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França

Região

Cahors

A região francesa de Cahors é o berço da uva Malbec, conhecida também como Auxerroi e Côt Noir. Cahors possui a maior diversidade de castas plantadas em todo o território francês, denotando a importância da região vinícola para o país europeu. Além disso, as uvas tintas cultivadas na região são a maioria, representando 80% da produção total de Cahors.

A França é o mais tradicional produtor de vinhos de qualidade e maior referência em todo o mundo. Produzindo uma grande diversidade de estilos - que geralmente servem de inspiração para os vinhos criados em todo o mundo - a França oferece vinhos grandiosos nas mais diversas regiões, ajudando a definir o conceito de terroir. São vinhos feitos para serem servidos à mesa e os melhores são capazes de envelhecer por muitos anos.

O vinho Cahors, produzido a partir da uva tinta Malbec, é conhecido como “vinho negro” devido a sua coloração intensa e escura, proveniente de um processo em que uma grande fração do suco fermentado é fervida. Essa variedade de vinho denota taninos mais aveludados, consequência das técnicas de vinificação empregadas.

A legislação atual da região francesa determina que o vinho Cahors seja produzido com, no mínimo, 70% da uva Malbec, podendo ser cortado com até 30% da macia Merlot ou da tânica Tannat. Os exemplares jovens do vinho Cahors possuem cores densas e até mesmo negras. Entretanto, a variedade apresenta um excelente potencial de envelhecimento, suavizando inclusive, a coloração do vinho.

Com uma prova de degustação realizada por críticos e especialistas do mundo do vinho, e um envelhecimento de no mínimo 16 meses, os vinhos Cahors são rotulados como Charte de Qualité (Carta de Qualidade) ou Cahors Excellence, garantindo a excelência desse prestigiado vinho tinto.

Além da uva Malbec cultivada amplamente em Cahors, é possível encontrar também as castas tintas Tannat, Negrette, Petite Manseng, Fer Servadou, Gros Manseng e Mauzac.

Em 1971, a região de Cahors foi oficializada como Appellation d’Origine Contrôlée ou AOC. A partir dessa denominação, os franceses começaram a mencionar no rótulo dos vinhos produzidos em Cahors, além do tipo de uva, a AOC.

Produtor

Bollinger

Verdadeira lenda no mundo do vinho, Bollinger é um dos maiores nomes da região de Champagne, dispensando apresentações. Fundada em 1829, é uma das poucas vinícolas a receber as máximas cinco estrelas do crítico Robert Parker, que indica a Maison entre os melhores produtores do mundo todo, em seu livro “The World’s Greatest Wine Estates”. É também um dos únicos dois produtores a merecerem as máximas e raras três estrelas do guia Bettane & Desseauve.

Bollinger produz apenas duas assemblages: a Special Cuvée e a Grande Année. A famosa Spécial Cuvée Brut é talvez a melhor dentre todas as cuvées não-safradas de Champagne, merecendo nada menos do que 93 pontos da Wine Spectator (único Champagne indicado entre os “100 Melhores Vinhos do Mundo” pela revista no ano passado). Por sua vez, a reputadíssima Grande Année, de minúscula produção, é incrivelmente complexa e refinada, elaborada apenas nos grandes anos.

O cultuado e poderoso R.D. (Récemment Dégorgé) é um vinho francês à parte, realmente raríssimo — um Grande Année que matura durante muitos anos com as borras, antes de ser degolado, combinando a complexidade de um Champagne maduro com o frescor da juventude. Indicada como “número 1 em Champagne” pela conceituada revista Revue du Vin de France, Bollinger é o Champagne preferido de James Bond, aparecendo em diversos de seus filmes.

Bollinger criou alguns dos vinhos espumantes de maior prestígio ao redor do mundo, com excelente caráter e que se distinguem pela elegância e complexidade que apresentam, desde 1829. Champagne Bollinger são resultados de uma rigorosa atenção aos detalhes.

As vinhas de Bollinger abrangem, cerca de, 160 hectares – a maioria classificada em Grand ou Premier Crus. A uva Pinot Noir predomina na região, variedade exigente e com caráter intenso, demonstrando bem a personalidade dos vinhos franceses elaborados na vinícola.

O produtor possui uma excepcional coleção com mais de 700.000 garrafas Magnum reserva, tornando Bollinger a única casa de Champagne com uma vasta e precisa paleta de aromas para seus blends. Além disso, os exemplares da casa amadurecem o dobro de tempo exigido pela denominação, isso porque, segundo Bollinger, grandes vinhos precisam de tempo para desenvolver seu caráter completo.

Produtor

Pol Roger

Com sede em Epernay, na região de Champagne, Pol Roger é um dos produtores de maior prestígio em todo o mundo. Reconhecido por seu extraordinário e elegante estilo é um dos pouquíssimos a receber cotação máxima, 5 estrelas, de Robert Parker. É também o Champagne dos especialistas, que são unanimes em proclama-lo como o seu preferido.

A revista inglesa Decanter – uma das mais conceituadas e isentas do mundo – publicou em suas páginas a reportagem intitulada “The Gurus Tell All”, na qual os gurus do vinho tiveram de contar quais eram seus vinhos Champagne favoritos. Seis deles citaram Pol Roger.

Sir Winston Churchill – primeiro ministro do Reino Unido - era admirador incondicional deste Champagne, ao ponto de dar o nome de Pol Roger a seu melhor cavalo de corrida. Foi eleito várias vezes “o melhor Brut” pela Wine Spectator. O estilo da maison é gerar vinhos franceses de médio corpo e muita elegância. É líder no mercado inglês, o mais exigente do planeta.

A casa foi criada oficialmente em 1849, mas pelo menos duas gerações trabalharam ali antes do próprio Pol Roger começar a fazer e comercializar seus vinhos na França. Em meados da década de 1850, a exportação tornou-se um foco principal e a casa começou a evitar a doçura tradicional de Champagne, produzindo um estilo mais seco, estava mais de acordo com os gostos britânicos. A casa cresceu ao longo dos séculos XIX e XX, mantendo-se forte durante todo o período da Lei Seca Americana e da Revolução Russa. Atualmente, são seus próprios descendentes quem administram a vinícola.

Com cerca de 89 hectares de vinhedos, Pol Rogers cultiva metade das uvas utilizadas na elaboração de seus tradicionais vinhos espumantes. A outra metade é fornecida por parceiros de longa data. Tudo é feito artesanalmente em suas adegas, uma das mais profundas da região de Epernay.

O famoso Champagne Sir Winston Churchill, lançado em sua homenagem, em 1984, é um dos melhores já produzidos. O assemblage é majoritariamente de Pinot Noir, complementado por Chardonnay. Apenas os melhores frutos, selecionados de vinhedos na Vallée de la Marne e na Côte des Blancs, entram nesta Cuvée de Prestige. O vinho permanece maturando nas caves em contato com as borras das leveduras por mais de 7 anos antes da degola, o que lhe confere soberba complexidade.

Produtor

Joseph Drouhin

Uma das maiores proprietárias de terras na Borgonha, a maison Joseph Drouhin permanece nas mãos da mesma família dede a sua fundação, em 1880. Seus 80 hectares de vinhedos são classificados em sua maioria como Premier e Grand Crus e cultivados de maneira biodinâmica e orgânica. Distribuem-se por todas as denominações e principais apelações da mais celebrada região vinícola da França, incluindo as famosas Clos des Mouches, Montrachet Marquis de Laguiche, Musigny, Clos de Vougeot e Corton-Charlemagne. Produtor de inquestionável prestígio, Joseph Drouhin elabora vinhos tintos e brancos guiado por um ideal de elegância e perfeição. Uma inspiração convertida em tradição em 140 anos de . O estilo da maison une harmonia, equilíbrio e finesse, além de uma distinta pureza e um evidente sentido de origem, ou terroir.


A abordagem nos vinhedos é regida pelo respeito à natureza. O plantio das videiras em alta densidade e os rendimentos baixos criam as condições para que os frutos expressem profundamente seu terroir, originando vinhos autênticos, capazes de proporcionar um prazer infinito. Quando jovens são sutis e frescos, muito atraentes; alguns exemplares evoluem magicamente, envelhecendo por 40 anos ou mais, tornando-se verdadeiras obras-primas de harmonia, complexidade e aromas.


Hoje, são os irmãos Fréderic, Philippe, Laurent e Véronique, bisnetos do fundador, os responsáveis pelo gerenciamento da vinícola, no campo, no escritório e na adega. Graduada em enologia na Universidade de Dijon com especialização na uva Pinot Noir (a icônica variedade tinta da Borgonha), Véronique trabalhou por quase três décadas com Laurence Jobard, a primeira enóloga mulher da Borgonha, antes de assumir a produção dos vinhos na maison da família, inicialmente junto com o pai, Robert Drouhin. Em 1988, Véronique e Robert vinificaram o primeiro vintage do Domaine Drouhin no estado americano do Oregon, onde a família Drouhin foi pioneira no plantio da Chardonnay e da Pinot Noir. Hoje como enóloga-chefe, ela divide seu tempo entre os vinhedos da Borgonha e do Oregon. Na opinião dos maiores especialistas, Drouhin produz premiados e os mais finos e elegantes vinhos de acento borgonhês fora da França, a exemplo do Roserock Chardonnnay. Elaborado a partir de um vinhedo muito especial de solos vulcânicos bastante antigos, conquistou com a safra 2016 uma posição entre os 100 melhores vinhos do mundo de 2018 da Wine Spectator.


Na Borgonha, Drouhin elabora tesouros como o Clos de Mouches tinto e branco na apelação de Beaunne, a partir de 14 hectares de vinhedos divididos entre o cultivo da Chardonnay e da Pinot Noir. Tanto o tinto quanto o branco arrematam sempre notas maravilhosas da crítica especializada. Outro vinho deslumbrante é o Montrache Marquis de Laguiche, um Grand Cru que permanece nas mãos da família Laguiche desde 1363 e cujo cultivo e vinificação está sob responsabilidade de Drouhin. Em 2017, James Suckling, crítico americano de vinhos do momento, avaliou a safra 2014 deste soberbo branco com 99 pontos e declarou: “perfeito agora, mas perfeito depois também.

Joseph Drouhin também produz Borgonhas encantadores por um preço que cabe no bolso. Seu Côte de Beaune tinto costuma ser comparado a um Premier Cru por sua alta qualidade, e o Pouilly-Vinzelles branco ou o Gervrey-Chambertin tinto são deliciosas expressões de suas denominações.

Produtor

Deux Montille

A Maison Deux Montille Soeur et Frère é uma pequena e fantástica “maison”, formada pelos irmãos Alix e Etienne de Montille, filhos do famoso Hubert de Montille. A talentosa Alix elabora os vinhos da Maison Deux Montille usando uvas selecionadas e não mostos comprados de terceiros, como a maioria dos negociantes. A gama de vinhos foi classificada como de “excepcional qualidade” pela Burghound, a mais importante revista sobre vinhos da Borgonha na atualidade.

O domaine está instalado em Volnay, desde meados do século XVIII e, atualmente, conta com uma propriedade onde as vinhas estão cultivadas em mais de 20 hectares, divididas em Premiers e Grands Crus em Côte de Beaune. Além disso, encontra-se o cultivo de vinhas também em Côte de Nuits, onde são produzidos vinhos em mais de 20 denominações de origem (AOC).

As vinhas são cultivadas em altitudes elevadas, dando origem a vinhos de grande terroir, autenticidade e extrema elegância. A chegada de Stephen em Deux Montille marca uma “mudança na continuidade”, não nos valores da casa e sim, na autenticidade, pureza, guarda e elegância dos exemplares.

O estilo atual da adega permanece fiel a abordagem natural e idealista proposta por Hubert Montille, que exigiu muita paciência entre as melhores safras. Etienne, no entanto, assumiu a tarefa de produzir vinhos com maiores expressões aromáticas e melhores texturas para os vinhos tintos, sem comprometer sua capacidade de guarda.

Os vinhos brancos de Deux Montille são conhecidos pela sua notável pureza aromática. Tais exemplares são favorecidos entre o equilíbrio e a elegância sobre o poder de extração, onde podem ser comparados como expressões clássicas de Borgonha.

Os métodos utilizados na elaboração dos vinhos brancos Montille têm como objetivo evitar influências externas excessivas, a fim de trazer sempre o equilíbrio que pode ser encontrado facilmente no terroir da Borgonha.

O vinho tinto Corton Renardes Grand Cru, elaborado 100% com a uva Pinot Noir, é “impressionantemente complexo”, segundo a Burghound que concedeu 90 pontos na safra de 2004. Trata-se de um vinho encorpado e com uma grande presença no palato, combinando um toque terroso, taninos marcantes e notas de especiarias.

Produtor

Domaine du Comte Liger-Belair

O Domaine du Comte Liger-Belair é o único produtor da Borgonha a elaborar o Grand Cru La Romanée, a menor denominação de toda a França e berço de um dos mais grandiosos e disputados vinhos de todo o mundo — uma parcela localizada literalmente ao lado do famoso Domaine de la Romanée-Conti, mas com uma produção ainda mais limitada.

Louis-Michel adota uma abordagem não intervencionista, procurando cuidar dos vinhedos para que eles produzam uvas de excepcional qualidade. Na maior parte emprega-se o cultivo biodinâmico e o cavalo da família é usado no lugar de tratores para trabalhar a terra, limitando a compactação do solo.

Todos os vinhos têm produção limitada e são grandes exemplares de suas respectivas denominações. “São alguns dos mais especiais e atrativos entre os que têm sido elaborados na Borgonha”, disse o famoso e prestigiado crítico Robert Parker. “Há uma indescritível mágica neste Pinot Noir que revela porque, historicamente, é um dos mais reverenciados do mundo”, comentou sobre o Grand Cru La Romanée.

O vinho tinto Nuits Sant Georges 1er Cru “Aux Cras”, elaborado com uvas de uma parcela minúscula de apenas 0,3 hectares, é embalado em mineralidade. Um vinho complexo e capaz de evoluir por muito tempo, a safra de 2009 recebeu 95 pontos do famoso enólogo Robert Parker e 93 pontos da BH Burghound.

O Échézaux Grand Cru é “um dos mais elegantes da denominação”, segundo a Burghound, enquanto o Vosne Romanée 1er cru Aux Reignots é um vinho realmente superior a muitos Grands Crus. O vinhedo fica logo acima ao de La Romanée e as vinhas são muito antigas.

O profundo e potente “Les Cras” – um dos mais reputados 1er Crus de Nuits Saint Georges – é elaborado com uvas de vinhas com mais de 75 anos de idade. O Vosne Romanée Clos du Château, por sua vez, é um “monopole” do Domaine du Comte Liger-Belair. O Vosne Romanée é talhado com uvas de 11 parcelas diferentes, mostrando um bouquet repleto de notas de especiarias, bem típico dos vinhos desta charmosa denominação. São todos vinhos raríssimos e maravilhosos, desejados no mais alto grau por aqueles que amam os refinados vinhos da Borgonha.

Produtor

Domaine Dugat-Py

Com a melhor coleção de vinhas velhas plantadas em Grands Crus e Premier Crus da Côte de Nuits, o Domaine Dugat-Py está no mais alto pódio dos vinhos da Borgonha. Os Dugat-Py elaboram alguns dos melhores Pinot Noir do mundo há 13 gerações, respeitando até hoje o estilo potente, refinado e elegante dos vinhos, que demandam vários anos para começarem a mostrar suas qualidades. As vinhas do Domaine, com idade média de 65 anos, são todas manejadas por seleção massal de plantas centenárias. A combinação dos melhores terroirs de Gevrey-Chambertin, vinhas muito antigas e rendimentos minúsculos – abaixo de 20Hl/hectare – resulta em alguns dos mais profundos e complexos vinhos da Borgonha. Provar um dos vinhos do Domaine Dugat-Py é uma das mais gloriosas maneiras de descobrir os encantos dos melhores e mais tradicionais vinhos da Borgonha.

Os vinhos são envelhecidos na cave histórica construída pela abadia de Saint-Bénigne, que já envelheceu mais de 900 safras de grandes vinhos. Segundo a Wine Spectator, “provar os vinhos do Domaine Dugat-Py nas caves milenares da vinícola é uma experiência transcendental.” As uvas são colhidas rapidamente e particularmente cedo, para garantir uma boa acidez e evitar o caráter sobremaduro que poderia mascarar o privilegiado terroir. Os vinhedos são de cultivo orgânico há quase 20 anos os vinhos são vinificados com mínima intervenção.

A região de Gevrey-Chambertin é famosa por seus vinhos potentes, com taninos abundantes e um toque terroso que combina perfeitamente com as notas de frutas do bosque que os tintos mostram enquanto jovens. Dugat-Py mostra como ninguém este caráter robusto dos vinhos de Gevrey-Chambertin, sempre acompanhado de grande elegância e complexidade.

Elaborados sempre em minúsculas quantidades, os vinhos do Domaine são disputados por amantes dos vinhos da Borgonha em todo o mundo. A produção do lendário Grand Cru Chambertin, por exemplo, é tão pequena, que a tanoaria François Frères precisou fazer uma barrica sob medida para comportar as pouco mais de 200 garrafas produzidas a cada ano.

Os vinhos “Villages” do Domaine Dugat-Py são incrivelmente concentrados e complexos, demandando mais de 5 anos para começarem a mostrar todas suas qualidades. São vinhos que competem facilmente com os Premier Crus da grande maioria dos produtores da Borgonha. O Gevrey Chambertin Vieilles Vignes é o vinho do produtor mais encontrado nos melhores restaurantes do mundo. Denso, concentrado, com aromas florais de frutas silvestres, é “realmente delicioso” para a Burghound, que sempre concede o cobiçado “Coup de Coeur” ao tinto. O Gevrey-Chambertin Les Evocelles é elaborado com uvas de vinhas muito antigas até para os padrões do Domaine Dugat-Py, sendo ainda mais denso, complexo e concentrado. O Gevrey-Chambertin Les Evocelles, por sua vez, é produzido com uvas de vinhas de até 100 anos de idade dos “lieux-dits” Epointures, Combe du Dessus, Jouise, e Les Marchais, mostrando um estilo sofisticado, austero e longevo. O Pommard La Levriere é firme e terroso, com um interessante toque salino. É um livro-texto dos vinhos desta denominação.

Trouxemos pequenas quantidades dos disputados Premier Cru de Gevrey-Chambertin do domaine. São vinhos tão complexos e profundos que demandam mais de 10 anos para mostrarem toda a complexidade que são capazes. O Petite Chapelle, elaborado com uvas de uma parcela de 0,32 hectare é “simplesmente fantástico” nas palavras da Burghound, que sempre coloca o tinto na lista de vinhos “imperdíveis”. O Champeaux é vizinho do famoso Les Cazetières, combinando como talvez nenhum outros 1er Cru graça e potência. A parcela de apenas 0,33 hectares rende poucas garrafas por ano. O Les Corbeaux, produzido com uvas de uma parcela de 0,08 hectare é uma verdadeira raridade. As notas de frutas negras escondem os abundantes taninos, que garantem uma evolução em garrafa por décadas.

Os Grands Crus do Domaine Dugat-Py estão entre os vinhos mais disputados por colecionadores em todo mundo. São verdadeiros exemplos de como os vinhos feitos com a uva Pinot Noir pode envelhecer – e melhorar – por décadas. O espetacular Mazoyeres Chambertin é elaborado com 70% de engaço, combinando a potência deste Grand Cru com uma finesse admirável. O Charmes Chambertin inclui parcelas centenárias, que conferem uma complexidade impar ao vinho.

Todos os vinhos  do Domaine Dugat-Py são grandiosos, potentes e muito complexos, mostrando um pouco da mágica que têm os melhores vinhos da Borgonha.

 

Produtor

Domaine Jean-Marc Millot

O Domaine Jean-Marc Millot é uma das maiores descobertas entre os vinhos da Borgonha. Desde que
Alix Millot, filha de Jean-Marc, assumiu a enologia do Domaine, os vinhos que já eram ótimos ganharam
uma nova dimensão. Os vinhedos da família, que incluem nada menos que 3 Grands Crus, são cuidados planta a planta. A agricultura orgânica e a cantina de vinificação naturalmente fria contribuem para originar vinhos puros e precisos, com cativantes notas de frutas e um delicioso frescor. São vinhos que impressionam desde cedo, mas que têm um grande potencial de envelhecimento. As criações do
Domaine Jean-Marc Millot estão sendo descobertas pouco a pouco pelos colecionadores da Borgonha.
Um produtor que merece ser conhecido.

Produtor

Domaine Robert Groffier

Produtor

Domaine Simon Bize

Domaine Simon Bize é um produtor de bastante prestígio, cujos vinhos delicados e elegantes são elaborados no mais clássico estilo bourguignon. Seus vinhedos estão situados principalmente em Savigny-les-Beaunes, na Côte de Beaune, e incluem diversos Premiers Crus, como Aux Vergelesses, Les Talmettes, Aux Guettes e Aux Fournaux. São vinhos deliciosos e cheios de charme, leves e perfumados.

A propriedade foi fundada em 1880 pela família Simon Bize, passando de geração em geração. Os primeiros vinhos foram rotulados e engarrafados na adega apenas em 1950. Patrick Bize, pertencente a quarta geração da família, começou a trabalhar na propriedade em 1972, assumindo-a na década de 1980 e desenvolvendo mudanças nas instalações, tais como novos vinhedos e extensão das adegas. Com a morte de Patrick Bize, em 2013, Domaine Simon Bize é gerida por sua esposa e sua irmã.

As uvas brancas são prensadas conforme chegam a adega e, em seguida, o mosto é arrefecido a fim de permitir que a sedimentação ocorra, já que o vinho permaneceu sob borras pesadas durante 12 horas. O suco que permaneceu sob as borras finas é fermentando em barris entre quatro e seis semanas. Tais barris são formados por carvalho novo, onde os vinhos envelhecem por alguns meses a fim de que se tornem exemplares únicos e complexos.

Dependendo da denominação de origem, os vinhos tintos Domaine Simon Bize são produzidos total ou parcialmente a partir de cachos de uvas integrais e fermentados em cubas de madeira. Os exemplares são finalizados em tanques de aço inoxidável antes de irem ao envelhecimento em barris de carvalho – com idades a partir de seis anos.

O Savigny-les-Beaune Les Fournaux é um vinho tinto elaborado 100% com a uva Pinot Noir que em sua safra de 2009 recebeu nada menos do que 91 pontos da BH Burgohound. Produzido com uvas de vinhedos com idade de mais de 40 anos, é um vinho tinto bastante expressivo, que combina um frutado intenso com ótimos notas de madeira tostadas.

Produtor

Domaine Pierre Gelin

Simplesmente o melhor domaine de Fixin na opinião de Clive Coates, Pierre Gelin é o grande nome desta região vizinha a Gevrey-Chambertin que costuma oferecer uma ótima relação entre qualidade e preço.

A propriedade foi criada em 1925 por Pierre Gelin e, desde então, é passada de geração para geração. O método de cultivo das vinhas é totalmente sustentável, a fim de que tudo seja respeitado. A vinificação segue os padrões tradicionais, mas adapta-se para elevar continuamente a qualidade dos vinhos.

O mais emblemático vinho da propriedade é o “monopole” (vinhedo inteiramente pertencente ao produtor) Clos Napoleón, elaborado com uvas de um único vinhedo plantado na década de 50 e totalmente recuperado por Pierre Gelin. Carnudo e terroso, o vinho é classificado como “outstanding” pela Burghound, que aponta o vinho tinto como um dos vinhos da Borgonha que “merecem ser procurados”. O vinhedo recebeu seu nome há mais de 160 anos, quando um aristocrata que havia lutado junto com Napoleão quis homenagear o imperador.

O grandioso Chambertin-Clos de Bèze é elaborado com uvas de duas minúsculas parcelas que totalizam 0,65 hectares, incluindo um lote de vinhedos centenários — uma verdadeira raridade. O Fixin de base foi apontado com “surpreendentemente bom” e “delicioso” pela Burghound, que indica o Domaine como uma elegante descoberta para quem não aprecia o toque de rusticidade encontrado nos exemplos mais comerciais desta denominação.

Pierre Gelin adotou a maceração a frio para a elaboração de seus vinhos, o que deixa os taninos incrivelmente sedosos, mas, sem perder a profundidade de fruta. Entre os robustos Gevrey-Chambertin, o Clos Prieur de Pierre Gelin é produzido com a porção “Premier Cru” deste vinhedo, enquanto o Clos Meixvelle é um outro “monopole” de Pierre Gelin, de qualidade que rivaliza com muitos 1er Crus. O Aligoté, por sua vez, é fresco e aromático – uma das melhores escolhas para acompanhar pratos que contenham escargot.

Produtor

Domaine Cécile Tremblay

Produtor

Domaine Billaud-Simon

Um dos mais clássicos e renomados produtores de Chablis, o Domaine Billaud-Simon foi fundado em 1815 por Charles Louis Noël Billaud ao voltar das guerras napoleônicas, sendo as primeiras vinhas plantadas em Mont de Milieu. O Domaine conta com uma das mais impressionantes coleções de vinhedos Grand Cru e Premier Cru de toda Chablis, incluindo vinhedos muito antigos, de baixíssimos rendimentos.

Recentemente o domaine foi adquirido pelo Domaine Faiveley, que conta com a expertisse de ninguém menos que Bernard Hervet – uma das maiores autoridades em Chablis da atualidade. Logo na primeira safra sob a batuta de Hervet os vinhos já indicaram um potencial de qualidade estratosférico, alcançando 96 pontos da Burghound para o Grand Cru Blanchots, a segunda mais alta nota da revista entre os 475 vinhos provados desta safra. O Domaine Faiveley fez questão de manter o estilo dos vinhos – clássicos, de grande mineralidade. São verdadeiras joias da Borgonha e “escolhas certas” na opinião de Clive Coates.

Bernard Billaud e seu sobrinho, Samuel, produzem alguns dos melhores exemplos de Chablis vistos até hoje. A propriedade é formada por 20 hectares de vinhas, cultivadas em algumas das melhores áreas da denominação, incluindo Premiers Crus, Mont de Millieu, Blanchot, Les Clos e Les Preuses.

No ano de 1991, Billaud construiu uma nova adega, que abrigava tecnologias de últimas gerações, incluindo numerosas cubas de aço inoxidável com temperatura controlada. Anteriormente, o domaine era totalmente revestido por vidro, dificultando o controle da temperatura nos tanques de aço.

A maior parte dos vinhos de Billaud Simon não passam por nenhum estágio em carvalho, com o objetivo de produzir Chablis repletos de elegância, frescura, pureza e equilíbrio. Nesses exemplares os aromas e sabores minerais são nítidos, são vinhos deliciosos quando jovens, mas que envelhecem muito bem também.

Domaine Billaud Simon encontra-se em uma cama de sedimentos marinhos, entre algas e conchas, que se formou há mais de 150 milhões de anos atrás, conhecida como Kimmeridgian. Esta geologia incomum é rica em iodo, proporcionando ao cultivo da uva Chardonnay características únicas e complexas que são passadas aos Chablis.

Produtor

Cru Bourgeois

A origem do Cru Bourgeois, na França, remonta à Idade Média, quando os habitantes do burgo de Bordeaux, os chamados burgueses (ou bourgoise) formavam uma cidade de comerciantes e artesãos. Durante o período do governo inglês, adquiriram direitos e privilégios, incluindo a isenção de impostos sobre a venda de vinhos de seus vinhedos, tanto localmente (Guyenne) como no exterior.

Por volta do século XV, enriquecida por seu comércio internacional, o burgo de Bordeaux foi capaz de adquirir as melhores propriedades da região, que foram inicialmente referidos como o "Crus des Bourgeois" e, em seguida, simplesmente o "Crus Bourgeois".

Um texto do ano de 1740 contém a primeira seleção e especificação dos preços dos vinhos do Médoc.

A Revolução Francesa resultou na revogação dos privilégios concedidos ao Bourgeois que sofreu as consequências dessa nova lei durante este período de turbulência. No entanto, ao longo dos séculos, continuaram desempenhando um papel crescente no desenvolvimento das vinhas Médoc através da exportação de seus vinhos.

No século XIX, o Crus Bourgeois (cerca de 300 castelos) era um dos mais poderosos e os seus preços já haviam sido estabelecidos como superiores aos dos Artesãos Crus e Crus Paysans. Já no início do século XX, o Crus Bourgeois cresceu novamente e ocupou um lugar ainda mais importante nos mercados de exportação, principalmente na Alemanha e na Rússia.

A Primeira Guerra Mundial trouxe uma parada abrupta neste crescimento, e a situação tornou-se pior com a Grande Depressão de 1929. Mesmo assim, embora o número de propriedades tenha diminuído, muitos produtores no Médoc mantiveram a tradição do "Cru Bourgeois" viva e em uso até hoje.

Os Crus Bourgeois representam alguns vinhos de qualidade excepcional e muitos de excelente relação entre qualidade e preço. Os melhores são superiores a alguns Crus Classé e capazes de envelhecer em garrafa por muitos e muitos anos.

O Crus Bourgeois formam uma grande família que reúne vinhedos com perfis e terroir muito diferentes como: Médoc, Haut-Médoc, Listrac-Médoc, Moulis en Médoc, Margaux, Saint Julien, Pauillac e Saint-Estèphe, todos conduzidos por uma variedade de produtores, muitos dos quais têm suas origens no Médoc, mas que também vêm de outros países e regiões, trazendo dinamismo e novas ideias.

Esta é a força desta família: diversidade na unidade. As vinhas compartilham a mesma região e da mesma história, mas cada um tem o seu próprio carácter, que oferece ao consumidor diferentes sensações.

Produtor

Bordeaux - Brancos Secos

Talvez a mais celebrada e conhecida região vinícola do mundo, Bordeaux é a terra dos grandes Châteaux, que em geral fazem jus à fama de produzir vinhos muito elegantes, longevos, encorpados e classudos. Os melhores são realmente excepcionais, enquanto os mais acessíveis apresentam boa relação entre qualidade e preço e são um pouco menos encorpados.

Bordeaux, no sudoeste da França, é uma região que não precisa de introdução para os amantes de vinho. Trata-se de uma das áreas mais prolíferas de todo o mundo, que dá origem a vinhos extremamente famosos e prestigiados. Os segredos de Bordeaux encontram-se em três pilares, isto é, a diversidade, qualidade e quantidade.

A região vinícola de Bordeaux se estende por mais de 120 quilômetros no interior da costa do oceano Atlântico. É o lar de mais de 10 mil produtores que dão origem aos mais diferentes estilos de vinho. São exemplares que variam entre exemplares baratos e de mesa até alguns dos rótulos mais caros e prestigiados do mundo inteiro.

O clima de Bordeaux é moderado, devido sua proximidade com o oceano Atlântico e a presença de diversos rios, como o Dordogne e o Garonne. As temperaturas diurnas do verão oscilam entre 25ºC e 30ºC, raramente ultrapassando esta última. Já no inverno, as temperaturas podem ficar abaixo do 0, mas apenas em raras situações.

A maioria dos vinhos da região francesas são os tintos secos, de corpo médio, que fazem a fama de Bordeaux. No entanto, é possível também encontrar vinhos brancos da mais alta qualidade, tanto os produzidos no estilo seco de Pessac-Leognan, quando os doces, como os vinhos de Sauternes, elaborados com uvas botritizadas. Os vinhos brancos de Bordeaux são, geralmente, produzidos a partir das uvas Sauvignon Blanc, Sémillon e Muscadelle.

O vinho Château Carbonnieux, um branco seco elaborado com as uvas Sauvignon e Sémillon cultivadas em Pessac-Léognan, recebeu 93 pontos de Robert Parker na safra de 2008, considerado como um dos brancos mais aclamados de Bordeaux. Trata-se de um belíssimo vinho, capaz de evoluir na garrafa por mais de 15 anos.

Produtor

Bordeaux - Brancos Doces

Talvez a mais celebrada e conhecida região vinícola do mundo, Bordeaux é a terra dos grandes Châteaux que, em geral, fazem jus à fama de produzir vinhos muito elegantes, longevos, encorpados e cheios de classe. Os melhores são realmente excepcionais, enquanto os mais acessíveis apresentam boa relação qualidade e preço, embora sejam um pouco menos encorpados.

O segredo do sucesso dos vinhos de Bordeaux está basicamente apoiado em três pilares: diversidade, qualidade e quantidade. A maioria são vinhos tintos secos, de corpo médio, mas seus brancos de qualidade excepcional são considerados verdadeiras iguarias no mundo dos vinhos. Principalmente os doces da sub-região de Grave, a mais continental, que abriga AOCs muito prestigiadas como Cérons, Barsac e Sauternes, este considerado por muitos como o maior vinho branco doce do mundo.

Sauternes fica a 65 quilômetros ao sul da cidade de Bordeaux e é um vilarejo famoso por seus vinhos brancos doces de alta qualidade. Cercado por vinhas, é lá que são produzidos alguns dos mais caros e prestigiados vinhos de sobremesa do mundo, reconhecidos por sua ótima capacidade de envelhecimento.

Os clássicos exemplares de Sauternes tem uma cor intensa e dourada, mais escura do que os outros vinhos brancos de sobremesa. A medida em que envelhecem na própria garrafa, se transformam em vinhos com coloração âmbar profundo e aromas frutados com um toque de flor madressilva - marca registrada dos vinhos botritizados (a chamada podridão nobre) – equilibram doçura e acidez com a mesma elegância que combinam frescor e intensidade.

Dificilmente um Bordeaux branco, seco ou doce, será feito com apenas uma cepa, pois são essencialmente vinhos de corte elaborados a partir das castas Sémillon, Sauvignon Blanc, Muscadelle e, em menor quantidade, da Ugni Blanc e Colombard.

"Lindamente equilibrado, com grande profundidade e precisão" para Robert Parker, o Château Suduiraut 2007 é um dos grandes vinhos de Sauternes. Rico e doce, com grande presença de botritis, é um dos mais aclamados vinhos de sobremesa da França.

Produtor

Schröder & Schÿler

Desde a sua criação em 1739, a Schröder & Schÿler vem se expandindo na França e no mundo. Com sua história e experiência, a Maison Schröder & Schyler é uma das poucas empresas que se mantém como uma das referências de vinícola familiar há mais de 200 anos.

São, desde sempre, verdadeiros “negociantes de Bordeaux” e formam uma das vinícolas mais tradicionais da região. Com vinhos decididamente criados para serem grandes, a Schröder & Schÿler é guardiã de valores comerciais, qualidade e proximidade que são traduzidos em sucesso e na escolha da empresa como uma das maiores fornecedoras mundiais de importadores, atacadistas, donos de restaurantes e comerciantes de vinho.

Com o surgimento da classificação oficial de Médoc Cru, em 1855, também tem início uma nova era para os grandes vinhos de Bordeaux, que passam a ficar conhecidos em todo o mundo e serem exportados em grande quantidade.

Entre 1880 e 1910, a Schröder & Schÿler cresce vertiginosamente e assume papel de liderança nas colheitas e confecção de vinhos prestigiosos como o Lafite e Château Margaux. Neste interim, desenvolve acordos exclusivos a longo prazo com duas marcas que contribuíram ainda mais para seu sucesso comercial: Château Carbonnieux (em 1899) e Kirwan (em 1903).

Hoje, é a oitava geração da família Schrÿler quem dirige a empresa. São ainda donos de alguns castelos, como o Château Kirwan, localizado em Margaux, a comuna mais austral da região de Médoc. Kirwan também foi qualificada como Grand Cru Classé pela classificação oficial de 1855. No château são utilizadas técnicas minimamente invasivas na criação de seus vinhos, e até mesmo os vinicultores têm outro nome por lá, são chamados de “vinicuidadores”. Seus vinhos são envelhecidos por 20 meses em barris de carvalho francês novo para ressaltar a qualidade dos frutos e solo e são considerados verdadeiros exemplos do terroir da região.

Assim como Kirwan, os vinhos da Schröder & Schÿler também representam um modo excepcional de se fazer vinhos e transmitem toda a tradição secular de Bordeaux. Como o Margaux Private Reserve 2010, um marcante tinto que mostra grande tipicidade e personalidade, com grande elegância e finesse.  

Produtor

Château de Beaucastel

Uma das mais lendárias e icônicas propriedades de todo o mundo, o Château de Beaucastel elabora o mais famoso e celebrado vinho de Châteauneuf-du-Pape. Com uma história que remonta ao séc. XVI, o Châteu de Beaucastel sempre foi uma propriedade familiar, herdada pela família Perrin em 1909. O vinho mais emblemático da vinícola, o Château de Beaucastel tinto, é um dos grandes vinhos do mundo e o melhor exemplo do que deveria ser um Chateauveuf-du-Pape: muito potente e longevo, mas sempre elegante. O vinho mostra o terroir desta famosa denominação através das 13 castas diferentes permitidas na denominação. Olhando os solos repletos de “galets” – as famosas pedras redondas que cobrem esta parte do sul do Rhône – é fácil perceber como o terroir do Château de Beaucastel é especial e porque traduz a essência de Chateauneuf-du-Pape. A família Perrin cuida da propriedade de maneira impecável, cultivando as vinhas de maneira orgânica desde os anos 1950 e biodinâmica desde os anos 1970! É um vinho que a fama supera a da reputada região de Chateauneuf-du-Pape, sendo comparado a outros dos maiores vinhos do mundo, como os melhores vinhos de Bordeaux, Borgonha, Itália e Espanha. Os brancos, elaborados em minúsculas quantidades, estão entre os vinhos mais disputados da França. O raríssimo Roussane Villes Vignes é considerado por toda crítica especializada como um dos maiores brancos de todo mundo. Com uvas do vinhedo Coudolet, separado do cultuado vinhedo Beaucastel pela estrada A7, a vinícola elabora pequenas quantidades de um branco e um tinto que estão entre as melhores compras de todo o Rhône: mostram muito do estilo dos grandiosos Beaucastel por um preço muito convidativo. Todos os vinhos da vinícola são cheios, complexos e elegantes – de presença obrigatória nas adegas dos maiores colecionadores de vinho do mundo. 

 

Produtor

Famille Perrin

Proprietários do lendário Château de Beaucastel, a Famille Perrin é o maior especialista nos terroirs do sul do Rhône. Um dos mais reverenciados nomes do mundo do vinho, eleitos “Personalidade do Ano” em 2014 pela revista Decanter, a Famille Perrin foi pioneira em cultivar uvas de maneira orgânica – desde 1953 – e um dos primeiros produtores de vinho do mundo a aderir às técnicas biodinâmicas, ainda em 1970. Este tipo de abordagem, aliado a um meticuloso trabalho de seleção das melhores parcelas de terreno permitem que cada vinho seja uma expressão fiel de cada denominação. Provando os irresistíveis vinhos da Famille Perrin é possível perceber as diferenças e particularidades de cada AOC do sul do Rhône, sempre em versões suculentas, elegantes e com ótima complexidade. Talvez a maior qualidade dos vinhos da Famille Perrin seja qualidade que oferecem pelo que custam: absolutamente todos os vinhos mostram uma ótima relação qualidade/preço.

Entre os mais notáveis produtores do Rhône, a Famille Perrin é o único baseado no sul, onde são colhidas as uvas para a grande maioria dos vinhos da região. A expertise dos Perrin permitiu que fossem escolhidas as melhores parcelas de cada denominação. As diversas castas são plantadas nas parcelas de terreno mais indicadas para cada uma de tal forma que, quando combinadas, mostram a identidade de cada terroir.

São vinhos precisos, elegantes e, acima de tudo, deliciosos e fáceis de gostar. Além de perfeitos para acompanhar comida, são também excelentes opções para dar um presente sem perigo de errar para quem gosta de vinho. 

 

Produtor

Domaine et Maison Les Alexandrins

Formada pela união de 3 forças do mundo do vinho: Nicolas Jaboulet, da família que originalmente era proprietária da Paul Jaboulet Aîné, Guillaume Sorrel, filho de Marc Sorrel, e Alexandre Caso, um dos maiores especialistas em terroir do norte do Rhône. A vinícola “boutique” já nasceu como um dos maiores segredos do Rhône, combinando a tradição de dois dos maiores especialistas em Hermitage e na uva Syrah, com a escolha das melhores parcelas de cada denominação. Entusiasmada com o sucesso do projeto, a Famille Perrin entrou como sócia na vinícola, alavancando o projeto e garantindo o melhor que o norte do Rhône pode produzir em seu portfólio de vinhos.  

O estilo dos vinhos combina a tradição familiar do norte do Rhône com uma abordagem moderna e contemporânea, a pureza da fruta com identidade regional. São clássicos revisitados elaborados em terroirs especialmente selecionados por Alexandre Caso, com altíssima qualidade. O melhor do norte do Rhône: Crozes-Hermitage, Saint Joseph, Hermitage, Côte-Rôtie Cornas.

Elaborado com a uva Syrah e uma pequena parcela de Viognier, o delicioso Le Cabanon traz um estilo cheio de notas de frutas e muito fresco, mostrando a casta Syrah em seu estado mais puro. Aromas de frutas do bosque e um toque apimentado. Este tinto fica ainda mais gostoso se servido em temperatura de adega (15ºC), sendo uma ótima opção para bebericar nos dias mais quentes.

A aromática Viognier é matéria prima do famoso Condrieu, um dos mais celebrados brancos da França. O Le Cabanon mostra exuberantes aromas de frutas brancas e cítricas, com um toque exótico e excelente frescor. Um delicioso aperitivo – perfeito para ser servido com entradas e saladas.

Este surpreendente Crozes-Hermitage recebeu 92 pontos da Wine Spectator na safra 2018, que elogiou o caráter “suculento e repleto de notas de fruta madura” do tinto. O vinho combina o terroir do norte da denominação, com solos de granito semelhantes aos de Hermitage, com os vinhedos do Sul para originar um vinho de grande complexidade, com notas de frutas silvestres com especiarias e um delicioso toque defumado. Um grande achado.

 

O Saint-Joseph da Maison les Alexandrins combina de maneira magistral notas de frutas azuis com mineralidade e uma bela proporção no palato. Com nada menos que 92 pontos de Jeb Dunnuck, o maior especialista em vinhos do Rhône na atualidade, é um belo achado para quem quer descobrir o que podem oferecer os vinhos do norte do Rhône e a uva Syrah.

Condrieu é um dos mais festejados brancos de todo mundo. Incrivelmente aromático e cheio de frescor, combina notas cítricas com um leve toque floral. A Maison les Alexandrins usa uvas de 3 parcelas de excelente localização nas partes mais altas da denominação, que garantem o frescor e pureza aromática dos vinhos.

 Apontado por Thomas Jefferson com o melhor branco do mundo, o Hermitage blanc é um vinho singular: complexo, encorpado e de baixa acidez, mas com uma imensa capacidade de envelhecimento. Este soberbo branco elaborado com proporções iguais das uvas Marsanne e Roussanne recebeu 94 pontos da Wine Spectator na safra 2018. Um grande branco!

Hermitage AOC rouge - Um dos melhores e mais reputados tintos da França, o grandioso Syrah é provavelmente a maior expressão da uva Syrah. A Maison les Alexandrins usa uvas de 3 terroirs complementares para elaborar este fantástico tinto. A parcela granítica de “Grandes Vignes” contribui para a estrutura tânica e mineralidade do vinho, enquanto o terroir repleto de pedregulhos de “Greffieux” - a base deste vinho – confere uma grande riqueza aromática ao vinho. Os solos calcários de “Muret” trazem finesse ao conjunto. Este vinho que pode envelhecer por mais de 20 anos recebeu 94 pontos de Jeb Dunnuck na safra de 2018.

O grandioso Côte Rôtie divide com o famoso Hermitage o pódio dos melhores vinhos do norte do Rhône. A Maison les Alexandrins usa uva da porção sul de Côte Rôtie, que produzem vinhos mais delicados e perfumados que o terroir do norte da denominação. A uva Syrah é fermentada com 2% da branca Viognier para que o vinho fique mais escuro, concentrado e aromático, já que ela ajuda a extrair os pigmentos da Syrah. Um tinto maravilhoso, com grande capacidade de envelhecimento.

Cornas é um dos grandes segredos para quem aprecia a uva Syrah. É uma denominação homogênea, com vinhedos de excepcional qualidade e, nas mãos de um bom produtor, pode originar tintos que rivalizam os cultuados vinhos de Hermitage por um preço bem mais convidativo. Este delicioso Cornas da Maison les Alexandrins é rico e complexo, com sedutoras notas de violetas.

 

Produtor

La Vieille Ferme

La Vieille Ferme, os melhores best buys do Velho Mundo.

Com mais de 45 anos de sucesso, La Vieille Ferme provavelmente produz os vinhos franceses de melhor relação qualidade/preço de todos os tempos. A ideia da tradicional Famille Perrin foi a de usar as castas do vinho mais icônico da família – o lendário Château de Beaucastel – e o conhecimento dos Perrin, os maiores especialistas no sul do Rhône, para criar vinhos suculentos, cheios de fruta, elegantes e, ao mesmo tempo, fáceis de gostar.

Desde a primeira safra comercializada os vinhos foram um grande sucesso, sendo apontados pelos críticos especializados e pelo público consumidor como compras de excepcional relação qualidade/preço. Desde o início, nos anos 1970, a filosofia da vinícola foi a de apostar no cultivo orgânico e biodinâmico, conseguindo assim, uvas naturalmente saborosas e concentradas, capazes de originar vinhos suculentos, cheios de notas de frutas maduras e muito equilibrados, sem qualquer sinal de intervencionismos ou manipulação na cantina. É por isso que a qualidade dos vinhos da La Vieille Ferme aparece na taça: é possível provar a essência do sul do Rhône: um vinho apetitoso e convidativo, com um inegável caráter regional. O nome – “A Velha Fazenda” – em francês traduz os vinhos frescos, com origem e verdadeiros, elaborados direto da fazenda para sua mesa.

A linha La Vieille Ferme é composta por um branco – aromático e elegante – um rosado – fresco e convidativo – e um suculento e saboroso tinto. Todos estão disponíveis também em garrafas magnum (1.500ml) e meia garrafa (375ml). São vinhos deliciosos e versáteis, para ter sempre na adega.

Produtor

Jean Louis Chave

Jean Louis Chave é um produtor de enorme prestígio, o maior especialista em Hermitage. Produz quantidades minúsculas de vinhos de altíssima qualidade. Estes vinhos extraordinários, raríssimos e muito disputados estão entre as maiores estrelas do vinho francês.

Jean Louis Chave é o grande artista de Hermitage – as últimas safras mereceram de Robert Parker 7 notas 100. São vinhos difíceis de encontrar até mesmo na França, donos de uma grandiosidade, finesse complexidade inigualáveis. São capazes de evoluir em garrafa por muitos e muitos anos e representam o ponto máximo de qualidade da uva Syrah no norte do Rhône.

Segundo Robert Parker, “não pode haver nenhuma dúvida de que Jean Louis Chaves e seu pai Gerard Chave – membros de uma família produtora de Hermitage há seis séculos – estão entre os maiores enólogos deste planeta. Nos melhores anos, o Hermitage Rouge de Chave é um vinho imortal”.

Desde 1481, a família Chave reina sobre as vinhas do Hermitage. Gerard, o pai, no passado um verdadeiro viticultor no sentido mais nobre da palavra e atualmente, Jean-Louis, o filho. Provavelmente os maiores visionários e observadores do Hermitage e dos vinhos franceses em geral.

Alguns de seus rótulos ostentam uma inscrição comemorativa desta conquista, “Vignerons de Père en Fils depuis 1481”, que é traduzido para, “Vinicultura de pai para filho desde 1481”. A família Chave começou a cultivar vinhas e fazer vinho no que hoje conhecemos como a denominação St. Joseph. Eles começaram comprando terras na colina de Hermitage em 1865 e, desde então, as terras e a maneira de se fazer grandes vinhos do Rhône continua sendo passado de geração em geração. Jean Louis Chave é a 16ª geração de sua família.

A família Chave focou na produção de Hermitage após o ataque da praga filoxera, que atingiu a maioria dos vinhedos da Europa no final do século XIX. Começou a produzir vinho em Mauves, onde, na verdade, é o local em que a família Chave ainda produz seu Hermitage até hoje.

Seu Hermitage Blanc, inclusive, é um vinho estupendo, rico e encorpado, de muita personalidade. Em 1998, recebeu 95 pontos da Wine Spectator, a maior nota já conferida a um Hermitage Blanc. O vinho tinto é extraordinário, muito rico e potente. São verdadeiras raridades, difíceis de encontrar até mesmo na França.

Produtor

Alain Graillot

O talentoso Alain Graillot produz, sem dúvida, os melhores Crozes-Hermitage da atualidade. Seus vinhos fantásticos e disputados conferiram um novo status a esta denominação, e chegam a competir com muitos Hermitage.

Um colecionador de prêmios, seus vinhos tintos são frequentemente indicados para a relação dos “100 Melhores Vinhos do Mundo” da revista Wine Spectator e merecem altas notas da imprensa especializada. Uma verdadeira especialidade, de pequena produção, são vinhos difíceis de encontrar, até mesmo, na França.

Allain Graillot é reconhecido por sua paixão pela uva Syrah. Segundo a Wine Spectator, “Allain tem uma paixão pela uva Syrah a partir do qual ele faz vinhos artesanais de grande distinção e enorme elegância”.

Antes de iniciar seu próprio domaine, Alain trabalhou em Borgonha, com o conceituado enólogo Jacques Seysses, de Domaine Dujac. No ano de 1985, Graillot funda o Domaine Alain Graillot fora da aldeia de Pont de l’Isère, cerca de 6 quilômetros ao sul de Tain-l’Hermitage.

Atualmente, este produtor é considerado um dos mais cobiçado do norte do Rhône devido aos seus vinhos Syrah exuberantes, impecavelmente bem produzidos e muito robustos. A propriedade é formada por mais de 20 hectares de vinhas com mais de 30 anos de idade.

As vinhas cultivas em Crozes-Hermitage são plantadas em solos bem drenados e planícies aluviais planas entre os rios Rhône e Isère. Além disso, duas pequenas parcelas de vinhas com mais de 12 anos de idade são cultivadas em St. Joseph plantadas nas encostas em solos de granitos, responsáveis pela produção de vinhos frescos e fáceis de beber.

Todas os vinhedos incluem as uvas Syrah, para vinhos tintos, e Roussanne e Marsanne para os exemplares brancos. As vinhas são cultivadas de modo totalmente orgânico, a fim de quem os frutos sejam respeitados com base no expressivo terroir da região.

Em 2008, o filho de Alain – Maxime Graillot, proprietário do Domaine Equis –, assumiu o comando da vinícola. Os vinhos tintos que Maxime produz sob a etiqueta de seu pai, contém um apelo na utilização de técnicas tradicionais, bem como são exemplares com boa estrutura e longevidade.

Produtor

Domaine Clape

Segundo o guia do La Revue du Vin de France, Auguste Clape é o melhor representante da escola tradicional de Cornas, reputada comuna no norte do Rhône. São vinhos encorpados e carnudos e, no caso de Clape, com notável classe e complexidade – bem mais finos que outros exemplares da sua denominação.

De minúscula produção, os vinhos elaborados em Domaine Clape são verdadeiras raridades, extremamente disputadas na França e ao redor do mundo. Estes exemplares sempre conquistam notas altas da imprensa especializada, entre elas, os 100 pontos do crítico Robert Parker, concedidos à safra de 2010. De fato, o domaine possui muitos dos melhores vinhedos de Cornas, com idades bem avançadas, cultivados principalmente com a uva Syrah.

Este vinho é produzido apenas com a uva Syrah, sem desengaçamento e onde a afinagem é efetuada em carvalho usado. Porém, ao contrário dos outros, o seu Cornas tem classe e personalidade. Basta ver que obteve 91-93 pontos de Robert Parker e 93 pontos da Wine Spectator, em 1999. Também elabora um gostoso Côtes-du-Rhône tinto.

Domaine Auguste Clape é uma propriedade vinícola de Corna, na denominação do norte do Vale do Rhône. O domaine é nomeado com o mesmo nome do seu proprietário, Auguste Clape, que se encontram entre os produtores mais conceituados do mundo, principalmente, pelos seus vinhos elaborados com a uva Syrah.

A propriedade é composta por apenas 8 hectares de vinhas velhas, cultivadas em térreos íngremes e socalcos nas margens ocidentais do Rhône, especialmente, em áreas que recebam alta incidência solar. As uvas são colhidas o mais tarde possível a fim de que atinjam o período de maturação ideal, dando origem a vinhos com características únicas e complexas.

Como citado anteriormente, Auguste Clape Cornas é um dos vinhos mais populares da denominação, podendo ser citado, até mesmo como o vinho emblemático da casa. Paralelamente, o Cornas Cuvée Renaissante oferece uma expressão um pouco mais acessível, elaborado a partir de vinhas mais jovens.

Produtor

Domaine Marcel Deiss

Um dos mais fervorosos apologistas do terroir e da agricultura biodinâmica, Domaine Marcel Deiss produz alguns dos mais finos, complexos e autênticos vinhos do mundo. Contrário à tradição da região de elaborar vinhos varietais, de uma única uva, Deiss produz alguns vinhos usando várias uvas cultivadas em um mesmo terroir.

Os resultados são surpreendentes, mostrando bem as diferenças entre cada vinhedo em vinhos que atestam as altíssimas notas que sempre recebem da imprensa internacional. Bettane & Desseauve o classifica com as máximas 3 estrelas e afirma que Domaine Marcel Deiss é “incontestavelmente, uma grande estrela da Alsácia”. Seus vinhos são verdadeiros monumentos e envelhecem com perfeição em garrafa.

A vinícola Domaine Marcel Deiss localiza-se em Bergheim, pequena vila no coração da Alsácia, onde a família está instalada desde 1744. A atual propriedade foi iniciada por Macel Deiss em 1947, ao retornar da Segunda Guerra Mundial.

Atualmente, administrada por seu neto, Jean-Michel Deiss, e sua esposa, Clarisse Deiss, a propriedade ocupa uma área de, aproximadamente, 26 hectares de vinhedos em encostas, distribuídos em 9 comunas. O terreno fica equidistante das fronteiras norte e sul da região, localizando-se, de fato, no centro de Bergheim.

A vinícola é uma ode à diversidade e à pluralidade natural. Por possuir variações extremas nas condições de produção, Deiss busca expressar os três fatores de um vinho completo em seus produtos: a variedade da uva, o vintage e o terroir. Neste último, é necessário um cuidado com diversos fatores, entre eles a geologia, o clima, a maneira como se cultiva o solo, a microfauna e a flora e os métodos e técnicas tradicionais utilizados na produção dos vinhos.

Os vinhedos eram cultivados, inicialmente, seguindo princípios da agricultura orgânica, no entanto, em 1998 foram introduzidos métodos biodinâmicos. Os principais vinhos que carregam o nome da Domaine Marcel Dess são mesclas da uva Riesling, Pinot Gris e Gewürztraminer, e apesar de serem blends, Deiss os produz de vinhedos em locais designados como “Grand Cru”, diferenciando-os de boa parte dos produtores locais.

Produtor

Domaine Guy Saget

Na região do Loire, na França, bem no coração do vilarejo de Pouilly-sur-Loire, a família Saget mantém com maestria a tradição na produção de seus vinhos Sauvignon Blanc durante nove gerações.

O Domain (ou propriedade) da família é fruto da combinação de diversos vinhedos próprios, que se estendem pela famosa área de appellation d'origine (denominação de origem) Pouilly-Fumé, e também por Les Vaurigny ou Les Roches.

É lá que são produzidas verdadeiras obras-primas que traduzem toda a essência e são a mais pura expressão do terroir da região. Defensores fervorosos do estilo original das castas Pouilly, o Domaine produz ainda o típico vinho Pouilly-sur-Loire feito exclusivamente com as uvas Chasselas

Os mais de 10 hectares da Domaine Saget são compostos, principalmente, por solos argilosos com calcário, típico da região, terroir que produz vinhos elegantes, limpos, generosos e de mineralidade acentuada. 

A saúde das uvas é a principal preocupação do Domaine Guy Saget quando chega a época da colheita. Depois de selecionar os lotes a serem colhidos, as uvas são transferidas para o lagar a fim de estagiar por um período curto de maceração e pré-fermentação à frio. Depois da prensagem o mosto é removido e se inicia o processo de fermentação em baixa temperatura.

O vinho é envelhecido sobre as borras finas em cubas de aço inoxidável por, no mínimo, 8 meses. Após o engarrafamento, os vinhos são armazenados por mais de 6 a 8 meses que irão concluir seu envelhecimento e trazer ainda mais complexidade.

O vinho Pouilly-sur-Loire "The Sablons" é inteiramente vinificado em barricas novas, seguido de nove meses de envelhecimento nos mesmos barris com agitação normal (bâtonnage).

Saget também produz vinhos na prestigiosa denominação de Sancerre. É justamente de lá que chega agora uma linha de vinhos de excelente relação entre qualidade e preço, a La Petite Perrière, da qual faz parte um Pinot Noir delicado, elaborado no Domaine de la Perrière, propriedade histórica com caves subterrâneas naturais, cavadas há 200 milhões de anos, e que desde 1996 pertence à família. É um vinho que alia classe e tipicidade a um preço difícil de resistir. 

Produtor

Marc Brédif

Especialista em deliciosos Vouvray (incluindo espumantes), Marc Brédif é uma impecável vinícola do Loire, de propriedade do Baron de Ladoucette, um dos mais reverenciados nomes de toda a França. Todos os vinhos de Marc Brédif são elaborados por artesãos meticulosos, em um estilo limpo, saboroso e perfeito para acompanhar comida.

A vinícola Marc Brédif foi fundada em 1893 e é uma das casas mais respeitadas e prestigiadas tanto na região do Vale do Loire quanto ao redor do mundo, pela excelente qualidade empregada na elaboração dos seus vinhos.

Os vinhos de Marc Brédif encarnam algumas das mais puras expressões do terroir e personalidade desta bela região. São vinhos de grande caráter e profundidade, com muita elegância e frescor, na contramão dos vinhos pesados e superconcentrados. O ótimo Vouvray — uma clássica interpretação da uva Chenin Blanc — é um vinho branco “de dar água na boca” para a Wine Spectator, que o classificou com a ótima nota 88 na safra de 2006.

Os espumantes Vouvray mostram a vocação da casta Chenin Blanc para originar também grandes espumantes pelo método tradicional, o mesmo usado em Champagne: são frescos, com um toque cremoso e cheios de nuances. Para lhes conferir ainda mais complexidade, Marc Brédif acrescenta uma parte de vinhos reserva, maturados por longos anos nas frias caves do imponente Château de Nozet – uma prática que é rara até mesmo em Champagne.

O Vouvray Réserve Privé Brut Extrême é elaborado sem adição de licor de expedição, sendo bastante seco e mineral. O Chinon, por sua vez, é leve e cheio de fruta, com um delicioso toque herbáceo e taninos suficientes para deixarem o vinho fresco e equilibrado, harmonizando-se surpreendentemente bem com carpaccio. É um belo exemplar deste famoso vinho tinto do Loire, considerado o mais clássico na região, elaborado com a casta Cabernet Franc, selecionadas de vinhedos antigos.

Produtor

Miraval

Em pouquíssimo tempo, Miraval se tornou o produtor do Rosé de luxo mais celebrado e admirado em todo o mundo. Os vinhos são fruto de uma parceria entre a Famille Perrin, do lendário Château de Beaucastel, e o ator Brad Pitt, que adquiriu a histórica propriedade há poucos anos. Os vinhos são elaborados com perfeccionismo, usando uvas colhidas em vinhedos de cultivo orgânico e biodinâmico, plantados em terraços, “esculpidos” na inclinada topografia de Miraval – ideal para o perfeito desenvolvimento das castas Cinsault, Grenache Rolle (Vermentino) e Syrah. Os vinhos são impecáveis: frescos, delicados, aromáticos e profundos.

A propriedade abrigava um famoso estúdio de gravação, que será reinaugurado este ano. A outra linha de vinhos de Miraval – Studio – é uma homenagem aos importantes álbuns que foram gravados  em Miraval.

O SOL DA PROVENCE

Escondido em seu próprio vale privado na cidade velha de Correns, Miraval cobre 600 hectares no coração da Provence. O magnífico Château está localizado em uma clareira cercada por florestas centenárias, oliveiras, vinhas e abundante abastecimento de água. A vegetação luxuriante combina com o belo clima provençal e o excelente estilo de vida mediterrâneo para revelar um oásis encantador.

A localização exclusiva do Vale do Miraval incorpora um terroir excepcional. O terroir é a expressão do solo, do clima e da história da terra: a essência do vinho. As vinhas têm o privilégio de desfrutar de um clima mediterrânico influenciado pelo vento Mistral, com dias quentes e noites frescas, trazendo perfume, acidez e equilíbrio aos vinhos. Os solos de argila e calcário são fundamentais para o suprimento de água, contribuindo para a maturação perfeita da uva.

A LENDA

Miraval está localizado no sopé da Via Aurelia, uma monumental estrada construída para facilitar a expansão do Império Romano no século III aC. Após a colonização celta e ocupação romana, a propriedade hospedou monges e foi o lar de membros da corte francesa segundo o Registro de Casas Nobres do século XIV.

Em 1970, o conhecido pianista e compositor de jazz Jacques Loussier comprou Miraval, transformando a propriedade em um estúdio de gravação - Le Studio Miraval. Incontáveis músicos famosos como Pink Floyd, Sting, Sade, The Cranberries e The Gypsy Kings gravaram música aqui.

Hoje, Miraval é a residência de verão de propriedade de Brad Pitt, que concebeu a propriedade como um lugar dedicado às artes: música, cinema, teatro, comida local e vinhos finos.

RESPEITO PELA NATUREZA E ARTESANATO

As vinhas são plantadas em antigos terraços a 350 metros de altitude. A propriedade é cultivada absolutamente sem o uso de herbicidas, pesticidas ou produtos químicos.

Em Miraval, todas as uvas são colhidas manualmente e cuidadosamente selecionadas. Apenas os cachos perfeitos e com uvas no ponto ideal de maturidade são selecionados. 

Desde 2012, Brad Pitt selou uma parceria com a Famille Perrin para ajudar na viticultura, vinificação e distribuição de vinhos. Como uma das mais consagradas famílias produtoras de vinho da França, a Famille Perrin é responsável por alguns dos maiores ícones do mundo do vinho, como o famoso Château de Beaucastel. Com investimentos na mais alta tecnologia enológica e paixão pela excelência em todas as etapas da produção, Miraval produz alguns dos mais famosos vinhos do sul da França.

Miraval Rosé Côtes de Provence é elaborado com as melhores parcelas do Château (Muriers, Longue, Romarin), bem como com uma seleção de vinhedos perto da vila de Correns, ao norte de Brignoles, no coração da Provença. Teve um sucesso meteórico entre os Rosés de Luxo, em poucos anos se tornou o um dos vinhos rosé mais procurados de todo o mundo. Com generosos aromas florais e de frutas silvestres, aliados a uma refrescante nota mineral com toques de frutas cítricas do mediterrâneo, é um rosé da Provence na sua melhor versão que nos transporta à linda paisagem do sul da França. 

Côtes de Provence Blanc é um vinho carnudo e mineral ao mesmo tempo, com aromas a frutos de polpa branca, pequenos pêssegos e amêndoas. Um equilíbrio que dá a este vinho uma sensação única.

Os vinhos Studio by Miraval é um grande achado, elaborado com uvas de vinhas da Riviera Francesa, rodeado de oliveiras e pinheiros. Fortemente influenciado pela maresia e pela proximidade do Mediterrâneo. Os solos salinos conferem ao vinho um carácter único e um equilíbrio incrível. Um rosado delicioso, diferente de todos que você já provou.


 

Produtor

Château Routas

Château Routas é um dos melhores achados entre os vinhos da Provence. Com 42 hectares de vinhedos de cultivo orgânico, localizados em encostas íngremes no coração da Provence – no meio do caminho entre as sofisticadas praias de Saint-Tropez e a charmosa cidade de Aix-em-Provence – o Château Routas elabora pequenas quantidades de vinho que merecem ser conhecidos: de um tinto que lembra os suculentos vinhos do Rhône, um branco deliciosamente perfumado e refrescante, além de um disputado rosado que, para James Suckling, é “provavelmente a melhor compra de todo o mundo”.

A vinícola é a grande paixão do empresário escocês Sir David Murray, antigo proprietário do time de futebol Glasgow Rangers, que promoveu uma verdadeira revolução qualitativa nos vinhos do château. Para elaborar os vinhos Murray selecionou ninguém menos que Jean-Louis Bavay, antigo enólogo dos Domaines Ott e uma das maiores autoridades de todo o mundo na produção de vinhos rosados. Os vinhos combinam, com grande elegância, suculentas notas de frutas com um acento gastronômico tipicamente mediterrâneo. Uma grande novidade, que merece ser descoberta!

Produtor

Villa Vallombrosa

Com uma história que remonta ao século I A.C., Villa Vallombrosa conta com um dos melhores vinhedos de toda Provence, cultivado de maneira orgânica. A combinação de parcelas com solos de argila vermelha, que confere aos vinhos profundidade de fruta, e outras com xisto, que contribuem com uma marcante mineralidade, dá origem a vinhos únicos e complexos - grandes expressões da Provence - o primeiro terroir cultivado de toda a França. O Duque de Vallombrosa foi o braço da família De Ladoucette a se estabelecer na Provence, seguindo a linhagem de um dos mais notáveis nomes do mundo do vinho desde o século XVIII. O Vallombrosa rosé é sem dúvida um dos mais espetaculares vinhos da região, enquanto o Les Terrasses é um pouco mais delicado, com um sofisticado toque de especiarias. Os tintos são também grandes vinhos, mesclam um confortante toque mediterrâneo com uma notável mineralidade. 

Produtor

Georges Vigouroux

Verdadeira descoberta para quem só conhece a uva Malbec em sua versão argentina, os vinhos do Château de Haute Serre mostram a casta em um estilo mais mineral e elegante, sem a rusticidade de alguns dos vinhos produzidos na região de Cahors.

Antes de ter os vinhedos devastados pela praga filoxera que assolou a Europa no final do século XIX, essa histórica Maison era responsável por um dos mais reverenciados vinhos de toda a França – comparados na época ao Château Margaux e aos melhores Grands Crus da Borgonha.

A propriedade foi resgatada com grande perfeccionismo por Georges Vigoroux no final dos anos de 1970 e hoje produz alguns dos melhores achados do sul da França.

A família Vigouroux dedica-se ao vinho desde 1887. Hoje, sob a batuta da terceira geração, os Vigouroux são considerados os maiores especialistas na casta Malbec em Cahors, na França - a região de origem da casta. Combinando a tradição e o terroir de Cahors com as mais modernas técnicas de vinificação, a família elabora vinhos surpreendentes: longevos, repletos de elegância e notas cativantes de fruta madura.

O sedoso e elegante Château de Haute Serre foi apontado como um “Smart Buy” pela Wine Spectator na safra de 2004, sendo descrito como um vinho “rico, elegante e concentrado”. Os vinhos Malbec de Cahors estão se reinventando, a prova é este excelente vinho tinto que surgiu entre a parceria entre o renomado produtor Bertrand-Gabriel Vigouroux e o enólogo norte-americano Paul Hobbs, expert em Malbec argentino.

Quando Hobbs visitou a propriedade e se deparou com os vinhedos cultivados desde a década de 1970, em solo pedregoso e que privilegiam o baixo rendimento, o enólogo se convenceu que poderia dar origem a um dos grandes vinhos Malbec do mundo, surgindo assim o Château de Haute Serre Icône WOW.

A impecável colheita de 2009 ofereceu as perfeitas condições para esta criação, tanto que recebeu nada menos do que 93 pontos da Wine Enthusiast e 91 pontos da Wine Spectator. O Icône WOW é um vinho Malbec diferente de todos, com uma grande complexidade de aromas, elegância e estrutura, bem como uma presença de taninos bem macios.

 

Produtor

Domdechant Werner

A propriedade está localizada na cidade de Hochheim, na região vitícola alemã de Rheingau. Associada à VDP, é dirigida atualmente por Dr. Franz Werner Michel e sua esposa, além de contar com a ajuda de sua filha Catharina Mauritz. Os vinhedos cobrem 14 hectares, dos quais 98% são plantados com a casta Riesling e o restante com um pequeno grupo com a variante tinta Pinot Noir – outra variedade comum na região. 

A Riesling definitivamente é uma marca dessa região. É a primeira casta branca alemã sendo cultivada desde 1435, que tornou-se bem-sucedida graças ao solo de Hochheim e o microclima da área, que promovem as condições ideais para o cultivo desse tipo de uva.

Por conta dessa grande grande adaptabilidade da Riesling com as características da região em que a propriedade está localizada, Dr. Franz Werner Michel se concentra quase que exclusivamente na produção de vinhos a partir dessa variedade.

A pitoresca vinícola é rodeada por suas vinhas e oferece uma vista privilegiada da cidade de Mainz. A sofisticada mansão central, datada de 1864, é a residência da família Michel e também o local de degustações e eventos especiais – especialmente na elegante sala de jantar decorada com móveis da época da fundação da propriedade e quadros históricos. A área ainda conta com um celeiro de madeira que também é utilizado para vendas e degustações.

A adega está localizada no subsolo da mansão, onde o mosto é fermentado, sofre a vinificação para então ser armazenados até atingirem seu ápice para o consumo.

A propriedade Domdechant Werner está entre os top especialistas de Riesling no mundo. O incrível  Hochheimer Riesling QbA Trocken é um vinho branco seco complexo, com muita elegância e sutileza. É uma ótima expressão da Riesling, representando o novo estilo alemão de vinhos secos. Possui muita fruta e é indicado para acompanhar refeições ou ser apreciado como aperitivo.

Produtor

Robert Weil

Robert Weil é o grande nome do Rheingau e uma das mais prestigiadas vinícolas do mundo, uma das poucas a figurar no livro “The World’s Greatest Wine Estates” de Robert Parker. Hugh Johnson e Jancis Robinson, no indispensável “World Atlas of Wine”, afirmam textualmente: “Robert Weil produz os vinhos mais suntuosos do Rheingau”.

Para a Wine Spectator, Robert Weil sempre produz vinhos “estonteantes”, que costumam receber altíssimas pontuações da revista. Os vinhos, verdadeiros monumentos à uva Riesling, são finos e potentes, com muita concentração e equilíbrio.

Nos 90 hectares de vinhedos da vinícola Robert Weil é cultivada, exclusivamente, a uva branca Riesling. O cultivo consiste em um trabalho rigorosamente controlado, a fim de obter o ápice qualitativo da casta.

Os vinhos elaborados no estilo seco, são fermentados em barris de carvalho de grandes dimensões, onde se desenvolvem por meio da oxidação de microestruturas complexas. Já os exemplares mais leves e frutados, permanecem em tanques de aço inoxidável, para trazer sua melhor elegância e finesse.

A notável mineralidade de seus vinhos é uma característica muito elogiada pelos críticos. O fabuloso vinhedo de apelação controlada “Kiedricher Grafenberger” é um grande destaque, considerado um dos vinhedos mais destacados da região alemã de Rheingau e citado como excelente desde o século XVIII. Trata-se de um terroir que produz vinhos de enorme elegância.

Os exemplares Riesling Trocken, secos, mostram um frutado delicado e marcante, bem característico dos grandes vinhos alemães. O delicioso Rheingau Riesling QbA Trocken é leve e aromático, com ótima acidez. O Charta é muito mineral e em seco, com uma fantástica textura cremosa.

O Kabinett mostra cativantes aromas florais, enquanto o Kiedrich Gräfenberg Kabinett é um dos vinhos mais importantes da vinícola, combinando aromas florais e minerais, com grande complexidade. No palato, é cremoso e envolvente.

Os maravilhosos vinhos de Robert Weil são verdadeiros arquétipos da elegância e complexidade da uva Riesling no Rheingau — perfeitos pontos de partida (e chegada) para quem quer desvendar as sutilezas desta nobre casta.

Produtor

L Esprit E Le Vin

Produtor

P.e. Dopff E Fils

Produtor

Chateau Barde Haut (saint-emil

Produtor

Chateau Olivier (pessac Leogna

Produtor

Chateau Gruaud Larose

Produtor

Chateau Clos Rene (pomerol)

Produtor

Chateau Saint Pierre

Produtor

Chateau Corton C

Produtor

Chateau Calon Segur

Produtor

Clos De L Oratoire Des Papes

Produtor

Champagne Barons De Rothschild

Produtor

Domaine Du Meix Foulot

Produtor

Ogier

Produtor

Domaine Gayda

Produtor

Chateau Sainte Marie

Produtor

La Chenade

Produtor

Chateau L Eglise Saget

Produtor

Chateau Mas Neuf

Produtor

Champagne Pierre Peters

Produtor

Leopold Gourmel

Produtor

Chanson Pere E Fils

Produtor

Chateau Roquefort

Produtor

Domaine Pallus

Produtor

Leon Beyer

Produtor

Sarda Malet

Produtor

Chateau Gabaron

Produtor

Chateau Rauzan-despagne

Produtor

Domaine Jean Paul Droin

Produtor

Domaine François Carillon

Produtor

Domaine Jacques Carillon

Produtor

Maison de Montille

Produtor

Château Vannières

Com uma área total de 47 hectares (33 deles plantados com vinhas) o produtor Chateau Vannieres é considerado um dos melhores da região de Provence. A idade média dos vinhedos é de 35 anos, dispostos densamente no vinhedo (cerca de 5 mil videiras por hectare).

A geologia do solo é composta por calcário, que favorece o cultivo de uvas como Mourvèdre, Grenache e Cinsault e proporciona ao vinho produzido a percepção de taninos finos e aromas poderosos e complexos, muito elegantes e equilibrados.

Sob o controle criterioso da equipe técnica, as vinhas passam por um processo de arejamento do solo após a poda por meio de tratores, renovando a terra e evitando o crescimento de ervas daninhas.

A colheita dos frutos é feita a mão, após um acompanhamento minucioso da equipe que após diversos testes no laboratório de análises clínicas (que inclui avaliação da acidez, açúcar e riqueza em taninos). Posteriormente, a colheita é feita a mão e cada variedade da parcela é conduzida separadamente para a adega – as uvas mais jovens, por exemplo, são totalmente direcionadas à produção de vinhos rosé.

A vinificação é adaptada seguindo as características de cada colheita, levando em conta as diferentes variedades, temperaturas e período de fermentação adequada para cada uma. Todo o processo é controlado pelo mestre da adega diariamente e cada tanque é analisado e provado, garantindo um acompanhamento detalhado da evolução do vinho.

Os vinhos tintos são tradicionalmente armazenados em cascos de carvalho, enquanto os brancos e rosés fermentam em tanques de aço inoxidável, permanecendo dessa forma entre 18 e 24 meses. A data de engarrafamento no Chateau Vannieres varia de acordo com o tipo de vinho: rosés e brancos são engarrafados em março, após a colheita. Já os tintos passam por esse processo após o segundo inverno, sendo acompanhados em sua maturação pelo enólogo e mestre da adega.

A produção dos vinhos no Chateau une a rigorosa tradição vinícola com experimentação técnica e enologia moderna, garantindo a produção de exemplares de altíssima qualidade.  Seu Bandol é um dos melhores desta denominação, bastante fino, requintado e de longa guarda. Os Côtes de Provence são mais delicados e podem ser bebidos mais cedo. Já o rosé também é excelente, combinando maravilhosamente com ostras e frutos do mar.

Produtor

Domaine Bonneau du Martray

Um dos maiores ícones do mundo do vinho, o lendário Domaine Bonneau du Martray é o único produtor da Borgonha que produz apenas Grands Crus.

Seu magnífico Corton-Charlemagne é simplesmente “um dos mais grandiosos vinhos de toda a Borgonha” segundo Clive Coates – que classifica o Domaine como um dos únicos a merecer as máximas 3 estrelas em seu antológico livro “The Wines of Burgundy”.

Com uma verdadeira coleção de notas altas de toda a imprensa especializada e um lugar cativo na lista dos 100 melhores vinhos do mundo da Wine Spectator, é um vinho branco rico, complexo e encorpado e capaz de evoluir por muitos e muitos anos em garrafa.

O vinhedo do Domaine, situado em uma histórica parcela selecionada pelo imperador romano Carlos Magno, pertence ao Domaine Bonneau du Martray desde 775. Elaborado com rendimentos minúsculos para a região - que chegam a ser menos da metade da média utilizada neste famoso Grand Cru – é um vinho “rico, denso e impressionante” para Jancis Robinson, que já apontou o vinho branco como uma das melhores escolhas para celebrar.

Segundo o guia Bettane e Desseauve, o Domaine Bonneau du Martray elabora um Corton-Charlemagne “indestrutível e puro como um cristal”, enquanto Andrew Jefford afirma que o vinho “é tão intenso e dramático que enche os olhos de lágrimas”.

Um vinho realmente grandioso, que na opinião do proprietário Jean-Charles Le Bault de la Morinière, começa a mostrar todas as suas qualidades após 20 anos em garrafa! A safra de 2007 foi descrita como um “ouro branco” pela Decanter, que concedeu as máximas 5 estrelas ao vinho e destacou a “extraordinária mineralidade” deste “vinho de colecionador”.

Atualmente, o Domaine abrange, cerca de, 12 hectares, dos quais 9 são destinados ao cultivo de uvas. Os rendimentos de cada vinha são controlados rigorosamente e as castas são divididas de acordo com a área de cultivo no momento de vinificação, para que seus “respectivos” terroirs sejam refletidos da melhor maneira nos vinhos.

Produtor

Baron de Ladoucette & Comte Lafond

A mais famosa e aristocrática propriedade de Pouilly-Fumé, no Loire, está nas mãos dos Condes Lafond e da família Ladoucette desde 1787. Baron de Ladoucette é um dos maiores e mais lendários nomes do vinho francês -- grande estrela de Pouilly-Fumé, responsável por elevar os clássicos Pouilly-Fumé, Sancerre e Vouvray a padrões de qualidade nunca antes vistos. Ladoucette criou uma gama de vinhos incrivelmente finos, repletos de mineralidade e notas aromáticas, com um notável acento regional. Foi seu pioneirismo que tornou possível o surgimento dos grandes brancos hoje elaborados no Loire. O lendário "Baron de L" é um dos maiores brancos da França e uma das mais fantásticas expressões da casta Sauvignon Blanc -- referência absoluta no Loire. O Pouilly Fumé De Ladoucette também mostra grande classe, "sempre uma soberba combinação de uma textura rica com fruta madura, toques de ervas e refrescantes notas cítricas", nas palavras de Robert Parker. O Sancerre Blanc traz grande tipicidade, é "longo e cremoso", segundo a Wine Spectator. O rosado é fresco e rico, repleto de saborosas notas de frutas vermelhas. O Sancerre rouge, por sua vez, é uma das melhores interpretações da casta Pinot Noir do Loire, com complexas notas terrosas e uma refrescante acidez que limpa o palato. Sem dúvida, são alguns dos vinhos de maior prestígio em toda a França.

Produtor

Domaine Aubert & Paméla de Villaine

Quando se fala em brancos da Borgonha, é natural associá-los à onipresente uva Chardonnay — mas uma pequena porção desse nobre território se especializou também na produção da coadjuvante Aligoté. Bouzeron, uma vila na Côte Chalonnaise, é tida como “o paraíso da Aligoté” e acabou atraindo uma das figuras mais célebres do mundo do vinho: Aubert de Villaine, co-proprietário do Domaine de la Romanée-Conti. Neste recanto da Borgonha, ele e a mulher Pamela fundaram o Domaine A&P Villaine, um projeto ousado, dedicado a recuperar o prestígio desta casta tipicamente borgonhesa. O produtor cultiva videiras de Aligoté nas encostas privilegiadas das colinas, talhando um branco singular, que dá prazer logo nos primeiros anos mas também pode ser guardado por mais de uma década. O Bouzeron Aligoté é um branco perfumado, delicado, cheio de fruta e com mineralidade vibrante, notas discretas de baunilha no nariz e uma textura aveludada no palato. É uma grata surpresa, que demonstra a habilidade dessa uva ainda pouco conhecida em transmitir a essência de seu território. Para quem quer conhecer esta outra face da Borgonha, os vinhos do Domaine A&P Villaine — apontado por Clive Coates como o único produtor notável da região — são o melhor cartão de visitas.

Produtor

Domaine Baumard

Domaine Baumard, em Rochefort-Sur-Loire, é considerado como um dos principais produtores de vinho do Vale do Loire. A família Baumard cultiva vinhas na propriedade desde 1634, mas foi em 1955 que Jean Baumard inaugurou o domaine e expandiu as plantações de vinhas pela propriedade, tornando-se o primeiro vinicultor em Anjou a produzir vinho de ambas as margens do rio Loire.

Este extraordinário produtor, considerado o “rei da casta Chenin Blanc”, é um dos maiores nomes do vinho na França, merecendo incríveis elogios e altas notas de todas as principais referências. Ele é classificado por Robert Parker, que lhe concede suas máximas cinco estrelas, como um dos “melhores domaines do mundo” em seu mais recente livro.

Realmente, o domaine é conhecido por produzir alguns dos melhores exemplos de Chenin Blanc de Savennières, Coteaux du Layon e Quarts de Chaume. Possui 40 hectares de terras de vinha organicamente cultivadas. As terras são plantadas principalmente com a casta Chenin Blanc, mas também incluem Chardonnay e Cabernet Franc para a produção dos vinhos artesanais Crémant de Loire, Cabernet Sauvignon e Franc para os engarrafamentos de Anjou Rouge.

A carteira de vinhos da Baumard é gigantesca, abrangendo vinhos brancos, rosados, vermelhos, doces e espumantes. O domaine produz vários Savennières, incluindo um vinho de uma única vinha de Clos du Papillon, um domínio engarrafamento de Clos St. Yves, e um vinho de safra chamado Trie Spéciale. A partir de vinhas em Coteaux du Layon, a propriedade produz vinhos de grande guarda e é respeitado por engarrafar em pequenas quantidades o vinho da denominação Quarts de Chaume.

A Wine Spectator lhe confere sempre notas altíssimas. Seus Savennières – secos, elegantes, refinados e estruturados – são maravilhosos, incrivelmente minerais, sem dúvida entre os grandes vinhos brancos da França. Seus reputadíssimos vinhos doces – Quarts de Chaume e Côteaux du Layon – são sublimes, “talvez os mais “undervalued” dentre os grandes doces do mundo”, segundo Parker.

Produtor

Les Héritiers du Comte Lafon

A família Lafon de Meursault – produtores dos “melhores vinhos brancos de toda a Borgonha”, segundo Clive Coates – adquiriu em 1999 uma das melhores parcelas da região de Mâcon, renomeando como Les Héritiers du Comte Lafon. Os vinhedos foram convertidos para a agricultura biodinâmica e em poucos anos já davam origem a vinhos brancos apontados como algumas das maiores pechinchas da Borgonha.

Na opinião de Jancis Robinson, quando elaborados por produtores como Lafon, os vinhos de Mâcon estão “entre as melhores relações entre qualidade e preço de todo o mundo”. Nós da Mistral, trouxemos os vinhos de vinhedo único da propriedade, todos de minúscula produção.

Em maio de 2003, um novo domaine formado por 6 hectares nas aldeias de Uchizy e Chardonnay foi comprado. Juntos, o domaine Mâcon ascendeu com 14 hectares e a produção de sete vinhos no total – quatro deles de vinhedo único. A adição mais recente aconteceu em 2009, por meio de um contrato que determina o cultivo das vinhas do Château de Vire na denominação de origem Viré-Clessé.

Toda operação, com base em Milly Lamartine, é comandada por Caroline Gon, sob a supervisão do Domaine Lafon. As vinhas foram imediatamente convertidas para o cultivo orgânico e, nos dias de hoje, para a agricultura biodinâmica. Os vinhos são vinificados parte em aço inoxidável e outra parte em grandes barris de madeira Foudres e, parcialmente, em demi-Muids, isto é, barris de 600 litros, dependendo do vinho de base.

Um dos principais vinhos da casa é o Mâcon Villages Milly-Lamartine Clos du Four, um branco seco elaborado com uvas provenientes de Clos du Four – o mais famoso Cru da vinícola. Trata-se de um vinho que foi selecionado pela Burghound como uma das melhores compras dentre todos os exemplares brancos disponíveis na Borgonha na safra de 2008.

O Mâcon Villages Milly-Lamartine Clos du Four é um vinho rico, delicioso, puro e com ótima pegada – adjetivos usados pela revista para descrever o exemplar com produção de um pouco mais de 700 caixas por ano para o mundo todo. Um grande vinho branco, que merece ser experimentado!

Produtor

Domaine des Comtes Lafon

Segundo atesta o Master of Wine Clive Coates em seu antológico livro "The Wines of Burgundy", o Domaine des Comtes Lafon é simplesmente o melhor produtor de vinhos brancos de toda a região da Borgonha, e também um produtor de vinhos tintos realmente "excelentes".

Para Clive Coates, trata-se de um dos pouquíssimos produtores em toda a Borgonha que merecem as máximas três estrelas. Responsável por vinhos brancos profundos de imensa longevidade, o Domaine des Comte Lafon também é apontado por Robert Parker como um dos melhores produtores de todo o mundo e como “uma verdadeira referência para Borgonha brancos” e “compras obrigatórias” para os colecionadores de vinhos.

Dominique Lafon, que assumiu a propriedade na década de 80, é, nas palavras de Robert Parker, “um sofisticado embaixador da Borgonha e um brilhante enólogo e viticultor”. Segundo a The Wine Advocate, de Parker, “Lafon é famoso por seus primorosos vinhos brancos, mas os enófilos também deveriam prestar atenção a seus soberbos vinhos tintos”.

A ampla coleção de notas altas de seus vinhos tintos e brancos inclui nada menos que 23 pontuações iguais ou superiores a 95 pontos da Burghound e de Robert Parker! Domaine des Comtes Lafon é realmente uma referência absoluta para a região de Borgonha, com preços bastante atrativos se comparados a outros vinhos da mesma categoria.

Domaine des Comtes Lafon construiu uma reputação de produzir, sem dúvidas, alguns dos melhores vinhos brancos encontrados ao redor do globo. Trata-se de uma vinícola com as adegas mais profundas e frias de toda a Borgonha, onde os vinhos – cheios de profundidade e complexidade – são feitos ano após ano.

Um dos principais vinhos da casa é o branco seco Meursault 1er Cru Charmes, elaborado a partir da uva Chardonnay. Trata-se de um vinho branco, “um excelente Meursault, elegante e com um vibrante bouquet floral” segundo Robert Parker, com um ótimo potencial de envelhecimento.

Produtor

Domaine Comte Georges de Vogüé

Ao contrário de muitas propriedades na região de Borgonha, a Vogüé apresenta em sua estrutura as antigas origens, tanto na arquitetura quanto na viticultura, que remontam à época de sua fundação, em 1450. A fazenda conta atualmente com 7,25 hectares dedicados ao seu lendário Le Musigny, um clássico desse produtor, além de 2,75 hectares para o cultivo do Bonne-Mares e 1,8 para o Premier Cru Chambolle-Musigny.

Após diversas gerações de administradores, em 1925 foi herdado por Comte Georges de Vogué, que dirigiu a fazenda por 52 anos. Atualmente, considerado como a maior propriedade em Chambolle Musigny, a adega está sob a administração de suas netas Marie Claire e Causans Ladoucette. O responsável técnico é François Millet – para quem o cultivo de vinhas é uma arte semelhante a um autor escrevendo um poema ou maestro levantando sua batuta.

A filosofia na Vogüé tem como principal objetivo misturar a tradição com a modernidade. Nada é feito sistematicamente ou em largas escalas, tanto nos processos realizados nas vinhas quanto nas adegas. Há uma adaptação constante às condições e particularidades da vinha, o que limita a Vogüé a ver-se como intermediários no processo entre o cultivo e a vinificação - a natureza é a chefe e os produtores são os guardiões do vinho.

De Vogüé representa para Chambolle Musigny o que o Domaine Romanée Conti representa para Vosne Romanée. Todos são vinhos de "domaine" soberbos, de longa guarda. Já o Musigny foi o melhor Borgonha da lista dos 100 melhores de 1995 da Wine Spectator. Hugh Johnson o considera em muitas safras o melhor borgonha tinto. O Musigny Vieilles Vignes, por exemplo, é uma das mais incríveis expressões da variedade Pinot Noir, com sua delicada profundidade e capacidade de envelhecimento,

Todas as classificações recentes concedem cotação máxima a Vogüé, que obteve enorme sucesso na grande safra de 1996 e continua produzindo esplêndidos exemplares.

Produtor

Domaine Jean-Paul & Benoît Droin

Domaine Jean-Paul & Benôit Droin é um excelente pequeno produtor da região de Chablis, cujos vinhos já ganharam mais de seis vezes o "coup de coeur" do Guia Hachette.

Seus vinhos brancos possuem um estilo mais complexo do que a maioria dos Chablis, com um ótimo equilíbrio de fruta e mineralidade. Os Grand Cru e Premier Cru, de muita riqueza e elegância, são todos fermentados e maturados em barricas de carvalho, como é a tradição de Chablis.

A família Droin produz vinhos na região de Chablis há mais de 350 anos, onde sua história como produtores de vinho remonta desde o ano de 1620. Benoît representa a 14ª geração da família Droin e é considerado um dos enólogos mais dinâmicos de toda a região de Chablis.

Seu pai, Jean-Paul, foi o responsável por colocar o domaine na rota dos bons vinhos, conquistando cada vez mais o olhar de grandes críticos e especialistas para os vinhos da casa. A propriedade é formada por 13 hectares de vinhas e dá origem a vinhos diferentes, que incluem o Petit Chablis, Chablis, Premiers Crus e Grands Crus.

Benoît deu lugar a uma adega mais sofisticada e moderna, revisando todo seu sistema de poda e reduzindo notavelmente o rendimento das suas vinhas, a fim de aumentar - ainda mais - a qualidade dos vinhos que elabora. Na adega, a principal mudança foi a introdução de novos barris de carvalho. Nos dias de hoje, cada vinho recebe o "tratamento" que Benoît acredita ser o melhor para demonstrar seu terroir.

Segundo Benoît, "eu uso menos carvalho novo agora do que há 10 anos. Meu sentimento é que você não faz seus melhores vinhos em barris de carvalho novo". Embora os exemplares produzidos em Domaine Jean Paul Droin sejam ricos e encorpados, eles ainda conseguem demonstrar a pureza das frutas e as clássicas características do vinho Chablis.