nos tintos e brancos elaborados em terroirs selecionados por Alexandre Caso.

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  • La Vieille Ferme